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Neurociência aplicada a negócios

Neurociência aplicada a negócios

Neurociência? Cérebro? Conexões neurais? Neuroplasticidade? O que é tudo isso? Calma, isso não é um bicho de sete cabeças!

É fato que a neurociência é um termo que entrou na moda, atraindo o interesse de muitas pessoas. Apesar da difusão, pouca gente conhece realmente esse campo de estudo.

Em poucas palavras, trata-se do estudo do sistema nervoso e de suas funções, bem como dos impactos que essas funções têm no nosso dia a dia. Parece difícil? Nem tanto.

As áreas de aplicações da neurociência são inúmeras e, hoje em dia, os conhecimentos têm se difundido nas áreas corporativas.

Para ajudar na imersão no conhecimento neurocientífico, neste artigo você irá compreender melhor o que é a neurociência, para que serve e como aplicar os conhecimentos no seu negócio.

Vamos lá?

O que é a neurociência?

A neurociência é um campo interdisciplinar que estuda o sistema nervoso humano, desde as suas estruturas, processos de desenvolvimento, suas funcionalidades e eventuais alterações.

Esse campo tem como objetos principais de estudo o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Todo esse sistema é responsável por coordenar as atividades corporais, sejam elas voluntárias ou involuntárias. Estuda-se as conexões do cérebro com o pensamento, o raciocínio, as competências emocionais e sociais.

Entender sobre esse ramo do conhecimento significa compreender de qual forma nosso cérebro e nossa forma de pensar impactam nas atividades que executamos todos os dias e vice-versa. Isso porque os estudos e pesquisas na área da neurociência apontam que as nossas experiências e vivências também são capazes de alterar o cérebro e interferir no seu desenvolvimento.

No geral, os principais campos de estudo da neurociência estão divididos entre as áreas a seguir:

  • Neuroanatomia

Este ramo dedica-se a estudar a estrutura do sistema nervoso, isto é, o cérebro, a coluna vertebral e os nervos periféricos, analisando cada item com muita cautela, a fim de nomear corretamente e compreender suas funções.

  • Neurofisiologia

Este campo estuda as tarefas e funções que correspondem às mais variadas áreas do sistema nervoso.

  • Neurociência comportamental

Este campo da neurociência estuda a relação entre o cérebro, suas conexões, estruturas adjacentes e os seus fatores internos (pensamentos, sentimentos e emoções) com meio ambiente e os comportamentos visíveis (ações, fala, gestos, etc.).

  • Neuropsicologia

Este ramo é uma interface entre a psicologia e as neurociências. Estuda quais são as interações entre as conexões nervosas e as funções psíquicas. Tenta compreender como as lesões, alterações ou agravos causam alterações nas áreas do comportamento e cognição.

  • Neurociência cognitiva

Este campo volta-se para o estudo dos mecanismos fisiológicos e biológicos que estão por trás aos aspectos cognitivos (conhecimento), tais como memória, aprendizado, raciocínio, entre outros.

Além das áreas acima citadas, a neurociência dialoga com diversas especialidades, tais como: biologia, biomedicina, farmacologia, engenharia, economia, administração, entre outras.

Quais são as utilizações da neurociência?

Para além do campo acadêmico, os conhecimentos e pesquisas da neurociência são utilizáveis e aplicáveis em muitas áreas. A exemplo, os campos da Saúde e Educação têm obtido resultados extremamente positivos com os avanços neurocientíficos.

O processo de aprendizagem, por exemplo, pode ser pensado por meio de estratégias adequadas e de um ensino dinâmico. Com isso, vê-se o uso das tecnologias, como os games, utilizados para estimular o raciocínio lógico, a concentração, a atenção e outras habilidades.

Portanto, é perceptível como os conhecimentos da neurociência podem ser aplicados em diversos campos e setores, inclusive no mundo corporativo e nos pequenos e grandes negócios.

Como aplicar a neurociência nos negócios?

Para os ávidos pelo conhecimento, é possível sim usar as técnicas e conhecimento da neurociência como um diferencial competitivo no mercado.

Segundo Chris Jacob, neurocoach e especialista em neurociência, o diferencial da aplicação das técnicas e conhecimentos da neurociência comportamental está no autoconhecimento que ela proporciona ao empreendedor.

Trata-se de um entendimento de como as ações cerebrais podem influenciar nas tomadas de decisões no negócio, impactando-o de maneira positiva ou negativa. Além disso, as compreensões sobre como as emoções afetam a tomada de decisão podem contribuir para otimizar os relacionamentos dentro de uma equipe ou empresa.

Ademais, é possível a entender como funciona o processo de tomada de decisão dos clientes e consumidores.

Algumas ferramentas fundamentadas nos avanços da neurociência

Apesar de pouco difundidas, existem algumas ferramentas fundamentadas nos estudos da neurociências, tais como o neurofeedback, que objetiva monitorar e controlar a atividade do sistema nervoso central.

Essa ferramenta é muito utilizada para casos como:

  • atenção, foco e concentração;
  • reabilitação cognitiva;
  • regulação do sono;
  • avaliação e controle do estresse e ansiedade;
  • tratamento de transtornos psíquicos (TDAH, TOC, entre outros);
  • otimização da performance profissional (alta performance);
  • otimização da performance esportiva.

Vale ressaltar que essa técnica não deve ser utilizada indiscriminadamente, cabendo uma avaliação correta das necessidades de uso.

Além do neurofeedback, existem testes neuropsicológicos que podem ser usados em contexto de gestão de pessoas e recrutamento e seleção - a chamada avaliação neuropsicológica.

Um exemplo disso é possibilidade de identificação, prevenção e gerenciamento dos quadros de estresse. E isso é imprescindível para o ambiente corporativo, pois sabe-se que o estresse pode comprometer aspectos cognitivos, tais como a atenção e a memória.

Cabe lembrar que a aplicação desses instrumentos deve ser realizada por um profissional devidamente qualificado em neuropsicologia.

Como aplicar este conhecimento no seu negócio

Antes de tentar aplicar os conhecimentos baseados na neurociência, é importante ter uma formação sólida para isso.

Existem vários cursos, certificados e formações espalhados pelo mercado. Por isso, vale a pena escolher bem o curso - com muita cautela e avaliando a instituição de ensino, de acordo com as suas necessidades e do seu negócio.

Outra opção é investir em um profissional qualificado. Porém, é importante ficar atento quanto a falta de profissionais qualificados, que muitas vezes falam sem ter conhecimentos básicos da área. É importante verificar o currículo, as formações e as recomendações do profissional.

Chris Jacob ressalta que conhecer e aplicar o potencial cerebral permite desenvolver novos hábitos e habilidades, tanto no campo profissional como pessoal. Por isso, o empreendedor que aposta no autoconhecimento embasado na neurociência está à frente dos demais.

Você pode conferir o Webinar completo sobre neurociência aplicada aos negócios que a Chris Jacob ministrou para o #Connect, o programa de eventos ao vivo do Sebrae-PR, clicando aqui.

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Clube Sebrae
Ludmila Pires
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Graduada em Psicologia. É psicoterapeuta e consultora com experiência nos campos de psicologia esportiva, avaliação psicológica, aconselhamento e orientação. Produtora de conteúdo (redação) e entusiasta do Marketing Digital.

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