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Estratégia x Operação: quem merece mais a sua atenção, empreendedor?

Estratégia x Operação: quem merece mais a sua atenção, empreendedor?

Quem está no mundo dos negócios há algum tempo já percebeu que empreender toma cotornos diferentes e apresenta novos conceitos com o passar dos anos. Antes, quem abria uma empresa basicamente se preocupava com o "colocar a mão na massa". Hoje, é preciso pensar em aspectos fundamentais para a competitividade como liderança, compartilhamento de informações, domínio de indicadores, estratégia e operação. E é sobre esses dois últimos aspectos que trataremos neste artigo.

Provavelmente, você já deve ter pensado se o mais importante é investir em estratégia ou em operação. Pois bem, vejamos algumas das particularidades de cada um desses setores para, ao final, podermos ter uma visão mais ampla e crítica.

Estratégia

Quando o empreendedor inicia seu negócio ele é a raiz de todo o funcionamento. Ou seja, o financeiro, o marketing, a venda e o pós-venda se concentram em sua pessoa. O que isso tem a ver com estratégia? Não muito, como boa parte das pessoas imaginam. Tudo isso diz respeito a colocar a mão na massa, isto é, estamos falando do operacional. Mas sem isso não teríamos estratégia!

O lado estratégico surge quando o empreendedor começa a se perguntar onde quer estar dali três anos. Curiosamente, essas perguntas nem sempre surgem dele, o fundador. Elas podem vir de uma conversa com um cliente ou um colaborador, por exemplo. Quando isso ocorre, nos deparamos com outra situação de extrema importância: que estratégia definir para o futuro dos negócios?

É a estratégia escolhida para o negócio que vai determinar como o empreendimento - assim como os profissionais que ali atuam - devem trabalhar para evoluir e chegar ao objetivo pretendido com o tempo. Além disso, é a estratégia que tornará possível a descoberta de vantagens competitivas e novas oportunidades.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o foco da estratégia não é tão relacionado com aspectos rotineiros, mas, sim, com metas e objetivos muito mais amplos que podem influenciar um determinado setor ou toda a empresa. Sendo assim, podemos apontar alguns dos principais objetivos envolvendo as ações estratégicas. Veja:

  • Disponibilizar produtos e serviços que sejam de qualidade e que atendam o perfil dos clientes;
  • Identificar necessidades dos consumidores antes que a concorrência faça isso;
  • Antecipar possíveis problemas que possam interferir nos negócios;
  • Conseguir avaliar e superar os avanços da concorrência;
  • Aplicar novas tecnologias que contribuam para uma vantagem competitiva no mercado.

E já que estamos falando sobre estratégias é importante lembrar que, quando alguma for definida, todos os envolvidos na empresa precisam saber do que se trata e quais são as propostas. Assim, da direção ao faxineiro, todos estarão cientes do que deve ser feito e como fazer.

Exemplos de estratégias adotadas pelas empresas visando projeção e solidez no mercado:

  • Pesquisa de oportunidades, especialmente procurando conhecer cada vez mais o cliente;
  • Construção de presença online, uma vez que, a cada dia, mais e mais pessoas estão no mundo virtual e é preciso que tenhamos acesso a elas;
  • Criação de um plano de marketing prático, mas com indicadores e métricas que possibilitem analisar os resultados para otimizar a tomada de decisão a médio e longo prazo;
  • O cliente é sempre o foco, mas vender o ‘serviço’ antes do produto tem se tornado cada vez mais importante. Ou seja, o cliente se apaixona pela empresa, pelo atendimento, por sua escolha, que se sentirá à vontade para comprar dela sempre e sem receios.

Operação

Como podemos imaginar, as operações estão relacionadas com os setores da empresa que servem como guias para o seu principal objetivo. É por isso que nunca falamos de operação sem incluir no conjunto ações e setores envolvendo vendas e serviços, marketing, financeiro e contábil, tecnologia da informação, produção e logística.

Observando o fato de que as operações da empresa também dizem respeito à forma sobre como é feita a gestão dos recursos destinados à manutenção da produção de bens e serviços, podemos levantar alguns pontos essenciais aqui. Acompanhe.

  • Qualidade: Produzir com o mínimo de erros possível. Aliás, se o acerto for da primeira vez, melhor ainda!
  • Velocidade: Diminuição do tempo entre o pedido e a entrega ao cliente, seja produto ou serviço.
  • Grau de confiabilidade: Entregar dentro do prazo e exatamente aquilo que foi pedido faz com que o cliente tenha cada vez mais confiança na empresa.
  • Flexibilidade: Quando se trata de operações, muitos gestores têm dificuldades quanto a esse ponto. A questão é que sempre temos que estar preparados para contornar qualquer eventualidade sem que, para isso, o produto ou serviço perca em qualidade ou aumente de custo.

Como vimos, é muito difícil dizer que uma é mais importante do que a outra. Na realidade, o empreendedor precisa se preocupar com um pilar fundamental: manter o equilíbrio entre a operação e a estratégia.

É claro que a empresa passará por momentos onde será necessário focar mais em um do que em outro. Entretanto, isso precisa ser considerado como algo eventual e com data definida, de forma que o fluxo da empresa nos dois sentidos, continue a fluir.

Falamos sobre estratégia, citamos exemplos, operações, objetivos e eixos entre tantas outras coisas fundamentais para os negócios. Entretanto, não podemos nos esquecer que existe algo chamado comodismo. O que é isso? Simplesmente o fato de a empresa permanecer inerte porque o empreendedor decidiu que sabe tudo ou tem medo de inovar.

Esse é um erro cada vez mais comum. Aliás, não querer aprender, mudar e adaptar o modelo de negócio é que faz com boas empresas que estavam a plenos pulmões no mercado desapareçam sem deixar vestígios.

Sabe o que é mais incrível? A internet trouxe tantas facilidades e formas de aprendermos a estruturar nossos negócios, desenvolvermos estratégias e implementarmos os setores operacionais que é possível dizer que não aproveita esses recursos e possibilidades quem não quer. O que é uma pena, uma vez que, quando o empreendedor - que permaneceu inerte - resolver tomar alguma atitude poderá ser tarde demais.

Uma dica simples e prática que pode ser aproveitada por qualquer empresa para permanecer no mercado é testar. Isso mesmo, teste novas ideias e práticas, pegue o que funcionou, aprimore e descarte aquilo que trouxe resultados negativos. Com o tempo, todo e qualquer processo será mais fácil e eficiente de ser implantado.

Então, o que você pensa sobre esse assunto? Quer compartilhar suas ideias e sugestões com milhões de pessoas? Escreva seu post para o Clube Sebrae!

Clube Sebrae
Denisson Soares
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Analista de Produção de Conteúdo. Atua no mercado de Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing. Acompanha de perto tudo que acontece no mundo da tecnologia. Entusiasta de ideias inovadoras que ampliam os horizontes e as possibilidades das empresas.

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