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A experiência do Rock in Rio e os novos modelos de negócios

A experiência do Rock in Rio e os novos modelos de negócios

Se você pensa que ir ao Rock in Rio é apenas assistir um show de uma banda conhecida, engana-se. Vou te mostrar como o Rock in Rio entrou na tendência das experiências únicas e está revolucionando muito do que conhecemos sobre um evento de música. Eu estive no último Rock in Rio e vou te contar como esse evento conquista milhões de pessoas. É mais simples do que você imagina e não precisa ser uma grande empresa para isso.

A experiência de ir ao Rock in Rio foi além do show escolhido, mas sim todo o processo de planejamento, preparação e vivência. Logo de cara a expectativa em conseguir os cards (o famoso ingresso para o dia do show que queríamos assistir, que abre a venda e em pouquíssimo tempo se esgotam), grupo de amigos reunido (nosso grupo estava em 10 pessoas, mas no dia da compra 5 ficaram com a grande responsabilidade lá em casa em torno de pizza e algumas taças de vinho), computadores ligados (tínhamos 4 computadores disponíveis conectados), internet a mil e a espera com boas risadas e ansiedade.

Meu objetivo nesse artigo é trazer alguns momentos que me ganharam como consumidora.

1- Ultraconectividade


Cards comprados, comemoração pela compra efetuada, fomos aos próximos passos. Passagens em promoção compradas no App que a tecnologia nos proporcionou, apartamento escolhido por outro App, informações adicionais sobre o evento. Tudo isso na palma da mão, nossos celulares permitiam isso porque todos estes negócios estavam conectados. Tudo que me refiro são negócios já conhecidos por nós mas com outro modelo, no lugar de comprar ingressos fisicamente compramos à distância, no conforto e comodidade que a internet nos proporciona, alugar um apartamento por uma aplicativo no lugar de encontrar uma imobiliária, utilizamos o Airbnb para alugar um super apartamento no bairro do Botafogo para todo grupo, aliás a experiência e a receptividade do Daniel foi super legal, com direito a várias dicas de roteiros, isso depois que ele esperou a gente chegar de madrugada. Outros aplicativos nos auxiliaram para nosso deslocamento, para encontrar pontos turísticos e outras coisas que que queríamos.

Leia mais sobre ultraconectividade:

https://clubesebrae.com.br/sebrae-trends/conheca-empresas-inglesas-que-estao-inovando-nos-negocios-de-maneira-simples

2- Encantamento dos clientes (vontade de voltar!)


Recebemos as pulseiras em casa com bastante antecedência do evento, numa caixa super legal com todas as orientações necessárias. A medida que cada um recebia e envia a foto no WhatsApp, os outros corriam para ver suas caixas de correio. 
A cidade do Rio de Janeiro estava preparada para o Rock in Rio, estações de metrôs com identificações e orientações, equipes inteiras orientando quem pegaria ônibus ou metrô, muito organizado mesmo. Chegando no local, mais pessoas orientando e um fluxo gigantesco de pessoas chegando perto das catracas e locais para as revistas costumeiras, porém tudo muito rápido. Pronto, estávamos dentro do Rock in Rio, mas a euforia ainda em alta com tanta coisa para ver, tantos shows para assistir e muitas coisas para fazer. Assim, vivenciamos o evento que passa a ser único, mas que com certeza repetiremos. E se pensamos em filas gigantescas para comer, beber, comprar lembranças e ir ao banheiro? Sim, pensamos e participamos destes rituais e mesmo com muita gente, mas muita gente, não demoramos muito tempo para sair com lanches, milk-shakes, chopp para o meio da multidão que aguardava o próximo show. Fizemos amizades enquanto ficávamos sentados na grama artificial colocada para o show, compartilhamos água, bolacha e experiências. E fomos presenteados com a música famosa do Rock in Rio embalada num show de drones seguidos por muitos fogos de artifício. Sabe aquele arrepio na pele quando alguma coisa te emociona? É essa sensação!

Outra analogia aos pequenos negócios, quando pensamos em comprar algum produto ou serviço, temos expectativas de receber o que esperamos, pagar por isso, ser bem atendido, com facilidade e agilidade e obviamente encerrar este processo com satisfação e com vontade de voltar. O Rock in Rio proporcionou isso, vontade de voltar. E não acaba aqui este relato.

3- Humanização nos atendimentos. De humano para humano

Para completar estes dias, ainda fomos realmente surpreendidos pelo atendimento do Guerreiro, numa praça de alimentação de um shopping no Rio. Guerreiro é o nome do profissional que estava no corredor da praça de alimentação em frente ao restaurante/lanchonete que trabalha, atendendo os clientes que ali se interessavam pelo cardápio do dia. Nosso grupo se dirigiu para uma lanchonete e uma amiga e eu decidimos pelo restaurante que Guerreiro trabalha, e desde o primeiro contato até o final tivemos surpresas agradáveis. Confesso que duvidamos o tempo todo que nossos pratos seriam servidos corretamente, pois Guerreiro estava mudando o padrão conhecido por nós. Primeiramente ele estava nos recepcionando fora do balcão, pedimos para ele nossos pratos e ficamos esperando senhas, fila para pagar e simplesmente ouvimos: podem sentar em qualquer lugar que levarei seus pratos. Detalhe: como ele lembraria de nós? E não tínhamos pagado ainda? Não vimos ele anotar nada, certeza que não daria certo.

Compartilhamos nossa estranheza com os outros e obviamente o grupo todo passou a vivenciar também esta experiência. Enfim, Guerreiro aparece trazendo pimenta, azeite de oliva e talheres. Avisa que logo trará nossa refeição. Um tempo depois os pratos chegam corretamente conforme o pedido, novamente insistimos que queremos pagar e ele responde simpaticamente: eu retorno para receber após vocês terminarem. E Guerreiro volta para atender outros clientes, praça de alimentação lotada e nós surpresos. Ao final da refeição, Guerreiro pergunta se queremos mais alguma coisa, talvez sobremesa e traz a máquina de cartão. Simples assim. Ele conseguiu mudar um processo, conseguiu concentrar recepção, pedido, entrega, cobrança e bom atendimento num único ponto, ele. Simplesmente fantástico.

Assim, posso reforçar que a ultraconectividade, tecnologia, processos e modelos de negócios podem ser humanizados e proporcionar momentos inesquecíveis aos clientes. Como consequência e como cliente, quero voltar para consumir destes locais, usar novamente os serviços e ter a certeza que serei bem atendida.

Outra analogia que deixo para os pequenos negócios: como estão olhando seus processos para atender cada vez melhor seus clientes?

Então fica a dica: se inspirem no Guerreiro.

 

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Sandra Trujillo Costa
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Gestora de Projetos - Sebrae Paraná

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