Como implementar estratégias digitais na minha empresa
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Como implementar estratégias digitais na minha empresa

Na semana passada eu fui convidado para participar do Connect no canal Sebrae Digital para um bate papo com Luciano Renan sobre como implementar estratégias digitais no seu negócio.

Se você não assistiu, eu trago aqui um resumo dos principais pontos que tratamos. Mesmo assim, não deixe de assistir.

Resumão

Tudo começou, há um tempo atrás - não na ilha do sol  - foi aqui no Clube Sebrae mesmo. Eu compartilhei um artigo sobre avaliação do Grau de maturidade em Marketing Digital. Foi um modelo que eu elaborei para que pequenos e médios empresários pudessem avaliar suas práticas em estratégia digital e como dar os próximos passos. Por ser uma área de conhecimento muito vasta, faltam materiais que nos ajudem a orientar e coordenar as ações.

Devo investir em mídia paga, em campanhas de email marketing ou em marketing de conteúdo? Com tantas opções e tantos possíveis caminhos, às vezes acabamos não fazendo nada.

Para isso, recomendo um tempinho para ler o artigo sobre grau de maturidade, e principalmente, recomendo responder o diagnóstico que deixei disponível no final do artigo para ajudar a guiar sua avaliação de maturidade e seu plano de ações.

Foi muito legal as perguntas que recebemos e espero que nossas observações tenham ajudado. Aqui está algumas das perguntas e algumas considerações que, no calor da conversa, deixamos de comentar.

 

É relevante para meu negócio ter um site?

Sim, Claro que é. Ter um site significa um posicionamento de uma marca no ambiente digital. Significa que o empresário está olhando para uma empresa com presença digital. Mas é logico que ter um site não é tudo, e nem que é imprescindível para todos. Conheço lojas que vendem muito pelo Instagram, e no entanto não possuem um site.

Hoje, as Redes Sociais criaram espaços e funcionalidades para negócios. Então o facebook possui Fanpages e o Business Manager, o Google possui o Google My Business, que, inclusive, pode funcionar como um site da sua empresa em termos de posicionamento. Meu irmão, por exemplo, por um bom tempo tinha apenas uma página no Google My Business para seu negócio de imagens aéreas por drones.

É preciso primeiro se perguntar como um site irá gerar negócios para minha empresa.

Eu entendo que um site pode ter basicamente 4 funções:

  • Venda: Um site em que as pessoas comprarão diretamente seus produtos ou serviços: o conhecido comércio eletrônico. Nesses casos, obviamente, um site é imprescindível. Lembrando que serviços também podem ser ecommerce. Quem disse que as pessoas não podem agendar um horário no salão, uma aula de aeromodelismo, ou reservar uma mesa em um restaurante? Um serviço pode sim pensar em um site com a função de venda.

  • Geração de Leads: Nem todo negócio pode gerar uma venda online. Ainda assim, pessoas pesquisando pela internet podem manifestar interesse no seu negócio e solicitar que entre em contato. Pedidos de orçamento, baixar catálogo de produtos, fazer um diagnóstico rápido. Tudo isso são ações que um site pode ter para ajudar a capturar prospects, ou clientes em potencial. Lead é todo contato que você recebe de forma espontânea que demonstram que uma pessoa pode estar interessada em fazer negócios.

  • Pós venda: Às vezes um site pode não gerar faturamento, mas sim aumentar sua margem, reduzindo custos. Sim, um site pode reduzir custos para uma empresa. A HP possui um grande case. A HP é uma empresa que vende eletrônicos no mundo todo, e para essa empresa, era uma custo muito alto manter funcionários no atendimento pós-venda. A empresa então transformou seu site em um grande FAQ (perguntas frequentes) para instruir clientes com problemas e dúvidas sobre os eletrônicos adquiridos. Quanto tempo e recurso você pode otimizar tornando simplesmente organizando e disponibilizando mais informação para seu cliente?

Em um artigo que postei no ano passado, eu mencionei a importância do auto atendimento e das bases de conhecimento. Veja esse trecho do artigo:

Na mesma pesquisa, 91% dos clientes disseram que usariam uma base de conhecimento. Quantas vezes um simples perguntas frequentes em um site já sanou suas dúvidas. Esse pode ser considerado como um atendimento que é praticamente custo zero. E os clientes enxergam valor nisso pela praticidade e objetividade em resolver um problema.

Hoje, empresas referência em atendimento, as mesmas informações utilizadas para os atendentes, também são disponibilizadas num site para os clientes.

 

Marketing digital B2B

A pergunta da Elis foi muito interessante, porque sempre que falamos de estratégias digitais pensamos em modelos de negócio B2C (Business to Consumer). Mas e no caso de marca vendendo para outras marcas?

Primeiro ponto que eu mencionei na entrevista foi a importância do Marketing de Conteúdo, e novamente, tornar-se referência. Quando uma empresa precisa contratar um fornecedor, existe um fator muito importante: em inglês o termo é Buy-in. Ou seja, o colaborador, precisa vender internamente a contratação de um fornecedor. Geralmente passa por avaliação de diversas pessoas na empresa. Portanto, ser referência e ter uma marca de destaque em um mercado faz toda a diferença.

Além disso, uma pesquisa da eMarketer mostrou a eficiência do LinkedIn como Rede Social para vendas B2B. Portanto, fica a dica.

 

Como não ser o chato digital?

Gostei muito dessa pergunta e principalmente do termo utilizado pelo participante. Chato Digital pode resumir muitas marcas que utilizam mensagens diretas por Whatssapp, Email Marketing e até mesmo campanhas de remarketing sem limite.

A resposta está na palavra Relevância. O Google bate muito nessa tecla. Uma mensagem é relevante quando é entregue para a pessoa certa e no momento certo. Em geral, nós ainda estamos presos a um mindset antigo e offline, quando não tínhamos ideia de quem estávamos impactando. Então o negócio era apelar para quantidade. Essa foi uma quebra de paradigma quando passamos para os meios digitais. Em tempos de muuuuuita informação, um email enviado a mais, pode custar sua marca e acabar caindo na Lista Negra de um cliente.

Mais de 80% das empresas que fazem campanhas por email marketing enviam a mesma mensagem para toda sua lista. Não seja uma dessas empresas. Pense em formas de segmentar as listas por quem abriu seu último email, quem não abriu, quem entrou há menos de um mês na sua lista, quem alguma vez já respondeu, quem já comprou de você, quem nunca comprou de você, etc, etc.

Sobre o Whatssapp business, eu ainda não o utilizei, porém eu diria para redobrar o cuidado com quantidade de mensagens. Quanto mais segmentada forem as listas, melhor. Aliás, segmente, segmente, segmente. Encontre formas de segmentar seus prospects o máximo que conseguir.

 

Email marketing ainda é uma boa prática?

Acho que já respondi no tópico anterior, mas uma coisa importante a colocar é que quando uma empresa contrata uma ferramenta de email marketing (como o MailChimp, por exemplo), a empresa acaba contratando todos os processos e boas práticas de email marketing embarcados na ferramenta. Isso é ótimo, pois a curva de aprendizado é muito maior. Além disso, essas ferramentas geralmente possuem pequenos cursos que além de ensinar a mexer na interface, ensinam sobre boas práticas.

Em uma pesquisa da Nielsen, eles revelaram que 50% dos consumidores confiam nas mensagens de empresas às quais eles tenham assinado a lista de email (newsletter). Use isso a seu favor. Utilize esta potente ferramenta para criar relacionamento com os seus assinantes.  

Quero divulgar um curso online, como fazer a divulgação? Quanto investir?

Primeiro que não gosto muito de fórmulas prontas de venda de curso online. Nada contra quem utiliza estes métodos. Mas eu acredito que cada segmento tem suas nuances, e o ciclo de vida do cliente pode variar bastante de um segmento para outro. A divulgação vai depender do valor do curso, quanto mais caro, mais tempo vai exigir para o processo de decisão. No entanto, vários pontos que tratamos até agora poderão ser utilizados. Quanto maior o valor do curso, maior a jornada e o número de interações até a decisão da compra. Construa uma jornada para seu usuário. No vídeo eu explico outros fatores importantes a serem considerados sobre investimento em divulgação do curso

Espero ter colaborado com seu aprendizado. Não deixe de assistir a entrevista aqui abaixo e não deixe de ler o artigo que falo sobre como avaliar o grau de maturidade em marketing digital do seu negócio.

Deixe suas perguntas e colaborações com o assunto nos comentários.

Abraços :)

Matheus Ferraz
Matheus Ferraz Seguir

Escritor e consultor de SEO @Upwell

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