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Agora, as empresas é que estão precisando de ventilador pulmonar

Agora, as empresas é que estão precisando de ventilador pulmonar

Na maioria das vezes, o ser humano, as empresas e nações aprendem por dor, e não por amor. Isso já dizia o ditado popular.

Muitas empresas já se achavam prontas para atuar nas nuvens e sempre postergavam a transformação digital. Agora, não foi nem CEO, nem CIO ou um Diretor de Inovação que fizeram isso, mas o Corona Vírus, tem provocado as empresas a pensarem e definitivamente tentarem se transformar do mundo analógico para o digital!

Com esta crise atual, literalmente, as empresas que tiveram que sair do "mundo das nuvens da imaginação" para mostrar que realmente estão na nuvem e com alta disponibilidade aos seus públicos interno e externos.

Toda empresa é como um corpo humano. Todas as veias sanguíneas devem ligar perfeitamente todos os órgãos e demais pontos e, com isso, fluir naturalmente o sangue e os nutrientes. O mesmo numa transformação digital corporativa, a informação e o conhecimento devem fluir perfeitamente da mesma forma através de processos, para satisfazer as necessidades e expectativas dos públicos interno e externo da corporação. Entretanto, muitos processos antigos "estão entupindo" o tempo de resposta da empresa e com isso, como no corpo humano, o "infarto" é inevitável.

Neste exato momento há milhões de clientes funcionários trancados em suas casas e não se relacionam com empresas preferidas, pelo simples fato de o tão falado gerenciamento de crise ou contingência não existir. O cérebro corporativo, em muitas vezes, nos engana dizendo que tudo vai dar certo. E a Neurociência explica que somos cúmplices de nossas ingenuidades.

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Todo corpo humano tem os anticorpos para oferecer respostas rápidas a situações e agentes estranhos. Agora, eu pergunto: quem foi ou quem são os anticorpos da sua empresa? Ou, na verdade, na hora do pânico e crise, tudo vira anticorpo ao mesmo tempo?

Eu tenho acompanhado várias empresas que buscam a inovação tecnológica com todo o mérito para reduzir custos, mas do que adianta isso se a maioria das centrais de atendimento nesta crise não tem sido capaz de servir de ouvido aos seus públicos?

Afinal, se uma empresa não monitora o que escuta ou não sente o que acontece no ambiente externo, cada vez mais, as empresas estarão comprando, contratando, alugando, etc.. etc., tecnologias e softwares e que não resolvem nada. Logo, não passarão de meras tecnologias do tipo placebo.

Quando escrita em chinês, a palavra crise é composta por dois caracteres. Um representa perigo e o outro representa oportunidade.

Quem monitora um efeito colateral quando esse surge na empresa? É o coração? Aquela placa que está afixada na entrada da empresa que mostra a missão e visão, são lembradas e praticadas em tempo de crise? Do que adianta se o coração não tiver foco?

Nas crises, nós encontramos situações aonde a primeira coisa que acontece é a "caça" aos culpados por não ter preparado a empresa para contingências. Entretanto, isso resolveria? Todos são culpados!

Se toda a gestão da empresa não simular ou praticar constantemente uma crise e com o envolvimento de todos, avaliando e contornando cada uma das partes desse corpo corporativo, não adianta deixar para última hora e esperar que os pulmões façam o milagre de curar um corpo, quer dizer, uma empresa já doente.

Heverton Anunciação  The CRM Guy.

www.heverton.com.br e o Caçador de Experiências Excepcionais ao Cliente.

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O Cara do CRM é como é conhecido o Heverton. Isso após vários livros, projetos no Brasil e Exterior, além de palestras e treinamentos.

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