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Equipe unida e engajada: Mito ou Realidade?

Equipe unida e engajada: Mito ou Realidade?

O time dos sonhos. Os colaboradores agem em uniformidade, alinhados com os objetivos estratégicos da empresa. As intrigas e fofocas são inexistentes e a produtividade só cresce a cada mês. Esse é o sonho de todo empresário, grande ou pequeno, e que parece cada vez mais difícil de ser realizado. Por que é tão difícil criar um engajamento da equipe? Por que a dificuldade de manter essa equipe unida? Aumentar indiscriminadamente os salários é a solução?

Primeiramente, é importante olhar como está a sua liderança. Inevitavelmente a equipe é reflexo do líder. Se esta pessoa é centrada, entende os objetivos da empresa e sabe a sua estratégia, a compreensão por parte dos colaboradores será muito mais ampla. Segundo, qual a posição do dono? De que maneira ele engloba e faz com que seus funcionários de fato se sintam parte de algo maior? 

Trabalhamos juntos ou em conjunto?

O sentimento de pertença caracteriza-se pelo sentido de lealdade a um grupo e de fidelidade a si mesmo. Isso, quando aplicado à empresa, a torna congruente e focada. No entanto, é vital entender que o engajamento da equipe é uma consequência, e pedir pró-atividade e motivação dos colaboradores sem dar-lhes algo antes (e essa linha do tempo aqui é essencial), é esperar deles uma atitude que você, empresário, não está executando.

A construção de uma equipe é um processo longo e demorado, exige um período de rotação de colaboradores, e passa por altos e baixos. Porém, vale lembrar que o ciclo de vida da empresa se estende, e desenvolver um time coeso é evitar soluções temporárias que podem se tornar problemas permanentes e futuros.

Mas... e na prática?

Na minha atuação como Agente Local de Inovação – Programa de Inovação do SEBRAE em parceria com o CNPq –, tive o prazer de ver na prática como a motivação da proprietária da Toque da Pele – empresa de moda íntima, praia e fitness – levou as colaboradoras a aumentar sua satisfação no trabalho, baterem suas metas de vendas e, mais importante, traçarem e conquistarem seus objetivos pessoais.

Para começar, foram traçados planos de ação que visavam definir a estratégia da empresa e criar nas colaboradoras o sentimento de fazer parte do empreendimento e seus objetivos. Desta forma, uma ação simples como a estruturação da Base Estratégica Corporativa da empresa, os famosos Missão, Visão e Valores, foi transformado em um momento especial, em que todas puderam compartilhar sua visão e construir sua premissa de estratégia. Neste momento, também foi valorizado como as colaboradoras se sentiam frente a empresa e como elas poderiam contribuir para esse objetivo.

Na continuidade, destaca-se a importância da criação das metas, que vêm sempre seguidas de reconhecimento e premiação, caso batidas. O acompanhamento realizado semanalmente exigia a disciplina tanto da empresária quanto das funcionárias e a distribuição de metas individuais demonstra o quão preocupada a empresa está com a personalização e o perfil de trabalho de cada uma.

Por fim, em uma das reuniões periódicas que foram estabelecidas na empresa foi criado o Mural de Sonhos. Nele, todas escreveram qual era seu sonho na vida. Também foi determinado qual seria o grande sonho para a Toque da Pele. Assim, a conexão emocional fica estabelecida e, além disso, a proprietária conhece mais profundamente os desejos de suas colaboradoras e tem ferramentas para atuar em favor disso. Afinal de contas, quem não quer realizar e ajudar o próximo no seu sonho?

Chegamos ao término e perceba o quanto foi dito sobre como ter uma equipe engajada depende, na verdade, de quem conduz a equipe. E você? O que você está fazendo hoje pela sua equipe para obter os resultados e a motivação que deseja?

 

Clube Sebrae
Pedro Araujo Seguir

ALI - SEBRAE

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