[ editar artigo]

Marketing é sobre uma crença na importância da satisfação do outro (nesse caso, o cliente)

Marketing é sobre uma crença na importância da satisfação do outro (nesse caso, o cliente)

A evolução do marketing é rápida, mas precisa florescer sobre uma crença firme na satisfação do outro (nesse caso, o cliente).

“Faça ao próximo aquilo que você gostaria que ele fizesse para você”. Você já ouviu essa frase ou dito popular, utilizado em todo tipo de resenha, sempre no conselho de pessoas que desejam a harmonia e o sucesso de uma comunidade ou grupo.

Pois bem, eis o meu conselho: o seu negócio, seja um pequeno estabelecimento ou uma grande indústria, precisa entrar em harmonia com o mercado onde atua. Ganhar a atenção e o coração dos clientes. A parceria dos fornecedores. A boa vontade do público em geral.

Estamos em um mundo transparente, onde o comportamento de uma empresa – de qualquer porte – vira assunto nas conversas e nos posts das pessoas, seja por um bom ou mau motivo, seja por uma percepção justa ou injusta do consumidor. Por isso, a necessidade de se organizar para isso, para promover o melhor serviço ou o produto mais adequado, se possível com doses de inovação (ter algo que nenhum concorrente oferece e que é relevante para o cliente).

O marketing está em sua fase chamada de 4.0, que considera o avanço da internet, as possibilidades geradas pela tecnologia para o relacionamento e comunicação, e a construção de marcas mais conectadas ao consumidor, buscando clientes fiéis e participativos. E temos que chegar nisso. Mas antes de tudo, temos que voltar ao básico.

As atividades de marketing pressupõe a existência de uma mentalidade enraizada na mente do empreendedor e visível no comportamento da empresa e seus funcionários. Antes de usar essa tecnologia ou aquela ação diferenciada, é necessário pensar como administrador de mercados: quem é meu cliente e qual sua expectativa em relação ao que estou vendendo? Quem são meus concorrentes e quais meus trunfos para me sobressair nessa competição local ou regional ou nacional? Quais as tendências para o meu setor para o ano que vem e o ano seguinte, e como posso me adaptar ao que estar por vir no ramo onde atuo?

Com essa mentalidade, tenho certeza que estará entre as prioridades a satisfação do cliente, a preocupação com a experiência que o consumidor levará em sua memória sobre a empresa/ marca, e a vontade de conversar com o mercado, saber mais, melhorar, e evoluir, num ciclo sem fim.

Está na moda falar de ferramentas e ações, da evolução para posturas mais sofisticadas, da criação de marcas que já nascem com algum pedigree. A internet de fato revoluciona a maneira de se comunicar e vender, as marcas tem ganho uma atenção que beira a devoção de quem trabalha na área, e alguns processos de marketing tem mudado para benefício de clientes e empresas. Mas sem mentalidade as ações e tecnologias e ferramentas não encontram terra firme para gerar frutos.

O empresário precisa pensar – de forma verdadeira – no cliente e em como seu produto ou serviço se encaixa na vida dele. Por vezes é tanta pirotecnia da área de marketing e comunicação que falta o básico. E, neste caso a pirotecnia vai fazer apenas fumaça. Sem os resultados desejados.

Karlan Muniz é publicitário formado pela ESPM-SP e mestre e doutor em administração pela PUCPR. Atuou como executivo de atendimento em agência de propaganda e líder de equipes de marketing em empresas de serviço e na indústria. Atua como pesquisador e professor nas áreas de marketing, construção de marcas, comportamento do consumidor e pesquisa de mercado.

Imagem: Pintura Mercado de Navidad en la Plaza Mayor (Madrid, 1912),  de Pablo Doncel Rodríguez 

Clube Sebrae
Ler matéria completa
Indicados para você