[ editar artigo]

Como vamos produzir alimentos para 9 bilhões de pessoas em 2050?

Como vamos produzir alimentos para 9 bilhões de pessoas em 2050?

Daqui a pouco mais de 30 anos, dois terços da população deverá estar vivendo nas áreas urbanas, segundo um relatório das Nações Unidas.

Até 2025, a população urbana mundial poderá chegar a 6 bilhões de pessoas. Essa concentração acarretará em problemas com habitação, infraestrutura, transportes, energia, emprego e até alimentação e água. A cidade que hoje possui o maior número de habitantes é Tóquio (38 milhões de habitantes) e a megametrópole possivelmente continuará sendo a maior do mundo em concentração de habitantes. No Brasil, a maior cidade populacional é e continuará sendo São Paulo, que hoje possui mais de 12 milhões de pessoas. 

Os avanços obtidos no Brasil para a diminuição da população vivendo em condições de subalimentação já são grandes. Porém, o país ainda tem 8 milhões de brasileiros em situação de fome e o desafio mundial é bem maior.


Sobre isso, tivemos o prazer de contar com a visão de Mariana Vasconcelos no Summit Sebrae PR 2018. A CEO da Agrosmart, uma startup que une agronegócios e tecnologia, Mariana compartilhou com o público do evento seus estudos sobre o futuro dos alimentos e da agricultura digital.

Depois da biotecnologia e da era da agricultura de precisão (nos anos 2000), a agricultura digital deve usar daqui por diante a tecnologia para ajudar na produção de alimentos, já que para alimentar as 9 bilhões de pessoas em 2050, teremos que crescer 2,5 x mais por ano, apenas no Brasil. O problema é que 1/3 dos alimentos produzidos ainda são desperdiçados, 33% dos solos estão degradados e a área disponível para crescer é de apenas 5%. Além disso, 20% da área cultivada é irrigada, sendo essa uma das necessidades tecnológicas urgentes para possibilitar a ampliação do cultivo. Essa área corresponde a somente 40% da produção agrícola bruta.

Mariana explica que o conhecimento científico acaba sendo obsoleto quando descoberto frente às mudanças no campo. Num contrassenso, apenas 14% das lavouras brasileiras têm conectividade a expectativa é de que o uso da tecnologia seja responsável por 90% do aumento da produção de alimentos. Como o novo consumidor busca valores no que consome, tais como sustentabilidade, transparência, impacto positivo e procedência, o desafio está em produzir mais e de forma sustentável. 


A resposta para alcançar essa meta é a captura de dados agronômicos e climáticos, permitindo a melhoria nas condições de vida no campo e aumento da produtividade, através da inteligência de mercado. Existem diversas fontes de busca de dados tais como o agricultor, maquinários, sensores no campo, drones, genéticas das sementes e imagens de satélite.

A informação obtida através desses dados deve ser aliada à integração e a colaboração, possibilitando que a fonte de informação promova a biotecnologia agrícola sustentável para atender a demanda por alimentos e a sobrevivência humana. 
 

Clube Sebrae
Suzane Marie
Suzane Marie Seguir

Sou jornalista, MEI e gerente de comunidades do Clube Sebrae!

Ler matéria completa
Indicados para você