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1 ano para mudar: A Bê-á-Bá de cara nova
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1 ano para mudar: A Bê-á-Bá de cara nova

Quando procurou o Sebrae a fim de se aprimorar na gestão das redes sociais do seu negócio, Fabiana Rosalina da Silva – sócia proprietária da então Beaba Infantil, localizada no Centro de Florianópolis – não imaginava quanta transformação estava por vir. Naquele primeiro Workshop de Inovação, em março de 2016, Fabiana conheceu outras duas soluções do Sebrae para empresas de pequeno porte: os Programas Impacto nos Resultados e Agente Local de Inovação. A empresária havia comparecido ao evento com interesse na palestra sobre o Facebook, mas as outras soluções apresentadas fizeram muito sentido para ela. Fabiana não titubeou. Ali mesmo decidiu aceitar o desafio e se inscreveu para ambos os programas. Os meses que se seguiram foram de muito trabalho, cálculos, aprendizado e inovação.

 

 

Primeiro desafio: o Estoque

Assim que o Programa ALI (Agentes Locais de Inovação) começou, as forças e fraquezas da empresa foram diagnosticadas através da utilização de metodologias próprias. Percebeu-se, por exemplo, a orientação natural da Bê-á-bá para o relacionamento com os clientes e o grande engajamento da equipe de vendas. A loja oferece serviço de delivery de roupa infantil para que as mães não precisem trazer as crianças às compras. Além disso, a abordagem e a comunicação da equipe de vendas com os clientes é autêntica e afetuosa – ao longo dos anos, quase íntima. Desta forma, a percepção das necessidades dos clientes e a sua transformação em oportunidades acontece naturalmente. Essa dinâmica decorre, em grande parte, da vocação e da empatia da própria Fabi: empreendedora e mãe.

 

 

 

Por outro lado, os controles financeiros, a gestão de compras e de estoques, assim como a identidade da marca se mostraram deficitárias. Neste contexto, o Programa Impacto nos Resultados foi fundamental para o estabelecimento de controles financeiros, assim como para a determinação de dados que subsidiassem decisões importantes para a saúde financeira da empresa. Logo, o foco dos esforços no Programa ALI passou a ser o estoque e a gestão de compras. O plano de ação proposto pela agente local de inovação e implementado pela empresa foi atacar o problema por duas frentes com resultados a curto e médio prazo. Enquanto a primeira visava obter liquidez de recursos através da venda de estoque em bazares, a segunda busca aprimorar o processo de compra através da implementação do gerenciamento de produtos por categorias.

Segundo Desafio: uma marca com alma

Entretanto, a transformação não estaria completa sem uma nova identidade visual para a empresa. Uma identidade visual forte é fundamental para uma marca ser reconhecida e lembrada. Intuitivamente, Fabiana sabia disso e queria uma nova marca que traduzisse em símbolos a alma do seu negócio. Para esta tarefa, contou com consultoria das designers Graziella Carrara e Cristina Bunn e, sem dúvida, foi o ponto alto da transformação da Bê-á-Bá.

A consultoria em design integrou a avaliação das estratégias de negócio e conceito da marca com a elaboração da nova identidade visual. Para isso, foi realizada entrevista com a empresária, pesquisa de concorrentes e dinâmica com toda a equipe de vendas. Graziella e Cristina constataram que os pontos fortes da empresa são o atendimento e o relacionamento com os clientes e trabalharam estas características na identidade visual: “Na identidade visual da marca utilizamos elementos arredondados, que se encaixam e criam novas formas, estas conexões são uma analogia à construção das relações sociais. Aplicamos cores amigáveis e vibrantes, para mostrar que a marca é acessível. Por ser uma marca infantil, também precisava ser didática e esta característica está na marca e nos seus elementos visuais.” – explica Cristina Bunn.

 

 

Além da conceituação da marca – com a correção da ortografia e nova identidade visual –, o diagnóstico de design também apresentou conclusões do ponto de vista estratégico que trouxeram nova perspectiva às fraquezas já conhecidas. Para Graziella Carrara, a gestão de estoque e de compras é a principal inadequação a ser corrigida: “Essas fraquezas não impactam somente no fluxo de caixa e na lucratividade. A composição errada do portfólio prejudica a exposição dos produtos na loja e, consequentemente, as vendas – o excesso de opções, dentro de uma mesma categoria de produtos, dificulta a decisão de compra dos itens principais e enfraquece a escolha de itens adicionais.” Assim sendo, os próximos passos da empresa devem pautar a redefinição de mix e gerenciamento de fornecedores, além de reforçar a fidelização de clientes.

Nova Loja, novas perspectivas e claro! Novos desafios

Um ano depois daquele primeiro Workshop de Inovação, Fabiana está reinaugurando sua loja com a nova marca Bê-á-bá Kids and Teens. Segundo ela, nesse ano de trabalho a gestão da empresa amadureceu – assim como a sua marca ao longo dos anos –, fato evidenciado para o cliente através da nova identidade visual.

 

 

Observando o varejo de moda infantojuvenil, nota-se que as crianças e adolescentes possuem autonomia, cada vez maior, na compra de artigos. Fato que agrega ainda maior valor à inovação de marca da Bê-á-Bá: “Acredito que a nova marca resultará em um melhor posicionamento de mercado, e impactará, principalmente, na captação de novos clientes. Outros fatores que considero relevantes são a ampliação da faixa etária de crianças interessadas na marca e o reflexo positivo da mudança na autoestima dos empresários e da equipe.” – conclui Graziella Carrara.

Juliana Bittencourt

Juliana Bittencourt

Juliana Bittencourt - ALI Santa Catarina

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