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Minimercados e conveniências precisam escolher um caminho: a comodidade ao cliente ou corte de custos na cadeia produtiva

Minimercados e conveniências precisam escolher um caminho: a comodidade ao cliente ou corte de custos na cadeia produtiva

Em um cenário pouco favorável, com mais de 14 mil empresas de varejo de alimentos fechando as portas, os mercados e conveniências precisam de alternativas para se manter na ativa. Iniciativas que promovem conforto e otimização de custos na cadeia produtiva são alguns pontos a serem considerados, mas listamos outros exemplos de empresas e práticas que podem ser aplicados ao seu negócio para gerar ainda mais resultado!

Mime o seu cliente

O mercado Zoomin, nos Estados Unidos, funciona online. Você realiza o pedido e o pagamento pela internet e é informado do horário em que pode buscar as compras. Aqui, o foco é comodidade, pois quando o cliente vai buscar as compras, ele aciona o drive-thru com o código do pedido. Ao estacionar, os próprios funcionários colocam as compras no carro. Vantagem: enquanto compras costumam duram cerca de uma hora e meia no supermercado, comprar usando o celular pode levar 15 minutos.

Comodidade tem seu custo e se o público-alvo estiver disposto a consumir menos para ter uma experiência melhor, vale considerar outros benefícios, como entrega gratuita, vendas via aplicativo e promoções exclusivas em programas de fidelidade. O cliente precisa ser mimado.

Defina sua prioridade

É preciso que os mercados escolham um caminho a seguir e isso só é possível quando existe um perfil do consumidor que pretendem atender e quando estão atentos às tecnologias mínimas necessárias para o funcionamento do negócio, como código de barras nos produtos, proporcionar um ambiente de vendas, ter um modelo de estoque que atenda as necessidades do estabelecimento e equipes bem treinadas que saibam operar diversas funções.

A Aldi, por exemplo, é uma rede alemã que prioriza os baixos custos e reverte a economia para o consumidor, que chega a pagar 50% menos que nas outras redes. Como o foco é economizar, o cliente entende a ausência de sacolas plásticas, o funcionamento somente em horário comercial (para reduzir o custo trabalhista), o espaço bem aproveitado e enxuto (para economizar com aluguel e luz), as gôndolas improvisadas com as caixas de transporte e as marcas exclusivas de produtos pela metade do preço das convencionais.

No Brasil, há 15 anos a rede de mercados DIA segue um modelo semelhante, com a diferença que prioriza estar mais próxima da casa do cliente que outras redes já que, em grandes centros, é possível encontrar um mercado dessa bandeira em quase todas os bairros. Produtos de marca própria e a variedade de fornecedores locais e nacionais também contribuem para que os preços sejam bem mais baixos que das outras redes. O mercado conta ainda com ações promocionais e um programa de fidelidade que oferece descontos de até 30%.

Reduza os custos

Um exemplo claro que compromete a competitividade dos negócios é quando o estabelecimento tem um preço acima da média, mas na sua abordagem afirma ser campeão em preços baixos. O cliente que vai em busca dos custos reduzidos é frustrado e começa a se questionar sobre a vantagem de fazer compras ali.

Uma das principais ações para reduzir custos é formar parcerias com fornecedores locais, que costumam ter preços mais baixos com relação às marcas convencionais e ainda conseguem proporcionar economia no transporte. Além disso, ao repassar ao consumidor a sua preocupação com o desenvolvimento de produtores locais, ele terá motivos mais do que razoáveis para continuar comprando no seu estabelecimento.

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