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Economia colaborativa: o novo jeito de fazer negócios

Economia colaborativa: o novo jeito de fazer negócios

Pegar um bem não usado e dar uma nova utilização para ele é um dos pilares da economia colaborativa. E, se com essa afirmação você associou, instintivamente, a expressão ao termo sustentabilidade, saiba que você não está errado. Isso porque, alguns exemplos de economia colaborativa contribuem para a preservação do meio ambiente.

Em mais um Webinar realizado pela equipe do #Connect com a Cris Moreira - graduada em administração, especialista em gestão de pessoas e gestão empresarial, trabalhou mais de 10 anos na área de gestão comercial e bens de consumo. Atualmente, é proprietária do Guest Coworking* - mostramos que a economia colaborativa é o novo jeito de fazer negócios e como ela pode influenciar no seu negócio atual.

E Cris já começa fazendo um paralelo entre o capitalismo e o colaborativismo. Como efeito comparativo, a economia colaborativa é o contrário da economia baseada no capitalismo - em que temos sempre o pensamento (e o desejo e, enfim, a ação) de comprar um bem e, assim, movimentar o mercado financeiro.

Entretanto, é um pouco mais difícil imaginar a economia colaborativa movimentando o mercado. Mas acontece. Por meio dela, eu não preciso comprar - eu simplesmente "pego" alguma coisa que já não é tão bem utilizada e a transformo num serviço útil para uma outra pessoa ou comunidade - não é fantástico?

Assim, podemos afirmar que a economia colaborativa ajuda na redução do consumo, na sustentabilidade, na melhora do planeta, na experiência das pessoas - alugar um carro e no modelo que elas querem, por exemplo, gera experiências fantásticas, muitas vezes muito maiores do que o valor monetário.

A ideia fundamental da economia colaborativa é: ao invés de possuir algo, acessá-lo. E as formas de fazer isso acontecem pela troca (permuta), pelo aluguel, pelo empréstimo e pelo compartilhamento!

Mas como podemos identificar dentro do contexto das cidades, bairros, etc., um negócio com modelo pautado em economia colaborativa? A melhor maneira é citando exemplos.

Uber talvez seja o exemplo mais lembrado e de maior sucesso na atualidade. Ao oferecer um serviço de transporte que pega a pessoa aonde ela está e na hora que ela precisa - sem que ela tenha de se dirigir a um determinado local (ponto de ônibus, de táxi ou ao metrô) - e por um valor acessível, o benefício à população fica evidente.

O ganho para a cidade é observado com o preço bem mais barato, a depender do horário utilizado e com a diminuição (embora quase imperceptível) da lotação dos meios de transporte públicos. Outro ganho é com relação ao sistema de avaliação oferecido pelo aplicativo que permite que o serviço seja aprimorado. A longo prazo, é provável que os valores dos meios de transportes como o táxi, sempre tão custosos, tendam a baixar seu preço. Isso trará um enorme benefício à população e, novamente, desafogará os transportes públicos e os congestionamentos. Isso porque, com mais opções, o excesso de carros de passeio diminuirá.

Este aplicativo pode, inconscientemente, incutir na mente dos indivíduos a conscientização das pessoas a darem carona a seus vizinhos, colegas de faculdade ou de trabalho, diminuindo consideravelmente o trânsito. Para todos a economia aparecerá no bolso, já que os gastos com combustível e pedágio podem ser divididos.

Outro grande exemplo é a Netflix. Sim, ela começou suas atividades ao enviar vídeos pelo correio a pessoas que não podiam pagar pelos altos custos das televisões por assinatura, quando os preços praticados eram muito elevados.

Quem tem espaço em casa e gosta de pets, pode iniciar um negócio familiar oferecendo um espaço para que as pessoas deixem seus cães na sua casa quando forem viajar ou mesmo como uma creche, atendendo às pessoas do seu bairro.

“netflix” das roupas é um outro bom exemplo de economia colaborativa. Um guarda-roupa compatilhado onde a pessoa paga uma mensalidade e tem acesso às roupas. De acordo com o plano escolhido você leva as peças, usa, lava e depois devolve. Um dos exemplos é a Blimo.

Mobilidade urbana, qualidade de vida, ganho de tempo, diminuição da poluição, conscientização: tudo isso é conseguido com a locação de bikes que tem apoio total da população. Com relação a esse tipo de negócio se faz absolutamente necessário enfatizar o cuidado que os ciclistas precisam ter ao se locomover e não se esquecer de preferir as ciclovias (quando houver) e nunca, superestimar a capacidade de um caminhoneiro ou motorista de ônibus em enxergar uma bicicleta no meio do caminho... Voltando ao assunto economia colaborativa...

O aplicativo Tem Açúcar oferece a escolha em que o usuário pode anunciar algo que eu não use (ferramentas, bicicletas, etc.) para emprestar para os vizinhos ou também dá para informar algo que esteja precisando para que alguém empreste.

Mas como nosso artigo trata de negócios sobre negócios pautados em economia colaborativa, nós não poderíamos deixar de mencionar a maneira de reduzir custos e como lucrar com a economia colaborativa. Segundo a Cris, num primeiro momento, a redução de gastos é mais importante do que a receita. Aliás, o empresário pode precisar colocar ainda mais receita em vez de reduzir as despesas.

O empresário deve avaliar vários fatores, como: um estoque preparado não é dinheiro parado, a equipe disponível dá ou não dá conta de aumentar a produtividade, custos de produção da matéria-prima, negociações com antigos fornecedores e buscas por novos.

Uma frase que a Cris disse ser famosa e importante é:

“O que não se mede não se controla”.

Segundo ela, a frase significa que o que não sei o quanto me custa, não tenho como saber como reduzir. E diz:

“É preciso olhar para os processos da empresa que estão pedindo socorro.”

Mas nem sempre são flores. Como em tudo o que é novidade, na economia colaborativa a principal barreira para o empreendedor é apresentar o termo para o mercado, educando-o. Os empresários e, também, os consumidores ainda desconhecem os benefícios da economia colaborativa. As pessoas ainda têm um pensamento muito consumista e é preciso que elas conheçam as vantagens de trocar algo em vez de vender ou comprar. Assim, ao invés do valor monetário tem-se permutas e todos ganham.

Outra barreira é a questão da confiança, mesmo tendo as ferramentas de avaliações como as estrelinhas. Assim, é fundamental educar o mercado com relação a isso. E tudo é tão novo que ainda não há uma regulamentação. Por isso a confiabilidade é fundamental. Além disso, podem ser criadas algumas regras que devem ser todas documentadas, mas a confiança ainda é a principal ferramenta.

Durante o webinar, surgiu uma dúvida muito pertinente sobre os regulamentos legais e fiscais desse tipo de serviço. Segundo a convidada, não existem muito regulamentos a respeito. O próprio Uber teve dificuldade para fazer uma regulamentação, mas conseguiu realizar devido ao seu tamanho e alcance mundial. Como tudo é muito novo, quem acabará por ditar as regras é mesmo quem oferece os serviços. Ainda de acordo com ela, a preocupação do governo sempre é: como vou cobrar imposto disso?

Quanto aos números

O mercado da economia colaborativa movimenta mais de 40 bilhões e cresce 25% ao ano. O setor que está mais em alta é o de locação de um cômodo da casa para que sejam guardados objetos de outra pessoa. O segmento de aplicativos que compartilham carona também cresce.

A dica final dada pela entrevistada do dia foi a de que o empreendedor deve ter o olhar de que as coisas mudaram e que ele não deve apenar produzir e sim gerir essa produtividade e que saiba olhar como encaixar a economia colaborativa nos seus negócios hoje e como modelar tudo isso para poder entrar nesse novo e importante modelo de economia.

E então, gostou do texto sobre como funciona e os desafios da economia colaborativa? Compartilhe-o nas suas redes sociais! E veja o Webinar completo aqui.

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Renata Fraia
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Jornalista, Farmacêutica e Escritora. Como Redatora (Produtora de Conteúdo / Editora com SEO), é certificada em Inbound Marketing pela Hubspot, RockContent e Contentools. Experiência: Blog Posts e Social Posts, especialmente saúde em geral, medicina,

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