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Como perceber um funcionário desmotivado em sua empresa?

Como perceber um funcionário desmotivado em sua empresa?

A motivação dos colaboradores deve ser uma das maiores preocupações para profissionais de recursos humanos, gestores e líderes em geral, pois ela está ligada de forma incontestável ao rendimento dos trabalhadores e, por consequência, aos resultados de uma organização. Perceber a desmotivação no ambiente corporativo e saber como tratar a questão é vital para as empresas!

Até meados da metade do século passado a motivação dos colaboradores não era um assunto tão recorrente junto a pensadores da administração moderna. Foi a partir de alguns estudos feitos por respeitáveis nomes da psicologia, como Frederick Herzberg, Abrahm Maslow e Victor Vrrom, que o importante assunto foi mais debatido e trabalhado.

Os relevantes estudos de então e todos os que vieram posteriormente a discutir sobre o tema, procuram compreender os estados comportamentais dos seres humanos, sendo utilizados como um tipo de base criativa para formar processos, procedimentos e práticas, que servem como ferramenta de gestão de pessoas, usadas em ambientes organizacionais de corporações para buscar mais estímulo para os profissionais.

Podemos considerar, de forma básica, que motivação é um termo que deve ser entendido como movimento para a ação. Ela faz parte de um conjunto de razões que conduzem ou entusiasmam um indivíduo a fazer algo. Trazendo a definição para um nível mais corporativo, é interessante destacar uma definição mais direcionada e estabelecida pelo Dr. Stephen P. Robbins, considerado uma das maiores autoridades mundiais em comportamento organizacional que afirma que motivação do colaborador é: “disponibilidade do indivíduo de exercer altos níveis de esforço em direção aos objetivos da organização, condicionada pela capacidade deste esforço de satisfazer certa necessidade individual”.

Quando discorremos sobre motivação é importante evidenciar algumas observações pertinentes. Ela é relativa e varia de pessoa para pessoa, inclusive podendo mudar através do tempo em uma mesma pessoa, ou seja, o que motivava alguém ontem, poderá não mais apresentar efeito hoje. Tal fator relaciona-se com momento e situação da vida do indivíduo.

O compartilhamento da responsabilidade pela motivação profissional é outro fator de elevada importância. As mais apuradas técnicas motivacionais utilizadas por uma empresa com o intuito de manter seus colaboradores altamente incentivados e produtivos, por meio de uma cultura motivacional experimentada, não resultará eficaz se o colaborador por sua vez, não apresentar uma capacidade mínima de automotivação.

Quando a falta de ânimo está presente em um ambiente profissional ou em qualquer outro, deve se considerar que, o que está causando o baixo nível de animação pode ser originário de uma fonte interna, no próprio local de trabalho, ou mesmo a partir de uma fonte externa. Em ambas os fatores podem ser diversos.

O fato é que consiste em extrema importância a percepção por meio de diversas formas, de que um funcionário está desmotivado. Além da identificação dos fatores que estão o influenciando negativamente e também da recuperação positiva de um estado contraproducente maléfico, que pode inclusive atingir outros colaboradores e influenciar negativamente nos resultados de uma empresa. Sabemos que satisfação, confiança, comprometimento e criatividade são inerentes a um colaborador motivado e determinado, tais necessidades só vêm a reforçar a relevância da questão para os gestores e suas empresas.

Mas então, como perceber um funcionário desmotivado em sua empresa e como agir para reverter a situação? Saiba como lidar de forma eficaz com a questão no decorrer deste post!

Principais sinais que indicam a desmotivação de um colaborador

O ideal é que os colaboradores estejam motivados e produtivos na totalidade do período laboral, mas sabemos que não ocorre desta forma, então para que o líder possa ajudar sua equipe a ter um equilíbrio que venha a influenciar positivamente a produção e os resultados necessários, o primeiro passo é saber perceber, identificar um funcionário desmotivado. Entre os sinais mais evidentes, podem estar:

Baixa Produtividade

A baixa produtividade, principalmente quando ocorre de forma mais “abrupta” é um sinal latente de falta de estímulo. Facilmente notada, pois sua verificação é percebida por meio das ferramentas de gestão de resultados individuais adotadas pela maioria das empresas, indiferente de porte e segmento, a queda nos resultados individuais de um colaborador pode estar relacionada à desmotivação causada por vários fatores, internos ou externos.

Entre fatores externos frequentes, causadores de uma baixa produtividade está a ocorrência de problemas financeiros, como dívidas, atrasos ou problemas de adequação de gastos X de renda. Questões que envolvem problemas conjugais ou mesmo a saúde de um membro da família do colaborador também podem desencadear falta de motivação e, consequente queda na produtividade.

Diversas outras questões, inclusive relacionadas a fatores internos podem estar ligadas à baixa produtividade, mas tradicionalmente, em se tratando de ambiente corporativo, as indicadas são as principais.

Problemas de saúde e faltas recorrentes

É preciso que o gestor esteja atento a problemas de saúde dos funcionários, principalmente se forem paralelos à faltas recorrentes. Naturalmente causadores de desmotivação, os problemas de saúde podem ser decorrentes de fatores biológicos dos próprios indivíduos, quando por doenças não consideradas “de trabalho” e, portanto, externas, mas também por doenças consideradas “laborais”.

Em ambos os casos a identificação exata e a melhor resolução serão as ações necessárias. É importante que o líder fique alerta para problemas psicológicos, como a depressão, crise de ansiedade, síndrome do pânico e outros. Muitas práticas em determinados ambientes de trabalho podem ser “nocivas” à saúde dos profissionais. Cada indivíduo possui um perfil psicológico e nem todos reagem da mesma forma à situações como: pressão rigorosa, falta de clareza nas orientações, períodos muito longos de trabalho com intervalos pequenos, função em desacordo com aptidões ou com o próprio perfil, entre outros.

A saúde física e psicológica de um colaborador está ligada intimamente ao seu nível de motivação. Mas infelizmente existem as simulações, com apresentação de atestados médicos, muitas vezes, em desalinho com a veracidade, faltas recorrentes e sem embasamentos coerentes e outras, mas isto será abordado no decorrer do post.

Comportamento profissional inadequado

A prática de reclamações constantes, pessimismo externado, fofocas, rebeliões e outros tipos de comportamentos totalmente inadequados são fortes indícios de que o funcionário está em “desalinho” com a organização, a equipe ou ao seu líder. O dano causado por tais comportamentos não sinaliza somente a desmotivação do indivíduo, mas também a possibilidade de contaminação de uma equipe inteira.

A identificação, de forma muito transparente, sobre os fatores que estão gerando tal situação é imprescindível. Entre os fatores internos que podem estar gerando os comportamentos profissionais inadequados pode estar o descontentamento com ações ou a falta delas, relacionadas ao gestor, questões salariais, interpretações relacionadas à meritocracia praticada na empresa, ambiente laboral desajustado entre outros.

Algumas vezes, a falta de profissionalismo é estimulada por um desejo de que a empresa proceda com o desligamento do colaborador que, em muitos casos, tem uma outra oportunidade de trabalho, e equivocadamente acredita que este é o melhor caminho. A forma de buscar a reversão do fato, quando interessante, será abordada mais adiante.

Reclamações da equipe

Quando o sinal de desmotivação é percebido por meio da reclamação de outros membros da equipe em desfavor de um colaborador é o momento de agir rapidamente, pois o impacto negativo, ou seja, a “contaminação” já poderá estar em estágio avançado no ambiente.

Antes de contribuir negativamente para a elevação do turnover da empresa e simplesmente desligar o funcionário, o que talvez o leitor já tenha pensado ao analisar os pontos anteriores, é importante ouvir os demais membros da equipe, assim como o próprio profissional e com muito feeling avaliar se a possibilidade de reversão, é de fato interessante.

A reversão do problema, se abordado de forma eficaz, tem grandes chances de restar positiva, mas dependerá da habilidade do gestor em saber usar as ferramentas existentes para a gestão de pessoas, tanto quanto da boa vontade do funcionário. Embora as possibilidades de recuperação do profissional sejam diversas, existem alguns casos em que o desligamento será, de fato necessário para que a organização não venha a sentir impactos negativos de ações que podem ser até mais graves realizadas por indivíduos que já não possuem um real comprometimento.

Uma demissão, por vezes, apresenta elevados custos, porém, não maiores do que uma improdutividade “arrastada” por um colaborador desmotivado e por um longo período. Neste item vale a ressalva sobre a importância de uma observação minuciosa relacionada ao comportamento de funcionários ainda em períodos probatórios e principalmente antes da contratação. Existem ferramentas excelentes para algumas análises anteriores à contratação, como por exemplo, o P.I. (Predictive Index), que basicamente aponta uma previsibilidade comportamental dos profissionais.

Mas somente perceber um funcionário desmotivado na empresa e identificar alguns prováveis fatores externos ou internos para o problema não basta para solucionar com assertividade os problemas decorrentes, é preciso ir mais a fundo!

O que fazer para retomar e manter a motivação dos funcionários

Tão importante quanto possuir a habilidade de perceber um indivíduo desmotivado na equipe e identificar de forma certeira o que desencadeia tal comportamento, é o gestor ter uma noção clara do que fazer para “retomar” e ainda mais: “manter” o incentivo de seus colaboradores.

A grande verdade é que todos, ainda que não saibam, querem sentir-se motivados. Para isso é importante que o gestor deixe claro, sempre que possível, a importância do profissional como um recurso humano único para a empresa. Existe uma frase, muito proclamada por administradores, que diz o seguinte: “Pessoas são o melhor recurso disponível, aproveite as que estão ao seu lado, estando ao lado delas”, esta frase indica um conceito interessante e que deve nortear algumas ações dos líderes.

Como vimos anteriormente, é preciso saber se a falta de motivação está decorrendo do próprio trabalho (fator interno) ou de outros (fator externo). Uma análise crítica ou autocrítica, verificando possíveis mudanças no ambiente de trabalho ou mesmo algo que o próprio líder tenha associação, é preciso ser feita, além de conversas leves, positivas e francas com o colaborador de estado anímico afetado.

Mas para retomar e manter o impulso dos funcionários algumas práticas simples, mas de grande eficácia podem ser elencadas:

Lidere pelo exemplo

A postura do líder é um fator altamente influenciador no clima organizacional. E aqui não estamos indicando apenas um proceder com simpatia e com educação, tratando as pessoas de forma “bacana”. É importante também que, indiferente do cargo ocupado pelo líder, ele dê exemplos capazes de mostrar aos colaboradores que trabalha com afinco e está na posição devido aos méritos.

A liderança pelo exemplo é uma forma muito eficiente de conquistar a confiança dos liderados. Executar, se possível, alguma tarefa “lado a lado” com o funcionário tende a criar um vínculo de consideração, podendo ser inclusive uma boa oportunidade para ouvir um pouco mais o que ele tem a dizer e de forma sutil, perceber, com empatia, de que forma é posível ajudar o liderado a produzir mais e de forma mais motivada.

Dialogue mais

A receptividade ao que o colaborador tem a dizer pode incentivar uma postura proativa, além de mais motivada para a realização das atividades. A construção de uma cultura de diálogo no ambiente de trabalho é um dos pilares fundamentais para que a formação de novos processos e possíveis mudanças em prol de melhores resultados ocorra.

Ao participar ativamente de debates em equipe e com a presença da liderança, o funcionário desenvolve um maior sentimento de “fazer parte do time”, fator que gera mais comprometimento e afasta possíveis fatores geradores de desmotivação, contribuindo para um maior equilíbrio no ambiente.

Detalhe mudanças necessárias

Da mesma forma como o item anterior, uma comunicação mais aberta e clara no momento de aplicar medidas que possam causar impacto na rotina de trabalho dos colaboradores é uma prática de extrema importância. Poucos fatores são tão danosos para a motivação de uma equipe, quanto o recebimento de determinações verticais que mudam formas até então consolidadas de praticas, sem que ao menos hajam indicações sobre motivos para tal.

Justificar de forma embasada e objetiva os motivos que impulsionam algumas decisões não é demérito algum para a posição de um bom gestor, muito pelo contrário, mostra maturidade profissional. Porém algumas decisões, como de cunho financeiro e similares, talvez não sejam tão relevantes fora do setor competente. A análise equilibrada sobre o que deve e pode ser compartilhado, na integralidade ou não, é uma responsabilidade do líder.

Dê feedbacks

A avaliação dos colaboradores deve ser periódica. Para apoio na tarefa existem muitas ferramentas de gestão disponíveis. O foco deve acontecer com mais ênfase nas críticas consideradas construtivas, bem como na apresentação de argumentos e critérios mais técnicos para embasar e justificar os comentários feitos.

Mas na devolução de um feedback não são somente as críticas que devem estar presentes. É preciso ter o entendimento que uma excelente forma de estimular ou manter a motivação de um funcionário pode ser por meio de elogios “sinceros”, o que para alguns pode ser mais valioso em alguns casos do que reconhecimentos financeiros.

Reforçar o lado positivo dos profissionais da empresa, reconhecendo o potencial, bem como a importância para a organização e sobretudo o que está sendo feito de forma eficaz, é de grande importância para que o funcionário possa se doar mais, ou seja, andar aquela “milha a mais” pela empresa.

Promova capacitação

Os funcionários são o patrimônio humano da empresa. Nada substitui a criatividade, a fidelidade e o empenho na solução de questões muitas vezes complexas, mas para que isto ocorra, eles precisam estar motivados e também “capacitados”. A capacitação é uma forma que possibilita também a otimização de recursos.

Quando uma empresa possui um déficit em uma determinada posição, o mais prático e economicamente viável é a capacitação de um profissional do quadro, já inserido na cultura organizacional da organização. Assim procedendo, além de considerar os custos e o tempo, o gestor estará entregando ao funcionário uma maior “consideração”, resultando na motivação.

Trabalhe sempre com metas

Uma empresa, indiferente de tamanho ou segmento deve possuir metas, objetivos, estimativas e outras, divididas por área, setor e colaborador. Em determinados casos as metas devem incluir tempo, volume, qualidade, valores, etc. O gestor deve desenvolver as metas com clareza e realismo para transmiti-las a sua equipe.

As metas podem, muitas vezes, ser divididas em submetas e objetivos mais especificados, porém sempre considerando que devem ser metas alcançáveis. Do contrário tem-se um grande risco da ocorrência de desmotivação por objetivos irreais e, por consequência, inatingíveis - o que gera grande frustração e faz um efeito motivador ao contrário do que se quer.

Desenvolva um bom ambiente

Quando um colaborador não sente um mínimo de conforto em seu ambiente de trabalho dificilmente ele será ou se manterá motivado. Algumas questões físicas básicas, como: ergonomia, limpeza, conforto térmico e boas estruturas são importantes, mas além delas, as condições de convívio também são particularmente vitais para o aspecto motivacional.

O estímulo a um bom convívio entre seus pares, com equilíbrio relacional entre ambiente produtivo e ambiente agradável e divertido é, comprovadamente mais motivador, inclusive para uma maior geração de resultados.

Promova a meritocracia

Estrategicamente, por último, a promoção da meritocracia pode ser um dos fatores mais incentivadores, ao mesmo tempo que, causador de desmotivação. Ao reconhecer e promover os melhores colaboradores por resultados atingidos em metas propostas, o gestor estará reforçando uma questão altamente positiva por sinalizar a todo o conjunto que vale a pena se destacar positivamente.

Porém, se por algum motivo consciente ou mesmo inconsciente, existir uma quebra nesse conceito, ou seja, se porventura um colaborador que não apresente credenciais de fato, de acordo com o consenso da equipe, for promovido “meritocraticamente”, então a desmotivação é iminente.

A desqualificação da meritocracia perante uma equipe é algo mais complexo de ser desfeito e pode causar maior dano em termos de desmotivação, pois ela pode ocorrer “em grupo”, podendo causar prejuízos importantes.

Não estamos falando aqui apenas em promoção a um cargo, a meritocracia envolve elogios públicos, premiações e outros fatores. Portanto é necessário ter muito cuidado e utilizar corretamente uma forma tão prática e justa de ação em prol da motivação. Este é um caso clássico em que, talvez o problema seja você, líder!

Até aqui foram indicados sinais que podem fazer o líder perceber um funcionário desmotivado, também discorremos sobre formas simples e práticas para recuperar o estímulo dos colaboradores e mantê-la em alta, mas precisamos pensar um pouco mais: e se o problema for você?

Motivação é algo que surge ou se vai em grande parte pela consequência de atitudes tomadas, ou não, pela liderança. Em diversos casos ela é, de fato, a responsável por sentimentos terríveis em sua empresa, comprometendo a performance das equipes, e o que é pior: sem, em muitas vezes, ao menos, desconfiar da possibilidade.

É possível afirmar categoricamente que a base de incentivo é intimamente ligada à comunicação que o líder desenvolve junto aos seus liderados. Os seguintes aspectos devem ser verificados: comunicação agressiva, ausência de objetivos claros, relacionamento distante, falta de feedback, discussões depreciativas, inúteis e evitáveis.

Como visto antes, manter uma equipe motivada implica na tomada de atitudes que devem estar alinhadas com os liderados e seus anseios, principalmente de sentirem-se valorizados e, acima de tudo, respeitados, pois são necessidades fundamentais dos seres humanos e precisam ser atendidas inclusive em seus locais de trabalho.

As necessidades não param por aqui e, também, variam de pessoa para pessoa. Portanto, se você - como líder - identificou algum traço dos aspectos negativos acima em sua forma de atuação, repense sua postura nesse fator e busque um maior equilíbrio, pois uma equipe motivada e produtiva pode trazer grande satisfação.

Podemos afirmar que a essência da gestão de pessoas é constituída pelo fato de um indivíduo - gestor / líder - buscar o alcance de suas metas e objetivos por meio de outras pessoas, o que não pode ocorrer sem que essas pessoas estejam motivadas.

A desmotivação de um funcionário pode ir longe no ciclo dos processos empresariais, podendo ser sentida direta ou indiretamente de diversas maneiras pelo cliente final. A qualidade do acabamento de um produto, o atendimento ao telefone, a abordagem, entre outros fatores são impactados negativamente quando a motivação não está presente.

A sobrevivência de uma organização em meio a um tão acirrado cenário já se dá por intermédio de colaboradores empenhados, focados nos objetivos de sua empresa, de seu líder. Já o crescimento das organizações, passa imprescindivelmente pelos recursos humanos, pois sem eles o patamar mais alto a ser alcançado torna-se inatingível.

É fundamental entender que, nem sempre, os funcionários estão animados em estar no seu ambiente de trabalho. Mas, também, é fundamental entender o porque da falta de motivação e passar a ter atitudes incentivadoras. Gostou do artigo? Compartilhe em suas redes sociais!

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Silvano Andriotti
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Redator certificado, com vasto portfólio de trabalhos desenvolvidos para agências nacionais e internacionais, abordando com propriedade e eficácia os mais variados temas.

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