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BLACK FRIDAY: Além da sexta-feira

BLACK FRIDAY: Além da sexta-feira

A Black Friday é muito mais do que só uma Sexta-Feira!

Quando uma marca trabalha a Black Friday, ela larga em vantagem fazendo planejamento conjunto com outras datas importantes de fim de ano (Cyber Monday, 13º salário, Natal, Ano-Novo e férias). Os hábitos dos brasileiros mostram que a melhor coisa é pensar nesses eventos como uma temporada e não como eventos isolados.

O que é a Black Friday? Surgiu no Brasil em 2010 e levou alguns anos para se consolidar. Em 2014, menos de 30% das pessoas sabiam o que era essa data. Atualmente o cenário é outro, metade das pessoas conectadas no Brasil são e-shoppers e, para elas, a Black Friday traz uma oportunidade única, que para ser bem aproveitada precisa de planejamento. Em 2017, as vendas na Black Friday chegaram a R$2,1 bilhões.

Aqui temos uma comparação de desenvolvimento bem expressiva:

Internautas E-Shoppers 2012 – 85 M 2012 – 30 M 2018 - > 130 M 2018 - > 60 M

Evolução no conhecimento da Black Friday

E quem não compra, não compra por quê? Algumas pessoas ainda têm receio da Black Friday, existe toda uma desconfiança das promoções que são feitas, o que reflete o estigma da “Black Fraude”, em que as empresas são acusadas de inflar preços antes da sexta-feira e promover “falsos descontos”. Mas a falta de dinheiro é o principal obstáculo para os consumidores que não participaram da data.

Já outras rejeitam qualquer tipo de compra online, e o motivo é o medo de sofrer golpes ao colocar seus dados na internet.

Entrada para a compra Online Muita gente está disposta a virar e-shopper, e a Black Friday é uma chance para essas pessoas entrarem nesse mundo das compras digitais.

A classe C importa, e muito, nela se encontra o maior potencial de novos compradores, seja para a Black Friday ou para o e-commerce, nesse grupo estão 90% das pessoas que não compram online e mais de ²/3 dos que nunca participaram da Black Friday. Em 2017, a cada 10 estreantes na data, 6 pertenciam à classe C².

Qual a maior finalidade de compra da Black Friday? Nessa hora as pessoas querem aproveitar boas ofertas e comprar itens para si e para a sua casa, sendo assim, produtos com alto valor agregado. É a data em que o consumidor diz “eu mereço”.

E se o cenário brasileiro deixa as pessoas inseguras, há mais racionalidade para consumir. E aí as buscas são uma arma valiosa do consumidor na hora do planejamento, que gasta semanas ou até meses pesquisando modelos e opções até tomar a sua decisão de compra.

O resultado disso é: Um consumidor atento às melhores opções e satisfeito com as ofertas que aproveita.

Quando as pessoas tiram o melhor da Black Friday, elas querem mais. Na maioria dos casos, elas afirmam que vão repetir a dose no ano seguinte; e mesmo as que nunca compraram, não descartam a possibilidade de ter a sua primeira experiência em Novembro.

75% das pessoas compraram o que queriam a preços menores ou dentro do que esperavam na Black Friday 2017. – Pesquisa Provokers jul/2018

Para 46% das pessoas que compram online na BF, o preço ainda é o principal driver de compra, mas elas se preocupam cada vez mais outros fatores.

Para uma experiência on-to-off completa na BF, muita gente vê a mobilidade como algo fundamental. Aí vem a importância dos apps, que ajudam os compradores a qualquer hora e em qualquer lugar.

Black Friday, uma data Omnichannel O digital ainda é muito expressivo na BF, não é à toa que 82% das pessoas eu compram na data fazem isso online. Ainda assim, cada vez mais gente tem uma experiência omnichannel, usando a internet para complementar compras feitas em lojas físicas.

Black Friday matando o Natal? #fakenews As tendências de consumo são bastante diferentes se comparando Natal e BF. Se na Black Friday as pessoas vão atrás de bens duráveis, como eletroeletrônicos, eletrodomésticos e móveis, no Natal elas querem outros tipos de produtos, como brinquedos e itens de uso pessoal, como roupas e perfumes, além de alimentos e bebidas. Além disso, o número de itens comprados é maior na BF.

Ou seja, as pessoas veem o Natal como uma data para dar presentes, enquanto a Black Friday é o momento de aproveitar oportunidades para si.

Cyber Monday: o Timing faz a diferença Assim como o Natal, a Cyber Monday – a segunda-feira à Black Friday – traz oportunidades bem específicas. Nela, as marcas podem dar ofertas complementares aos itens vendidos na sexta-feira. Exemplo? A alta procura por serviços financeiros nos dias seguintes à Black Friday, quando as pessoas ficam mais atentas às suas contas pessoais.

Já as buscas por planos pós-pagos também chegam a um pico depois da sexta. Isso é uma sequência à compra de smartphones, uma das categorias mais procuradas na Black Friday.

Lições da primeira data da temporada Black Friday

1. A Black Friday traz oportunidades on e offline

A data é um ótimo exercício para a sua marca trabalhar a integração on e off, o que garante que o consumidor tenha a experiência mais omnichannel possível. Ainda que o peso do digital seja enorme na BF, muita gente tem optado por fazer suas compras offline, ou então por retirar na loja física as compras feitas pela internet.

Considerando o papel do mobile nessa jornada de consumo, é fundamental que sua marca esteja preparada para ajudar as pessoas a qualquer momento, de qualquer lugar. Fique atento à velocidade de carregamento do seu site. Os downloads de apps aumentam 23% na semana da BF em comparação à média semanal: por isso, ter um aplicativo funcional, rápido de baixar e fácil de usar, é algo que não pode ser esquecido.

2. Esteja presente desde o início

A jornada do consumidor é orgânica, e ele certamente não se guia apenas por um evento ou uma promoção. A etapa de planejamento mostrou ser uma das mais importantes, com consumidores mais racionais e dispostos a fazer boas pesquisas sobre o que comprar na sexta-feira. Já que a concorrência é alta – e a fidelidade do consumidor nem sempre é garantida – trabalhar com antecedência em cada etapa da jornada, interpretando todos os sinais de intenção, é uma forma de se destacar e criar relações mais profundas com o seu público.

Na BF as pessoas estão mais dispostas a arriscar, indo atrás de marcas que não conhecem. Aí pode estar o início de uma relação com novas lojas, fabricantes e produtos.

3. Não é só uma sexta-feira: é uma temporada inteira

A BF é apenas o início de uma temporada de consumo, que inclui a Cyber Monday, o 13º salário – que beneficia cerca de 80 milhões de brasileiros – o Natal, o Ano-novo e só termina no Saldão, depois do Réveillon. Abaixo podemos ver como ada um desses momentos é marcado por comportamentos e hábitos próprios, algo que fica claro com as intenções de busca.

Fique atento para aproveitar ao máximo os sinais de intenção do consumidor ao longo de uma jornada que está prestes a começar. Uma maneira de fazer isso é gerando leads, ou seja, prendendo o interesse do seu público desde o início das buscas específicas de cada uma das datas da Temporada (Black Friday, Cyber Monday, 13º etc.), procurando ser ainda mais assertivo na comunicação. Na Era da Assistência, quem sabe atender, cria valor.

 

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Jefferson Oliveira
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Empreendedor, apaixonado por esportes (futebol, basquete e futebol americano), extremamente curioso, entusiasta e especialista em marketing digital. Meu objetivo é desenvolver soluções digitais inteligentes que possam ajudar outros empreendedores!

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