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Gestão vertical x horizontal: qual a melhor das duas?

Gestão vertical x horizontal: qual a melhor das duas?

No mundo dos negócios existem várias palavras comuns de se ouvir e que significam algum conceito importante para quem é empreendedor. Gestão é uma delas. Muito difundido entre diversas áreas da empresa, gestão é um conceito que se refere a qualquer atividade relaciona à operação do negócio, como controle, organização, liderança e planejamento.

É ela o coração da empresa, pois é com base na gestão que ações são planejadas, estratégias desenvolvidas, metas definidas e decisões tomadas. Independentemente do porte do negócio, a falta de uma gestão qualificada pode comprometer de forma decisiva a performance e a obtenção de melhores resultados.

Por outro lado, podemos dizer que é a estrutura organizacional quem define os papéis que serão exercidos por cada um dos funcionários. Quando bem resolvida, ela facilita a comunicação e estabelece responsabilidades que precisam ser cumpridas pelos membros da equipe.

Se combinarmos as duas coisas vamos perceber que a gestão da empresa poderá sempre ser vertical ou horizontal. Você deve estar se perguntando, "ok, isso eu já sei, mas qual delas é a melhor?"

A resposta para essa pergunta não existe. Ambas as opções tem vantagens e desvantagens. Cabe ao empreendedor conseguir avaliar qual delas é a que mais se encaixa à sua realidade. A pergunta certa, no entanto, seria: Qual delas é a melhor para a sua empresa? Para te ajudar a responder esta pergunta vou te apresentar logo abaixo os dois conceitos, suas vantagens, desvantagens e diferenças.

O que é gestão vertical?

Gestão vertical é a mais tradicional das duas. Neste modelo há um organograma bem definido com diferentes níveis hierárquicos e administrativos. No topo, naturalmente está o presidente da empresa, profissionais com cargos de nível executivo, como os C-levels (CEO, CFO e etc), ou ainda conselheiros.

Depois deles cada divisão do organograma é composta por diferentes quadros intermediários, com gerentes, supervisores e coordenadores de cada um dos diferentes departamentos da organização.

Neste formato de gestão é muito mais fácil descrever cada função na empresa e suas atividades básicas, além ser mais simples designar tarefas aos funcionários e departamentos com eficiência. Isso porque cada pessoa presente na organização tem responsabilidades bem definidas desde o princípio.

Por outro lado, organizações que trabalham a gestão de forma vertical convivem com a dependência de um líder forte no topo da cadeia. Mesmo porque se a gestão da empresa é fraca, todas as estruturas hierárquicas terão maiores chances de se frustrar por conta de uma má decisão tomada pelo seu superior.

O que é gestão horizontal?

Ao contrário do modelo vertical, no caso da estrutura de gestão horizontal não há um organograma com níveis hierárquicos e funções bem definidas. Neste formato cada funcionário tem autonomia para tomar suas decisões. É um modelo bem mais informal, comum em empresas menores e onde grupos maiores de colaboradores reportam diretamente a apenas um gerente.

É comum, em empresas que investem na gestão horizontal, que os funcionários se sintam mais motivados a resolver problemas no dia-a-dia. Isso acontece pois, por conta do modelo de gestão, existem menos burocracias envolvidas nos processos diários. Como dispensa a contratação de muitos gerentes ou profissionais de nível executivo, é comum que a gestão horizontal seja mais barata para a empresa, em comparação com a vertical.

Pela sua natureza de trabalho, esse modelo, por outro lado, torna os processos mais difíceis de gerir, em especial quando o negócio começa a crescer. Quando isso acontece é importante tomar cuidado para que não ocorram dois problemas. Os funcionários podem ficar sem saber ao certo quais as suas responsabilidades, e os gerentes podem ficar frustrados pela sua consequente falta de autoridade.

Quais as diferenças entre ambas as opções?

A primeira diferença entre ambas está na tomada de decisões. Em organizações verticais é fácil de entender pois as decisões sempre vêm de cima para baixo, conforme a hierarquia. Todos os integrantes da equipe recebem orientações a seguir e trabalham conforme as orientações.

Já no caso das horizontais há a necessidade de uma capacitação dos funcionários para que eles possam tomar as decisões certas no dia-a-dia. Os gerentes são consultados apenas em questões mais importantes e todo o trabalho é gerido por meio de metas, que levam em consideração a estratégia determinada pela empresa.

Outro ponto de diferença sensível entre ambas está na colaboração e no trabalho em equipe entre os funcionários. No formato vertical tudo é estruturado pensando na gestão da colaboração. Da mesma forma como as decisões respeitam o organograma, a colaboração também segue esses parâmetros em um ambiente com reuniões de atualização e monitoramento constante.

Já no caso da horizontal a colaboração tende a se dar de uma forma mais orgânica, pois cada funcionário tem autonomia de tomar suas próprias decisões. Mesmo porque, nesse tipo de estruturação organizacional há um contato mais aberto entre os colaboradores de diferentes áreas e eles tendem a estar sempre mais disponíveis para pensar em soluções conjuntas.

Por último, há uma diferença entre os modelos no que tange à comunicação interna da empresa. Numa estrutura vertical é natural que as relações sejam mais rígidas, o que torna a disseminação de informação um pouco mais lenta, pois tudo segue a hierarquia do organograma. Já na opção horizontal o contato entre áreas, departamentos e profissionais é muito mais orgânico e flui naturalmente entre os setores.

Como falei no começo, não há como afirmarmos qual dos modelos de gestão é o melhor. O ideal é que empreendedores e gestores saibam o que caracteriza cada um dos formatos para, assim, definir qual é o mais indicado para as suas empresas.

Esta foi apenas uma rápida introdução sobre o tema, com uma apanhado de informações sobre cada um dos modelos de gestão. O ideal é que você pesquise ambos de forma mais aprofundada, visite empresas que trabalham com cada uma das opções, para que assim você possa determinar o melhor para seu negócio.

Quando você escolher, volte aqui para comentar qual foi a sua opção e o que motivou a escolha. É do compartilhamento dessas experiências que surgem os maiores insights. Nossa comunidade agradece!

Clube Sebrae
Emerson Cechin
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Coordenador Programa Empresas de Alto Potencial, Consultor do SEBRAE.

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