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3 motivos pelos quais a Agência Seja “abandonou” o Facebook.

3 motivos pelos quais a Agência Seja “abandonou” o Facebook.

Não, você não leu errado. Não, as aspas no título não são uma forma de fazer alguma piada ou garantir alguma espécie de plot twist no final deste texto.

Nós realmente “abandonamos” o Facebook como parte da estratégia de Marketing da agência.

O que isso significa? Nosso orçamento para o Facebook (considere mídia paga, horas de trabalho e ferramentas) foi reduzido em cerca de 95%.

Parece meio radical, não é? No entanto, não foi.

E eu vou explicar os três motivos que nos levaram a bater a porta da agência na cara do Zuckerberg.

Ps. O que vou contar aqui não passa da experiência que nós tivemos, dentro do nosso objetivo de negócio. Não delete sua página do Facebook, a ideia aqui é incentivar uma reflexão. E sim, o Facebook ainda faz parte da estratégia de nossos clientes, pelo menos quando faz sentido utiliza-lo =]

[Polêmica 1] Precisamos estar no Facebook?

Você já se fez essa pergunta? Quer dizer, se você tem uma empresa é quase como uma obrigação “estar bem posicionado no Facebook”.

A rede social do Zuckerberg cresceu tanto que muita gente perdeu a noção do que realmente ela é para um negócio. Uma mídia. (Heresia).

Chega a ser engraçado, mas ter uma boa presença no Facebook se tornou tão importante quanto algumas métricas de negócio.

Frases como “vocês produzem postagens para Facebook? ”e “quantas curtidas vocês conseguem?” fazem parte do dia a dia de qualquer agência de Marketing Digital.

Mas, Diego, você não concorda que toda empresa deveria estar na maior rede social do mundo?” Não.

Por apenas um minuto, desconsidere todas as vezes que já ouviu a importância do alcance de publicações, do valor de uma curtida ou compartilhamento, do potencial de negócio do Facebook e responda sinceramente:

Se sua persona não consome seu tipo de conteúdo/produto em determinada mída, por qual razão sua empresa deveria investir nela?

Isso é um princípio básico que deveria ser aplicado a qualquer mídia.

Recentemente tivemos na agência uma conta que exemplifica bem o que eu estou falando. A página da empresa no Facebook superava a marca das 150 mil curtidas. As postagens? Todas com bom alcance e ótima taxa de engajamento.

Quanto de receita era gerado a partir do Facebook? ZERO! Bom se considerarmos todos os investimentos feitos, seria algo próximo de “menos muito”

[Polêmica 2] Todo mundo está no Facebook.

É verdade, nós sabemos, você sabe, até minha calopsita deve saber. Nós escutamos tanto essa frase que ela virou uma verdade absoluta.

A questão aqui é o que as pessoas fazem na rede social. Veja bem, eu tenho um perfil no Facebook, mas você não me verá procurando sobre negócios, referências de marketing, ferramentas ou nada do tipo por aquelas terras. (Fica a dica caso eu seja sua persona =])

Quando começamos a olhar para os resultados que estávamos tendo na agência e comparar com resultados em outras mídias, nós percebemos uma discrepância grande.

E isso nos levou a olhar mais atentamente para o que estava acontecendo. E era tão simples...

Estávamos falando a mensagem certa, para a pessoa certa, no lugar errado em um momento inoportuno.

Já parou para pensar no que sua persona faz quando entra no Facebook? (Se ela está vendo vídeo de gatinhos, por qual motivo ela iria clicar no seu anúncio?)

[Polêmica 3] As métricas.

Após percebermos esse gap no entendimento sobre nossas personas, foi preciso testar de forma empírica o que estava acontecendo. Afinal, abandonar o Facebook? Só um louco faria isso.

O primeiro passo foi definir como testar. Afinal de contas, mídias diferentes, recursos diferentes. Era necessário ser meticuloso.

Criamos duas campanhas de topo de funil para cada mídia testada, definimos para o teste Facebook e Linkedin.

Utilizamos os mesmos anúncios direcionando para as mesmas landing pages em cada uma das redes sociais, com o mesmo orçamento, segmentação e custo por clique iguais.

Os resultados?

Nossas campanhas no Facebook tiveram mais impressões. No entanto, o CTR foi inferior.

"Mas Diego isso não importa, o importante é a conversão"

Verdade! Enquanto nossas campanhas no Facebook geraram 126 leads em 15 dias, nossas campanhas no Linkedin geraram 241 leads no mesmo período de tempo, um aumento de pouco mais de 97% no número de leads gerados.

(Aprenda o que são leads aqui)

O motivo?

No Linkedin estávamos falando a mensagem certa, para a pessoa certa, no momento e no lugar certo.

Refizemos esse modelo de teste durante três meses com diversas campanhas. Em todas o desempenho no Linkedin foi, no mínimo, 48% maior que o desempenho no Facebook.

Viu, não foi loucura a Seja "abandonar" o Facebook. Foi apenas uma questão de entender melhor nossas personas e repensar nossas ações para alcançar os objetivos de negócio da agência.

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Diego Barbeito
Diego Barbeito Seguir

Publicitário e músico. Vivendo a loucura de dirigir uma agência de Inbound Marketing.

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