A evolução da indústria automotiva: do 1.0 ao 4.0
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A evolução da indústria automotiva: do 1.0 ao 4.0

Nos últimos anos a indústria automotiva vem apresentando diversas inovações tecnológicas transformadoras, como a conectividade avançada nos veículos, conceitos de mobilidade compartilhada, e ainda os carros que dirigem sozinhos e que, aos poucos, vão ganhando espaço no mercado. Inovações que, apesar de dependerem diretamente das montadoras de veículos, partem em sua maioria de empresas de tecnologia com um DNA muito mais inovador e disruptivo que as grandes marcas de carros. Segundo a pesquisa "Think ACT - Automotive 4.0" esta pode ser uma das primeiras evidências claras de uma grande mudança pela qual está passando este mercado.

De acordo com o documento, esta mudança na origem da inovação é muito parecida com a evolução pela qual outras indústrias passaram recentemente, como o próprio mercado de telefones e computadores. Uma vez que novos players entram nesta cadeia com uma proposta inovadora de negócio, o resultado pode ser desastroso para os gigantes já consolidados que não se adaptarem a este novo contexto. A crença de boa parte dos players então é que as três inovações que citamos acima — conectividade, mobilidade compartilhada, e carros que dirigem sozinhos — sejam justamente aquelas que vão colocar à prova a indústria automotiva como a conhecemos hoje.

O caminho de evolução: do 1.0 ao 4.0

Este contexto que descrevemos acima, no entanto, não nasceu de uma hora para outra. Assim como qualquer outra indústria, a evolução da inovação no setor automotivo passou por toda uma história que remete a três grandes estágios evolucionários pelos quais atravessou o setor. Na pesquisa, essa evolução vai do 1.0 ao 4.0.

O primeiro momento, na primeira metade do século XX, foi a fase de criação e constituição do mercado automotivo, quando a indústria era totalmente integrada aos seus fornecedores que fabricavam as peças, em um contexto de produção em massa, com pouquíssima tecnologia embarcada.

Na sequência veio o estágio 2.0 deste mercado, com as grandes cadeias de fabricantes e fornecedores constituídas, atuando em um mercado com dezenas de variáveis, muito poder de barganha, e ainda produtos melhores e muito mais rápidos que na geração anterior.

A geração 3.0, que veio em seguida, é aquela em que nós vivemos já há alguns anos, e onde devemos continuar vivendo por mais alguns, até a transição com o próximo momento. Atualmente fornecedores e fabricantes de diversos lugares do mundo já têm um campo de atuação global e conectado, com penetração mundial de seus produtos. A tecnologia buscou melhorar a performance de alguns veículos com uma maior inserção da eletricidade — como a partida sem chave —, melhorias na segurança e muito mais eficiência para os modelos.

O que vem na sequência é a geração que podemos chamar de Indústria Automotiva 4.0, que vai trabalhar a conversão entre três mercados muito presentes atualmente na nossa vida: o automotivo, o digital, e o de telecomunicações. Cada vez mais poderemos pilotar veículos que vão oferecer toda sorte de conexões com nossos dispositivos móveis, ao ponto de um carro acabar se tornando pouco diferenciado para quem não dirigir com um celular no bolso conectado. Isso sem falar na evolução que a mobilidade compartilhada, e os carros que dirigem sozinhos podem proporcionar.

A chegada da disrupção

A história de evolução dos mercados mostra diversos contextos em que a chegada de players mais inovadores e disruptivos obrigou as marcas já estabelecidas a buscarem um novo posicionamento para não perderem fatias em sua participação no mercado.

No varejo o crescimento do comércio eletrônico provocou mudanças nas relações de consumo de bens materiais, forçando os grandes comerciantes a mudarem seus modelos de atuação. Na telefonia, o aumento da penetração dos smartphones fez com que gigantes do setor, como a Nokia, perdessem espaço para inovadores como Samsung e Apple. Enquanto você lê este post aqui no Clube Sebrae, Google, Tesla e Uber metem medo em gigantes do mercado de mobilidade e veículos.

A briga já sabemos que existe, mas para nós consumidores, sinceramente, não importa muito quem vai ganhar. O que interessa é que, aconteça o que acontecer, nós sempre teremos a nossa disposição tudo o que há de mais inovador para nossa locomoção.

Marcus Pereira
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