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ARROGÂNCIA NA GESTÃO

É muito compreensível que a soberba tenha sido classificada como um dos sete pecados capitais. Ela é sinônimo de orgulho, altivez, excesso de vaidade pelo próprio saber ou pelo sucesso, em resumo arrogância.

Quando me perguntam, em minha experiência de consultora junto a centenas de gestores, sejam ele empresários ou empregados, qual problema causa mais estragos numa organização eu respondo, sem pestanejar, que é a arrogância.

Ela é um dos grandes entraves para a sustentação do crescimento de uma empresa porque, mesmo com todo o sucesso alcançado, somente através do reconhecimento de que é necessário estar constantemente aprendendo é que se pode manter-se no topo por mais tempo. E é possível aprender com qualquer pessoa, qualquer empresa, qualquer circunstância, não importando titulações, posições sociais ou hierarquias.

Num mundo onde a única certeza é a mudança, permanecer em pedestais de imutabilidade por suposta garantia de uma posição alcançada chega a pressupor burrice. Acima da capacidade intelectual e profissional está a capacidade de reconhecer que nenhuma verdade é absoluta, nenhuma vitória é eterna e conquistada apenas pelo esforço de uma única pessoa.

A soberba pode estar aninhada em diversos setores, comportamentos sazonais ou permanentes, personalidades ou cargos. Os arrogantes são facilmente identificados e, quase sempre, detestados. Vejamos alguns indicadores clássicos:

- O sucesso chega sempre por sua causa, nunca pelo esforço de uma equipe ou colaborador.

- Seu produto, serviço, idéia é melhor que o da concorrência, sempre, mesmo que o próprio cliente sinalize o contrário.

- Não dá ouvidos à ninguém mas exige ser ouvido (consultores são abominados e funcionários nunca tem idéias boas o suficiente).

- Despreza ou humilha quem tem opinião diferente da sua ou lhe desagrada.

- Acha que consegue ter controle sobre tudo, inclusive sobre as pessoas.

- Quando solicita opinião, é apenas um meio de autoafirmação não de interesse legítimo.

- Tem solução para os problemas alheios, mas jamais consegue resolver os seus. É a síndrome do “professor de Deus”.

- A sua palavra obrigatoriamente prevalece sobre qualquer outra.

- Critica à todos, porém desconhece o que seja autocrítica.

- Por pura falsa modéstia, diz que está muito à frente do seu tempo ou que seu maior “defeito” é ser perfeccionista.

Há clientes arrogantes, vendedores arrogantes, profissionais arrogantes mas sem dúvida o grande problema está na liderança arrogante porque ela serve como parâmetro para que todos os liderados se comportem da mesma maneira e, aqueles que não vibram no mesmo diapasão, acabam por se afastar por pura falta de sintonia com este estilo de gestão. Neste caso grandes talentos são perdidos e toda a empresa sofre porque, sem dúvida alguma, os arrogantes são “malas” difíceis de carregar.

Ana Lucia Luz

Ana Lucia Luz

Consultora e Coach - ALZ Consultoria

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