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Gestão de pessoas e RH: tem diferença?

Gestão de pessoas e RH: tem diferença?

Para leigos, à primeira vista, parecem sinônimos, nomes diferentes para uma mesma atividade. Porém, diferentemente do que parece, Recursos Humanos e Gestão de Pessoas são áreas distintas que contam com especificidades próprias e, ao mesmo tempo, complementares entre si.

Neste artigo vamos conhecer um pouco mais a fundo sobre as características de cada um destes ramos e sua importância para a boa gestão de uma empresa, independentemente do seu porte.

Recursos Humanos

Primeiramente, vamos falar sobre o famoso RH – sigla para Recursos Humanos.

Em meados dos anos 30, surge nas empresas o Departamento de Pessoal, setor responsável pela gestão das atividades da empresa relacionadas aos seus colaboradores, desde a contratação, pagamentos, avaliações, registros de férias, afastamentos, dentre outras.

Tal departamento era considerado puramente burocrático e operacional, sem influência prática nas decisões gerenciais e estratégicas das empresas. Entretanto, ainda hoje o setor de Departamento Pessoal existe em muitas empresas, paralelo ao setor de RH, resolvendo ações mais burocráticas - como as questões de documentos e contratos que envolvem as admissões, demissões e afins.

O setor de Recursos Humanos começa a se consolidar na década de 1990, quando os gestores e empresários percebem um grande potencial de diferencial competitivo nos fatores relacionados à boa gestão, valorização e retenção de talentos.

Em outras palavras, fortalece-se a percepção da importância dos Recursos Humanos das empresas, a partir de um complexo gerenciamento dos empregados - desde o planejamento e criação de uma nova vaga, passando pela elaboração de critérios específicos para a captação, recrutamento e seleção, até chegar à efetiva contratação de novos colaboradores.

Pode-se dizer que o setor de Recursos Humanos é o elo entre a organização e seus colaboradores. Dentro dessa perspectiva, aprofundam-se também as questões relacionadas à elaboração de planos de carreira atrativos, bem como gestão de benefícios, visando a retenção de talentos que contribuam com o crescimento e prosperidade da empresa.

De forma resumida, temos que o RH possui como algumas de suas atividades específicas:

  • A identificação das necessidades da empresa para a contratação de mão de obra;
  • A elaboração e execução dos processos de recrutamento e seleção; a criação de planos de carreira e critérios específicos de mobilidade e promoção;
  • O desenvolvimento e aplicação de políticas empresariais que visem à retenção de talentos.

O departamento de Recursos Humanos tem a importante missão de mobilizar e utilizar os recursos da respectiva mão de obra disponível na empresa para o desenvolvimento e sucesso do empreendimento, da forma mais eficiente e ágil possível.

Assim, por tudo que vimos acima, podemos dizer que o RH é um setor estratégico das empresas, fundamental para o desenvolvimento e sucesso das organizações – o cuidado com o chamado “capital humano” tornou-se indispensável para o alcance das metas de cada negócio.

Gestão de Pessoas

Diferentemente dos Recursos Humanos, a Gestão de Pessoas não está relacionada a uma área ou departamento específico – não sendo também uma atividade englobada em particular pelo RH.

Mas então o que é a gestão de pessoas? Em geral atribuída aos líderes e gestores de cada setor (incluindo-se RH, mas não se limitando a ele), a Gestão de Pessoas refere-se às atividades de identificar as qualidades e potencialidades dos empregados, incentivando-as. Gerindo, dessa forma, o aumento do seu desempenho e as possibilidades de crescimento profissional dentro da empresa, bem como de crescimento pessoal, a partir do aprendizado de novas competências e do aperfeiçoamento dos conhecimentos e capacidades já existentes.

Assim, o foco da Gestão de Pessoas torna-se o aprimoramento do capital humano da corporação.

Em uma organização que conta com uma área de Gestão de Pessoas bem desenvolvida, busca-se a valorização do funcionário enquanto pessoa, voltando-se para o lado mais humano das corporações deixando, momentaneamente, em segundo plano as questões de números e resultados para focar no colaborador - que passa na empresa a maior parte de suas horas.

Devidamente motivado e engajado, esse funcionário passa a “vestir a camisa da empresa”, tornando-se um membro ainda mais ativo e preocupado em produzir resultados de excelência, trazendo assim, benefícios para a corporação como um todo.

Cabe ressaltar, uma vez mais, que a responsabilidade de ampliar as habilidades e desenvolver os talentos dos funcionários da empresa não é uma atividade específica dos profissionais de Recursos Humanos e, sim, uma tarefa de suma importância a ser desenvolvida pelos líderes e gestores da organização. Afinal, são os gerentes que possuem contato direto e específico com os funcionários de cada setor e, assim sendo, estão aptos a avaliar e gerenciar a motivação e capacitação daqueles que lhe estão subordinados.

Benefícios do Alinhamento RH x Gestão de Pessoas

Importante perceber que ainda hoje, em muitos empreendimentos a dinâmica entre RH, DP e Gestão de Pessoas ainda está em ebulição, cabendo aos seus gestores a constante atualização com relação ao mercado, trazendo novas estratégias e habilidades gerenciais para o desenvolvimento da empresa.

Quando caminham juntos, RH e Gestão de Pessoas podem trazer inúmeros benefícios não só para as empresas, mas também para seus colaboradores: é uma via de mão dupla.

Funcionários incentivados e gerenciados assertivamente refletem diretamente no sucesso da empresa. A correta identificação dos pontos fortes e fracos e/ou a desenvolver de cada funcionário (tarefa da gestão de pessoas) gera a possibilidade de elaboração de estratégias (tarefa do RH) que visem a melhoria do desempenho e o desenvolvimento profissional do empregado, o que certamente só tem a trazer benefícios para a organização.

Esse alinhamento entre Recursos Humanos e Gestão de Pessoas gera um ambiente de trabalho harmônico, com um clima organizacional positivo, incentivador, culminando em uma menor rotatividade de funcionários, no engajamento e motivação dos empregados, bem como na identificação de novas lideranças e de novas potencialidades e competências a serem desenvolvidas. Isso gera crescimento e evolução tanto para os colaboradores quanto para a empresa.

Certamente, uma equipe engajada e com muita motivação tem um rendimento altamente produtivo, o que repercute positivamente na organização como um todo.

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