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A cultura empresarial está no nosso DNA
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A cultura empresarial está no nosso DNA

Resgatar informações históricas, e da nossa evolução humana, sempre me pareceu um excelente caminho para entender o presente e planejar o futuro. Simplesmente porque nós seres humanos, vivemos nossa vida em ciclos, e costumamos repetir erros e acertos. Mas mais do que isso, entender nossa história e nossa evolução genética, por mais longe que possa parecer, nos diz muito sobre nossos hábitos, gostos e sentimentos.

Com isso em mente, queria trazer algumas informações bem interessantes sobre a evolução humana que tem total relação com nossa forma de ver grupos de trabalho, gerenciar equipes e administrar empresas. Um dos últimos livros que tenho lido é: “Sapiens, Uma breve história da humanidade” do doutor em história pela Universidade de Oxford, Yuval Noah Harari. Um tipo de livro que indico para todo mundo que gosta de ser intrigado com as velhas perguntas existenciais e de pensar um pouco mais sobre o seu papel neste mundo (mas de uma forma leve e argumentativa).

Logo no começo do livro Harari, apresenta alguns pontos interessantes sobre o surgimento da raça humana e nosso desenvolvimento. No ponto sobre instintos sociais e vivencia em grupos, as pesquisas sociologias afirmam que logo após a Revolução Cognitiva (quando começamos aprimorar a linguagem, desenvolver ferramentas, e regras sociais mais complexos) um bando de homo sapiens não conseguiria passar de um tamanho máximo natural de 150 indivíduos.

Esse número mágico, até hoje, parece se manter como regra em qualquer organização humana. Segundo o autor: “(...) Abaixo desse limite, comunidades, negócios, redes sociais e unidades militares conseguem se manter principalmente com base em relações íntimas. Não há necessidade de hierarquias formais, títulos e livros de direito para manter a ordem. (...) Mas, quando o limite de 150 indivíduos é ultrapassado, as coisas já não podem funcionar dessa maneira”.

Pois muito bem. E ai que vem a pergunta: mas como então a humanidade conseguiu ultrapassar o limite crítico, fundando cidades e impérios? O segredo, para a maioria dos estudiosos foi o surgimento da ficção. “Um grande número de estranhos pode cooperar de maneira eficaz se acreditar nos mesmos mitos”, afirma Harari.

No momento que li essa frase, como empreendedora que sou, já fiz a ligação com o momento que estou vivendo atualmente na minha empresa: fixação da cultura da empresa. Quando o autor fala em mitos, ele se refere não só a religião, mas aos princípios de um grupo, valores e histórias que os une. O ser humano, desde suas origens, ou seja isso esta enraizado no nosso DNA, precisa da ficção, da criatividade de criar histórias comuns para se manter unido.

E é nisso que esta enraizada toda a força de criarmos: missão, valores, princípios, metas e cultura. Estamos falando de uma necessidade humana natural para unir grupos de pessoas. Pode ser que a sua empresa, assim como a minha, esteja muito longe de 150 pessoas, mas já imaginou a força que uma cultura de empresa bem implantada pode ter em um grupo menor? Se no grupo grande ela é a cola que nos une, e permite que completos estranhos trabalhem juntos pelos mesmos objetivos, em um grupo menor ela fortalece, e intensifica as relações íntimas e de pertencimento daquele grupo.

Minha dica é: olhe pra dentro antes de realizar. Aquilo que nos formou como nós somos, e nos permite agir naturalmente é muito mais forte que novas realizações da humanidade, ou teorias. Esta enraizado dentro de nós, antes de sermos algo. São instintos sociais, antes de serem teorias empreendedoras ou administrativas.

Virginia Crema

Virginia Crema

CEO - Coletive

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