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A Indicação Geográfica pode ser um ótimo Negócio para as Uvas Finas de Marialva

A Indicação Geográfica pode ser um ótimo Negócio para as Uvas Finas de Marialva

No mundo inteiro, as indicações Geográficas (IGs) são vistas como evidências notórias de agrupamentos na indústria agroalimentar e tecnológica, que possibilita uma nova roupagem e agregação de valores a identidade territorial e origem geográfica específica (NIEDERLE, 2012). Inicialmente, pode ser considerado como uma excelente estratégia para manter e preservar os produtos nas regiões onde foram produzidos e estimular o desenvolvimento local e regional. Tendo em vista que a notoriedade e tradição vinculada a produção do agronegócio de pequeno porte, ou seja, pequenos produtores organizados em associações e ou cooperativas podem gerar produtos diferenciados que podem ser vinculados a apelos para o turismo local com grande potencial competitivo quando na obtenção do IG.  Os ambientes que geram um ecossistema de incentivos por meio de políticas públicas na ciência e tecnologia para a inovação por parte de governos, academia e o setor empresarial, expressam resultados significativos no seu entorno. Nesse sentido a propriedade intelectual tem ainda papel fundamental ao estimular a qualidade e a inovação nas cadeias produtivas e ao crescimento e aprimoramento de produtos e serviços.

A uva produzida a partir da região de Marialva/PR, possui algumas características bastante peculiares, uma delas está relacionada ao solo onde é produzida que é conhecido como terra roxa, e o clima que se por ocasião de chuvas adequadas pode contribuir para com uma boa qualidade do produto. Contudo em uma situação ideal de combinação adequada entre o clima e os nutrientes que o solo oferece, os padrões de BRIX (doçura) são considerados extremamente elevados.

O regulamento de uso da Indicação Geográfica, criado pelos próprios produtores e responsáveis técnicos, exige padrões de qualidade que vão desde a uniformidade das bagas e dos cachos de uvas, ao aspecto visual e principalmente do índice BRIX, que mede a quantidade de açúcar na fruta. A autorização para o uso e posterior comercialização das uvas da IG se dá mediante inspeção de lotes por meio de um conselho regulador, formado por produtores e técnicos engenheiros agrônomos.

A partir da concessão da IG de Marialva, em junho de 2017, existe uma estratégia de comercialização já para a próxima safra 2017/ 2018.  Como o fato da concessão da Indicação de Procedência é recente e ocorreu em meio a colheita atual, ficaria difícil utilizar nesse primeiro momento. Em conjunto com o Sebrae e por meio do subsídio do Programa Sebraetec, estão sendo desenvolvidas embalagens diferenciadas para os produtos que serão comercializados com o selo de Indicação Geográfica.  A uva comum, ou que não atingir os padrões de qualidade necessários, deverá ser vendida nas caixas tradicionais onde já são entregues nos mercados atuais. Já a partir da classificação, haverá principalmente uma distinção com embalagens desenvolvidas a partir de um conceito aprimorado de valor agregado ao determinado tipo de consumidor, alcançando assim diferentes mercados.

Uma das premissas da Indicação de Procedência IP, é a delimitação do espaço geográfico ao qual as propriedades existentes poderão solicitar a comercialização de sua produção utilizando o selo da IG, sendo assim então, nenhum dos produtores não poderão ser cerceados desse direito, isso imediatamente validados e comprovados o padrão de qualidade do produto exigidos em regulamento, e além disso, uma das exigências seria a ligação com a Anfrut, a Associação de Fruticultores de Marialva, uma vez que quem detém a marca coletiva é a associação.

 

Referência Bibliográfica

NIEDERLE, Paulo André. O mercado vitivinícola e a reorganização do sistema de indicações geográficas na região do Languedoc, França. Organizações Rurais & Agroindustriais 14.2 (2012).

Clube Sebrae
Weliton Perdomo
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Consultor - SEBRAE/PR

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