Feedback: um importante instrumento de liderança
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Feedback: um importante instrumento de liderança

Feedback é uma palavra de origem inglesa cuja tradução mais aproximada é “realimentar” ou dar resposta a alguém sobre um evento ou situação.

Feedback é uma ferramenta de comunicação profundamente presente nas relações interpessoais. No ambiente organizacional é utilizada como ferramenta de desenvolvimento. Para o líder que inspira é um instrumento extremamente eficaz para a motivação de equipes.

Porém, na maioria das empresas o feedback é utilizado somente em épocas de avaliação de desempenho, que geralmente ocorrem uma vez ao ano. São intermináveis as discussões, técnicas e treinamentos de como realizá-lo de forma a gerar maior produtividade e motivação nas organizações. Nas minhas interações com empresas, percebo que:

 em primeiro lugar, o feedback ocorre sistematicamente quando existe a necessidade de corrigir atitudes e comportamentos inadequados no ambiente de trabalho;

 em segundo lugar, ele não é reflexivo, ou seja, não gera aprendizado, e raramente é construtivo ou voltado ao desenvolvimento do indivíduo;

 em terceiro lugar, criou-se a conceituação do feedback positivo e negativo, de forma equivocada. O ser humano possui a necessidade de receber estímulos que o motivem em seus desempenhos profissionais e pessoais, com certa constância. O que ocorre, porém, é o oposto. Nas empresas adota-se regularmente o chamado feedback negativo que se caracteriza pela repreensão de um funcionário. Nesse caso, funciona como ferramenta de desmotivação.

Feedback deve ser empregado tanto para reforçar um comportamento positivo, gerando autoestima e autoconfiança, quanto para direcionar um indivíduo em pontos a serem melhorados. Por que é tão difícil elogiarmos o outro? A resposta é complexa e passa pelo sistema de crenças das pessoas. Primeiramente é preciso ter-se em mente que elogiar faz parte e é vital para o desenvolvimento de um indivíduo: motiva-o e estimula-o a obter melhores resultados de forma contínua. Quando houver a necessidade de melhoria, é preciso pensar no feedback corretivo, onde o receptor sinta que a disposição em ajudá-lo é genuína. Nesse mesmo contexto pode-se empregar ainda o feedback reflexivo, gerando questionamentos que façam o receptor refletir sobre os pontos a serem corrigidos ou melhorados. Essa é a melhor forma de aprendizado. Apontar erros, simplesmente, inibe a capacidade de compreensão e reflexão do outro. Em casos extremos, onde o rompimento da relação profissional é (quase) inevitável, adota-se o feedback incisivo como último recurso, porém não sem antes ter-se tentado os demais.

Por fim, dar um feedback produtivo não é o suficiente: é preciso saber recebê-lo da mesma forma. Líderes que inspiram confiança reconhecem a importância de estarem abertos a também receber feedback dos seus funcionários.

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Consultora - ICANCHOOSE

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