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Como atrair investidores para minha grande ideia

Como atrair investidores para minha grande ideia

Investidor Anjo

Uma forma bastante vantajosa de patrocinar o embrião do seu negócio é conhecer um investidor-anjo – aquele que, além de injetar dinheiro, participa diretamente do desenvolvimento do projeto, dando conselhos e contribuindo com sua própria experiência. Mas qual a fórmula para chamar atenção ou convencer um investidor que seu projeto vale a pena? As dicas de especialistas são muitas, difícil é conciliá-las.

Allan Costa, cofundador do grupo de investidores-anjo Curitiba Angels e investidor de diversos empreendimentos, além de palestrante e consultor sobre modelos de negócios e inovação, destaca três conselhos principais e essenciais para o mentor da startup em busca de financiamento: tornar a ideia algo concreto e testado, conhecer realmente aquilo que está se propondo a fazer e ter uma clara visão de futuro.

Ele explica com mais detalhes esses três pontos. O primeiro, diz, visa baixar o alto nível de risco que o empreendimento apresenta nesse estágio inicial, transformando o produto ou o serviço em algo pronto, não necessariamente no seu formato final, mas comprovadamente viável. “É importante que esse produto tenha sido testado e de preferência que tenha alguns clientes pagantes, pelo menos”, afirma.

Quanto ao estudo da área e do produto, ele é taxativo: “conhecer muito e tudo o que puder a respeito do setor e do segmento em que está entrando. Nada pode ser mais frustrante para um investidor do que fazer perguntas que não tenham respostas, principalmente relacionadas ao mercado potencialmente consumidor daquele produto ou daquela ideia e aos concorrentes daquele empreendimento”.

Segundo Costa, a maior preocupação de um investidor, do ponto de vista financeiro, é a possibilidade de saída daquele negócio. É aqui que se encaixa o terceiro conselho. “A gente não está tão preocupado com o fluxo de caixa cotidiano ou com a geração de caixa, mas sim como e quando vai poder sair desse negócio: vender a nossa participação para outro fundo, por exemplo”, explica. “Então quando um empreendedor tem claramente definida a visão dele de futuro da empresa, incluindo aí as possibilidades de saída para o investidor que está entrando naquele momento, isso soa como música aos ouvidos de cada investidor”, relata.

Um bom resumo de dez dicas – mais no sentido prático da elaboração da ideia e do comportamento do empreendedor junto ao investidor – foi feito também pelo empresário Romero Rodrigues, um dos fundadores do site Buscapé e CEO do Buscapé Company, holding que agrega várias empresas. Ele cita, por exemplo, a importância de ser objetivo, insistente, humilde e reconhecer que o investidor-anjo não é apenas um patrocínio, mas um agregador. Confira aqui.

Crowdfunding e outros investimentos

Sem a oportunidade de ter um investidor-anjo, há diversas outras formas para que o empreendedor consiga dinheiro para o seu negócio, mesmo sem aquilo que se chama no mercado de “smart money” – o dinheiro agregado, que chega junto com a experiência e envolvimento do investidor. Alguns exemplos são crowdfunding (ou financiamento coletivo), venture capital e private equity.

O princípio que se destaca no caso do crowdfunding é o interesse coletivo no projeto, mas isso não quer dizer que a campanha não possa ter sucesso mesmo que outras pessoas não sejam beneficiadas diretamente com o resultado. Em tempos de Olimpíada, um exemplo é obter patrocínio para a carreira de um atleta, como foi o caso do triatleta de Fortaleza (CE) Wesley Matos, que, sem verba, arrecadou fundos para comprar uma bicicleta nova. Sua campanha, feita no site Make a Champ, obteve 71% da meta, com arrecadação final de R$ 14.115.

Alguns sites reúnem indicações de plataformas de crowdfunding para diversos temas específicos – esporte, música, publicação de livros, causa animal e tantos outros – como é o caso do Tumblr Mapa do Crowdfunding. Outra dica na internet é o Crowdfunding no Brasil, que mostra o ranking dos dez maiores sites de campanhas coletivas na web, que inclui o Catarse, primeira e maior plataforma de financiamento coletivo do Brasil.

Outra forma de investimento é o capital semente, que como o investidor-anjo, procura um negócio em fase embrionária. A diferença é que se o primeiro é uma pessoa física, o segundo é uma pessoa jurídica, representada por meio de um fundo de investimento, de acordo com definição da Endeavor, organização internacional de apoio a empreendedores.

Os fundos de investimento de venture capital são ideais para empresas de médio porte, com faturamento significativo, mas que podem dar um salto de crescimento e alcançar o máximo de seu potencial se tiverem injeção financeira. Já o private equity mira grandes empresas, focando no investimento de operações de fusões e vendas. Buscam principalmente empresas de capital aberto ou prestes a abrir seu capital.

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