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E-mail marketing ou newsletter institucional - qual a diferença?

E-mail marketing ou newsletter institucional - qual a diferença?

Em épocas de transformação digital, quarta revolução industrial, big data e outras coisas mais, a palavra renovação ganhou um peso muito grande nas práticas empresariais. E, com relação à comunicação entre as empresas e seus clientes, não é diferente.

Seguindo essa máxima, novas ferramentas de comunicação surgiram, ora possibilitadas pela tecnologia insurgente ora pelas mudanças no comportamento do consumidor. Com isso, tornou-se necessário que ela fosse menos invasiva e mais útil, mais voltada para as necessidades de informação e satisfação do cliente - com mais conteúdo e mais direta.

Assim surgiram termos como e-mail marketing e newsletter institucional. Mas, há consciência quanto ao uso correto de ambas? Esse é um dos pontos que iremos discutir em nosso artigo.

O que é e-mail marketing?

E-mail marketing diz respeito à utilização do e-mail como ferramenta de comunicação - entre a organização e seus clientes, prospects ou ainda outros públicos como funcionários, fornecedores, acionistas e parceiros - em ações que são chamadas de Endomarketing.

Qual é o objetivo do e-mail marketing?

O e-mail marketing tornou-se uma ótima opção para o Marketing Digital uma vez que a leitura das mensagens eletrônicas é a atividade que os brasileiros mais dedicam seu tempo na Internet - até mesmo mais do que navegar nas redes sociais. Além do mais, 92% dos adultos usam o e-mail como principal ferramenta para o recebimento de informações.

É uma ferramenta de comunicação de marketing que pode ser usada para vários intuitos:

  1. Atrair público para o site da empresa;
  2. Estimular que as pessoas façam download de materiais para captura de leads;
  3. Gerar tráfego para as páginas;
  4. Captar informações sobre os clientes;
  5. Divulgar novidades;
  6. Obter algum retorno específico por parte do usuário;
  7. Distribuir o melhor conteúdo produzido pela empresa.

Como dissemos, tornou-se um dos principais instrumentos do Marketing Digital, por apresentar as seguintes vantagens:

  1. É de caráter privado;
  2. Seu custo de implementação é praticamente zero;
  3. O retorno da ação é quase imediato;
  4. É extremamente flexível na sua formatação.

Quais são os tipos de e-mail marketing?

Basicamente, as organizações utilizam dois tipos de técnicas de e-mail marketing: o e-mail promocional e o e-mail transacional.

  • E-mail marketing promocional

É o tipo de comunicação que uma organização, profissional ou negócio estabelece com seu cliente, com o objetivo de realizar alguma ação em especial. Sua elaboração pode visar à compra de algum produto por parte do consumidor ou um estreitamento na relação entre a marca e os prospects.

Atualmente, uma grande parte dos consumidores prefere receber informações sobre produtos por e-mail, e dentre esses uma substancial parcela realiza, pelo menos, uma compra por ano baseada em e-mail promocional.

  • E-mail marketing transacional

É o tipo de comunicação enviada ao cliente após uma compra já efetuada, com o objetivo principal de confirmá-la junto ao mesmo. Recebem oito vezes mais cliques do que qualquer outro e-mail, podendo gerar receitas seis vezes maiores.

Simples e curtos, buscam também reforçar o relacionamento junto ao cliente. As altas taxas de abertura ocorrem exatamente por ele ser esperado, já que a compra já foi feita. É uma excelente oportunidade para que a empresa inclua downloads, tutoriais, vídeos e botões Call to Action que permitam ao cliente inteirar-se e interessar-se mais ainda pela empresa.

Newsletter

A newsletter é um instrumento de comunicação cujo objetivo não é a venda e, sim, a informação junto ao cliente, a respeito da empresa e de seus produtos e/ou serviços.

É composta de texto, imagens e links para um site ou landing page, para que o cliente sempre esteja informado sobre o que a organização pode lhe oferecer. O contato regular é a peça-chave.

Um bom planejamento de uma newsletter envolve:

  1. Definição de objetivos e público-alvo
  2. Definição de metas;
  3. Definição de conteúdo.
  4. Desenho da newsletter alinhado com a estratégia de comunicação;
  5. Programação da peça para adequar-se aos sistemas de leitura dos programas de e-mail;
  6. Incluir sites ou landing pages para o qual a newsletter possa encaminhar o cliente;
  7. Testes preliminares para detecção de possíveis erros;
  8. Envio por meio de plataformas específicas de e-mail marketing;
  9. Análises de desempenho;

Quais os cuidados devem ser tomados?

Uma vez que o foco desse tipo de ferramenta é a conversão, ela deve ser elaborada de uma maneira que realmente faça com que o cliente em potencial realize alguma ação voltada a esse sentido. E, também, no sentido de evitar os seguintes erros capitais:

  • Envio de mensagens sem permissão

O primeiro cuidado a ser tomado pelas empresas é a verificação junto aos futuros clientes do desejo de receber as mensagens. A partir do momento em que a prática do e-mail marketing tornou-se comum, surgiram inclusive empresas especializadas na venda de listas com dados de pessoas para contatos.

O grande problema é que, mediante tantos dados não havia uma informação que era a mais importante para as empresas: interesse no produto. E então, vários contatos mal-sucedidos aconteceram e, até mesmo, vários clientes desenvolveram uma atitude negativa em virtude da comunicação indesejada e pior, insistente, por parte de algumas empresas.

Tal movimento levou alguns estados a criarem a lei que permite a algumas pessoas apenas receberem comunicações de natureza comercial se elas permitirem. Então, empresas que praticam o e-mail marketing devem ficar atentas à tal legislação em seus mercados.

  • Conteúdo em excesso

Vivemos em um mundo onde somos constantemente bombardeados por todos os tipos de mensagens, provenientes de vários veículos de comunicação e aparelhos a qualquer momento do dia.

Sendo assim, o conteúdo tem que ser útil, interessante e bem produzido para que consiga um espaço na mente do cliente e o leve a se interessar pelo produto.

  • Falta de personalização

Para distinguir sua mensagem, além dela ter de apresentar conteúdo relevante, é importante que ela fale diretamente com o cliente em potencial.

Planeje o conteúdo, tendo certeza de que conhece seu cliente. Quais são seus interesses, seu histórico de compras do produto, ou produtos similares, enfim, detalhes que façam com que ele, ao ler, se identifique com a mensagem e acredite que foi feita para ele e ninguém mais.

  • Mensagem sem importância

A empresa necessita entender que enviar um conteúdo para uma pessoa com a qual ainda não possui um relacionamento com uma mensagem sem importância é quase um insulto, além de um risco muito grande do temido “descadastro”- aquela opção que deve constar sempre nas mensagens, caso o cliente não queira mais receber suas mensagens. É muito importante e conveniente que todas as empresas que utilizam da ferramenta do e-mail marketing incluam essa opção sob o risco de, além de despertarem a falta de simpatia no cliente, correrem o risco de terem suas mensagens marcadas como Spam. Além do mais, tal opção pode resultar como uma forma de pesquisar os motivos do cancelamento pelo cliente e, assim, permitir à empresa uma melhoria em sua comunicação.

São várias oportunidades de pesquisar os motivos. Veja quais:

- Se a frequência dos envios é muito alta;

- Se o conteúdo é irrelevante;

- Se o cliente não tem mais interesse na empresa;

- Se o cliente prefere buscar informações por outros meios;

- Se houver outros motivos, questionar quais.

Agindo dessa forma, a empresa conhecerá melhor seu cliente e desenvolverá melhores estratégias de comunicação melhorando seus resultados e diminuindo a taxa de cancelamento.

Mas, não encare, caso aconteça o descadastro, como o fim do mundo. Apenas como um “até logo”, pois o cliente ainda pode voltar.

Entendeu a diferença entre newsletter e e-mail marketing? Então, curta e compartilhe nosso artigo nas redes sociais!

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Mário José Martins
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Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG) e tenho um MBA Executivo em Marketing pela FGV. Tenho 25 anos de experiência profissional divididos em três campos de atividades: Educação, Serviços Linguísticos e Marketing.

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