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Crédito é como remédio: tem hora e medida certa

Já temos mais de 5 milhões de MEI no Brasil. São pessoas que saíram da informalidade e passaram a ter direitos previdenciários e um mínimo de segurança jurídica para seus negócios. Entre os benefícios está o acesso ao crédito, necessário para fortalecer esses negócios.

O crédito é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento de qualquer atividade, uma vez que permite antecipar ações que não seriam possíveis sem o recurso de terceiros.

Qual a semelhança entre o crédito e remédio?

Todos sabem que um paciente não medicado no momento e na dose certa não cura adequadamente um problema de saúde. A dosagem inferior à necessária pode agravar o problema. E a dose excessiva pode até matar.

Com o crédito ocorre algo semelhante. Se o empreendedor não tiver bem claro o objetivo do crédito, o momento adequado e não souber utilizar o volume correto, ele não alcançará o sucesso desejado para seu empreendimento, e ainda poderá agravar a situação financeira, podendo levar o negócio à falência.

Planejamento é chave!

É fundamental o empreendedor ter o máximo de clareza sobre em que é preciso investir, qual o montante necessário, bem como o melhor momento e a melhor fonte de recursos a serem investidos.

Questão de cultura

O brasileiro prefere juntar recursos próprios para investir e abrir um negócio, porque não gosta de ficar devendo. Dívidas essencialmente nos tornam escravos daqueles a quem devemos. Além disso, vivemos em um país onde as taxas de juros, em geral, são muito altas e o acesso ao crédito é difícil. Quase cinquenta milhões de brasileiros que não possuem conta em banco e muitas cidades não possuem sequer uma agência bancária, o que se traduz em uma certa falta de experiência com o sistema financeiro.

Entretanto, existe dívida boa. É a dívida barata, como ensinam os professores de economia.

Por isso, a primeira regra a seguir é a de que o empreendedor deve guardar seu dinheiro para investir no final do empreendimento. E usar esse recurso como capital de giro, quando o barco já estiver navegando. Afinal, o negócio precisa estar funcionando e ser rentável para se autofinanciar.

Caso contrário — e isso é muito comum — o empreendedor esgota seus recursos no meio do investimento, com orçamentos que estouram devido a obras, reformas e outros custos que se mostraram maiores do que o previsto.

Nesse caso, ou faltará dinheiro no final da obra, ou o empreendimento começa mal e não rende o suficiente para se autofinanciar. O empreendedor então, para manter o negócio, se obriga a procurar recursos novos no mercado, que vai exigir dele um custo maior para o capital de giro: juros mais altos.

Não raro nessa hora o empreendedor entra no cheque especial ou no cartão de crédito. Em maio de 2016, eles atingiram alarmantes taxas de 311,3% ao ano e 471% ao ano, respectivamente, segundo o Banco Central do Brasil.

Quais as fontes de crédito baratas, afinal?

Nas instituições financeiras de desenvolvimento públicas, como agências de fomento e bancos de desenvolvimento, o foco principal é o projeto de investimento, que pode ser financiado a juros baixos, com carência e prazos para pagar mais longos e adequados ao tipo de empreendimento.

No Paraná temos a Fomento Paraná, instituição pertencente ao Governo do Estado, que financia empreendedores de micro, pequeno e médio porte, da indústria, do comércio e do setor de serviços, em todas as regiões do estado, em valores que vão de R$ 300,00 a R$ 10 milhões, com taxas de juros a partir de 0,67% ao mês.

Além disso, a Fomento Paraná ainda trabalha em parceria com os municípios, as associações e federações comerciais, industriais e empresariais, além do Sebrae-PR, entre outras entidades, que colocam agentes de crédito e desenvolvimento à disposição dos empreendedores, para orientar e organizar as propostas de financiamento para cada tipo de crédito.

Assim, a grande recomendação é que o empreendedor, em especial o MEI, procure sempre pelo crédito oferecido por instituições que privilegiam o fomento ao desenvolvimento. Ainda que os processos sejam mais lentos e até mais burocráticos, além do dinheiro ser mais barato, essas instituições irão orientar a melhor forma de usar o dinheiro. Esse é um caminho certeiro para colocar um empreendimento em situação mais segura e confortável, proporcionando sucesso nos negócios tanto com os clientes quanto com os fornecedores.

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Agência de Fomento - Governo do Paraná

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