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Que tal parar de reclamar e comemorar mais?
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Que tal parar de reclamar e comemorar mais?

Não é novidade que a economia é cíclica, crises vêm e vão. Porém, nos períodos de bonança há uma pré-disposição para ficar acomodado, afinal, os clientes vêm até a empresa, o dinheiro circula, o emprego é quase pleno, ou seja, a maioria investe, gasta e os empresários faturam. Contudo, nos momentos de crise precisamos nos tornar competitivos. Na crise as coisas mudam, os clientes não vêm, o dinheiro não circula tanto, a taxa de desemprego aumenta, ou seja, as pessoas poupam mais, a economia retrai, o faturamento diminui. E é aí que a inovação se faz mais importante! Em períodos de recessão não é possível manter a mesma estrutura e comportamento esperando que os lucros sejam os mesmos do período de bonança. Alguma coisa precisa mudar.

Neste post vou mostrar que comemorar pode ser uma solução. Sim, isso mesmo! Comemorar! Apresentarei o caso de uma pequena empresa do setor alimentício que utilizou desse artifício para atrair clientes. Afinal, por que não usar as famigeradas datas comemorativas?! Páscoa, festa junina, dia dos namorados, Halloween, aniversário da empresa, natal…

Pois é, mas gastar comemorando? Não é remar contra a maré?

Pois então, mas quem disse que remar contra a maré tem sempre que ser algo ruim? Vamos aos fatos: atendo uma lanchonete de bairro, o faturamento vem de várias fontes, mas principalmente de lanches e porções. Tem delivery e almoço também, mas, como disse, principalmente lanches e porções. A crise estava quase batendo na porta, ameaçando o faturamento e, portanto, pedindo soluções e ideias.

Iniciamos o Programa ALI/Sebrae-CNPq junto à empresa, e fomos muito bem recebidos, a empresária se mostrou engajada para fazer o que fosse necessário para evitar quedas na receita.

Além de aprender a precificar, fazer fluxo de caixa e registrar todas as entradas e saídas, trabalhamos com datas comemorativas – principalmente a festa junina. Perceba, aqui vou falar de uma ação, mas ela acarreta várias outras, as coisas só fluem, é como se fosse natural.

Tá! Vai lá, explica isso aí

Primeira sugestão para executar a ação e faturar mais: reunir os funcionários e buscar ideias para comemorar a festa junina. A expectativa era de que, com isso, elevaria-se o ticket médio e o faturamento.

Para dar conta da tarefa, a empresária realizou um brainstorming (troca de ideias) básico com sua equipe, 15 a 20 minutinhos e, rapidamente, já havia uma lista de sugestões:

  1. Balões no teto para serem estourados por quem consumisse acima de 60 reais (o ticket médio era R$ 50, estimulamos o aumento do consumo por comanda);
  2. Pescaria para estimular as crianças a participarem e buscarem prêmios;
  3. Decoração temática, maquiagem e roupa caipira;
  4. Oferta de mix de produtos típicos de festa junina (pipoca, canjica, cachorro quente, pé de moleque, paçoca, quentão, pinhão, enfim, uma infinidade de opções);
  5. Divulgação no Facebook, Instagram e fachada da lanchonete (porque se ninguém vê, ninguém sabe);
  6. Brincadeiras.

Beleza, entendi, e os resultados?

Bom, para começar os clientes adoraram. Muitos compraram mais produtos só para estourar balões, as crianças se divertiram horrores, pescando e ganhando brindes. A divulgação deu resultado, pois novos clientes foram percebidos pelos funcionários. Nessa onda, os produtos novidade saíram muito!

Além do ticket médio aumentar, o faturamento também aumentou – cerca de 13%, se comparado com abril e maio do mesmo ano (aqui o cálculo não foi feito considerando o ano anterior, pois não havia histórico de dados).

Aí, você vem e pergunta “Mas inovar é isso mesmo? Tão simples?”. Então, inovar é fazer diferente, é buscar ações que não eram feitas antes, ações que dão resultado e trazem clientes e faturamento. Portanto, sim, inovar é simples, só precisa estar aberto a novas ideias.

Stéfanie Bilicki

ALI - Sebrae/CNPq

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