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Conteúdo Colaborativo: Como transformar engajamento em conteúdo incrível

Conteúdo Colaborativo: Como transformar engajamento em conteúdo incrível

Quais são os sites mais acessados do mundo atualmente? Se você respondeu Youtube, Facebook, Google, Wikipedia, Quora, etc você acertou. E você sabe me dizer qual a característica esses sites têm em comum? Todas esses sites são chamados de UGC - User Generated Content, ou ainda, Conteúdo Gerado pelo Usuário. Isso mesmo, quem faz esses sites serem interessantes somos nós mesmos, os usuários. Isso é o poder do que chamamos de conteúdo colaborativo. Nenhum desses sites têm uma equipe interna focada em produzir conteúdo. A estratégia de conteúdo deles está focada em engajar as pessoas, para que elas sejas as produtoras de conteúdo. Já parou para pensar nisso?

Conteúdo colaborativo é todo mundo falar com todo mundo e todo mundo poder contribuir. O exemplo mais clássico e talvez o primeiro case de sucesso de conteúdo colaborativo é o site Wikipedia. Todos podem produzir conhecimento sobre qualquer assunto, e outros podem avaliar, revisar, complementar ou corrigir o conhecimento gerado por outro. Isso ilustra bem o conceito de conteúdo colaborativo. 

Outro exemplo é o fenômeno dos Youtubers. Qualquer pessoa, independente de sua formação, idade, sexo, crença pode produzir conhecimento em qualquer assunto. Porém, para ser colaborativo, não basta a produção de conteúdo ser livre. São os próprios usuários que fazem a curadoria do conteúdo, ou seja, quem classifica se o conteúdo ou não, e até denuncia conteúdos que estejam infringindo as regras do site (termo de uso) 

Como usar conteúdo colaborativo na minha estratégia de conteúdo?

Esse é o tipo de conteúdo mais eficaz para gerar valor à comunidade e construção de marca para sua empresa. Afinal de contas, não há ninguém que seus clientes melhor para dar dicas, contar experiências e histórias que envolvam a sua marca.

Falando assim parece fácil, mas a realidade é que nem sempre as pessoas estão assim tão motivadas a falar sobre e para empresas. Nada melhor então que um pouco de conhecimento vindo de uma especialista no assunto.

Neste post vou compartilhar com vocês algumas dicas que aprendi em uma das palestras do CMX Summit 2017, o maior encontro do planeta para discutir gestão de comunidades. Dessa vez a palestrante foi a Lindsey Erlick, criadora da comunidade Student Insiders, da Pearson, uma das maiores organizações de educação do planeta.

1. Defina objetivos

Se você leu algum conteúdo sobre estratégia de marketing digital, então já deve ter percebido que não há como mensurar uma ação se não existirem objetivos claros. Isso significa que antes de começar é fundamental que você determine onde quer chegar.

No exemplo utilizado pela Lindsey, o objetivo deles na Pearson era ter pelo menos um conteúdo gerado pelos estudantes por semana, no blog da organização. Antes do investimento na comunidade eles estavam penando para conseguir um ou dois artigos por mês.

2. Seja exclusivo

Essa é uma dica que faz sentido para comunidades que já são — ou tem potencial para serem — um pouco mais numerosas. Isso quer dizer que você não vai convidar todo mundo da sua comunidade ao mesmo tempo para uma ação como essa. O ideal é identificar quem são as pessoas-chave e convidar apenas elas para serem parte do seu time seleto.

No caso da Pearson eles identificaram quem eram os estudantes mais felizes por meio do NPS — Net Promoter Score — e convidaram eles para participar do trabalho. Inicialmente num modelo beta, para só depois de testado lançar para o público geral da instituição.

3. Escute as pessoas

A comunidade que você gerencia pode até ser nomeada pela sua marca ou empresa, mas a realidade é que ela pertence às pessoas, e não a você. É até óbvio falar sobre isso se o assunto aqui é o UGC, mas é fundamental que você entenda as pessoas antes de pensar em qualquer ação de estímulo à produção de conteúdo. Todos os envolvidos na empresa precisam estar cientes e alinhados com relação a isso.

Na Pearson para motivar os alunos a interagirem e colaborarem com o conteúdo da comunidade toda a iniciativa foi construída em torno de dois temas que faziam muito sentido para os estudantes: gerar impacto positivo no mundo e atingir seus objetivos de carreira. Isso reforça novamente o ítem 1, sobre definir objetivos. Uma comunidade necessariamente é unida por uma causa ou um objetivo em comum.

4. Dê algo antes de pedir qualquer coisa

Sabe quando você está buscando um conteúdo e aí você encontra um ebook gratuito para download que pede seu email em troca? Pois é, a lógica nessa situação é a mesma aqui. Pense bem: você não daria seu email "de graça" para a empresa.

Você só aceita passar seu contato pois ela está te dando algo antes de pedir o contato. No caso da comunidade, uma vez que você saiba o que faz sentido para as pessoas será possível entender o que você pode oferecer a eles de forma satisfatória. A ideia que eles tiveram na Pearson foi fornecer aos alunos uma caixa de ferramentas com tudo o que era necessário para cumprir suas metas de carreira.

5. Faça disso uma oportunidade

Quando se fala de conteúdo gerado pelo usuário muitas pessoas pensam que o cliente está fazendo um favor para a empresa ao colaborar com isso. A realidade, no entanto, é o contrário.

Para sua iniciativa de UGC ter sucesso é importante que você a posicione como uma oportunidade para o usuário, e não um favor. Ou seja, não é você que está pedindo algo, mas sim a pessoa que está aproveitando uma oportunidade para conquistar mais relevância na comunidade. Para a Pearson o argumento foi o ganho que as carreiras dos alunos teriam com o conteúdo deles publicado no blog da universidade.

6. Mensure e motive

A esta altura do campeonato eu nem preciso falar que a mensuração é uma parte fundamental deste trabalho, não é? Uma vez que você tem objetivos claros, é essencial que tudo seja monitorado para você entender o que faz e o que não faz sentido continuar. Só assim é possível saber se a estratégia está tendo sucesso.

Além disso, é claro, jamais deixe de motivar os usuários ativos da sua comunidade que se comprometeram com a produção de UGC. Isso inclui não só o estímulo prévio à produção, mas também a interação depois da publicação, marcando a pessoa nas redes sociais e dando todo o valor que ela merece pelo esforço feito para você.

Se a ação tem o posicionamento de uma oportunidade para a pessoa construir sua relevância, nada mais natural que você retribuir o empenho do usuário com a divulgação e a valorização daquele conteúdo.

Não é preciso ser um expert no marketing de conteúdo para transformar o engajamento dos participantes da sua comunidade em produção de conteúdo. Ações simples e pontuais, se executadas da forma certa e com objetividade, podem geram um impacto gigantesco na estratégia.

Espero que as dicas tenham sido úteis para seu trabalho de gestão de comunidade, e se quiser saber mais sobre o assunto é só clicar aqui e conferir os outros conteúdos que já publiquei aqui sobre o tema!

Comente abaixo sobre o que você achou dessas dicas. Afinal de contas, estamos em um ambiente de conteúdo colaborativo ;)

Um grande abraço

Clube Sebrae
Matheus Ferraz
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Escritor e consultor de SEO @Upwell

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