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A crise na marmita

A crise na marmita

Se os negócios não vão bem... a culpa é da

crise. O governo não ajuda. Os impostos são

altos demais. E ainda faltam incentivos.

Congeladas pela situação política e

econômica do País, as empresas parecem ter

entrado em clima de espera para “ver o que

acontece”. Mas o que parece uma medida

preventiva, tem, como todas as demais,

também os seus efeitos colaterais. Enquanto

todo mundo espera, é exatamente isso que

acontece: todo mundo espera. Mas se

alguém se mexe e sai na frente, o que

acontece é que pode ficar difícil de

alcança-lo. Dias atrás estava assistindo ao

jornal na hora do almoço. Chamou atenção

uma matéria sobre os restaurantes de uma

área de escritórios em São Paulo, que viam

cair o movimento porque as pessoas não

faziam mais as suas refeições na rua.

Estavam levando, segundo os depoimentos,

lanches e comida feita em casa para

economizar. Isso me fez pensar no efeito em

cadeia. Quebram os restaurantes, quebram

as empresas de logística de transporte,

quebram os distribuidores de implementos

para a produção no campo, quebram,

por fim, os agricultores. Na mesma onda de

todos, quase me deixei abater. Mas neste

momento, outra matéria me chamou a

atenção. Uma empresária viu neste

movimento de crise dos restaurantes a sua

oportunidade para crescer. O que ela fez?

Começou a vender marmitas. Não as

marmitas prontas, como seria o imaginado.

Mas “as” marmitas. Marmitas com divisórias,

com alça, sem alça, com desenhos, lisas,

coloridas, mais sóbrias. E o fato é que ela

estava vendendo muita marmita e já estava

contratando gente para trabalhar com ela.

Oportunidade ou Crise? Crise ou

oportunidade? Os melhores marinheiros são

forjados em mares revoltos. Enquanto todos

se apegam ao problema, alguém se apega à

solução. E está aí a oportunidade de ter

sucesso. Que tal fazer como a empresária das

marmitas? Como os criadores de apps que

ganham mercado ao possibilitar as pessoas

ganhar tempo e agilidade? Ou até como a

criadora dos livros de pintar para adultos,

que quebrou o paradigma de que só crianças

pintam; e faturou milhões vendendo uma

distração que virou febre – mesmo em

tempos de crise? Inovar é preciso. Nunca

tanto como agora. É olhando para fora da

caixa, que se encontram as oportunidades.

Não se fixe no problema. Olhe para a

solução e encontre  também a sua

oportunidade.

Clube Sebrae
Vivian de Albuquerque
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Marketing e Vendas - Vias Consultores

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