Negócios disruptivos: por que todo mundo quer
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Negócios disruptivos: por que todo mundo quer "uberizar"?

O adjetivo que se tornou protagonista do vocabulário tecnológico-corporativo no mundo está gerando um impacto enorme no dia-a-dia de empresas e pessoas. Mas você sabe o que são negócios disruptivos?

Disruptivo tem a ver com ruptura, agitação, subversão e transformação, mas o termo é ignorado sem dó por grande parte dos dicionaristas.

Ser disruptivo é criar novos valores, novos mercados, minando ideias que pareciam solidamente estabelecidas.

Clayton Christensen, professor de Harvard, autor do livro The Innovator’s Dilemma, de 1997, foi quem popularizou o termo Inovação Disruptiva, que ele define mais ou menos assim:

Inovações disruptivas não são avanços de tecnologias que fazem bons produtos melhores; ao contrário, são inovações que tornam os produtos e serviços mais acessíveis e baratos, tornando-os disponíveis a uma população muito maior. É importante lembrar que a ruptura é uma força positiva.

Mas quem pensa que os negócios disruptivos estão invadindo o mercado agora, está enganado. O conceito pode ter sido empregado pela primeira vez há duas décadas, mas na prática a disrupção está entre nós há muito mais tempo.

O surgimento da máquina a vapor de James Watt, por exemplo, transformou a sociedade e seus meios produtivos lá em 1792.

A era digital pode não ter sido o motor da disrupção, mas a digitalização foi a catalisadora do aumento da velocidade e da sua democratização. O que antes acontecia em intervalos de décadas, hoje se conquista em semanas.

Falando nisso, por mais clichê que pareça, é impossível falar de negócios disruptivos sem lembrar do Uber. Não pelo negócio em si, mas pelo impacto que gerou na rotina de milhões de pessoas.

“Uberizar” virou sonho de consumo de desenvolvedores, startups e investidores digitais.

E boa parte disso foi graças ao digital, que está em toda parte. Tornou-se a nova espinha dorsal de tudo na vida pessoal e nos negócios. Está mudando as regras do jogo reescrevendo o modelo de todas as atividades e evoluindo na velocidade da luz.

Assim, as empresas terão de se adaptar em sua essência, porque mesmo uma mudança mínima pode ser muito disruptiva

Esse vídeo da Harvard Business Review, apesar de originalmente em inglês, traz uma explicação bem visual do conceito de inovação disruptiva.

Portanto, não aja como se nada acontecesse. Já passou da hora de se preparar para um futuro em que você pode converter segmentos digitais em oportunidades de negócios.

Uma coisa é certa: o ritmo da mudança vai aumentar e talvez as inovações disruptivas mais surpreendentes venham de empresários do fundo da pirâmide. Eles estão criando novas formas de oferecer soluções por uma fração do custo dos atuais líderes de mercado, atingindo um novo patamar de serviços, renda, oportunidades e transparência.

Talvez a maioria das iniciativas morrerá antes mesmo de ser reconhecida, mas as que acertarem vão agregar muito valor para a vida das pessoas.

E como faço para criar um negócio disruptivo?

O que pode ajudar empreendedores a fim de começar uma empresa do zero ou inovar é mapear, estruturar e desenvolver um planejamento de forma sistêmica, rápida e visual.

Independente do seu modelo de negócio, indico uma ferramenta que pode te ajudar nesse processo. O Business Model Canvas é a ferramenta mais utilizada no mundo para esboçar as informações mais importantes sobre um negócio ou projeto.

Em uma página, o Canvas separa em nove blocos as principais áreas para qualquer tipo de negócio, como o segmento de clientes, a oferta de valor, os canais, entre outros.

Se quiser saber mais e criar o seu, faça o download gratuito do BMC

Modelos de negócio não são eternos.

Reinventar, apesar de parecer arriscado e incerto, pode ser surpreendente!

Agora que você entendeu o significado de negócios disruptivos, bora "uberizar" 🙃

 

Ana Karla Martins
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Jornalista, atualmente produtora de conteúdo. Escrevo e dou pitaco sobre tudo, mas tenho carinho por assuntos que ajudam empreendedores, como eu, a serem melhores. Toco com meus dois sócios o Banzai Coworking e a Rulez, no interior do Paraná.

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