O bom líder e a gestão de conflitos
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O bom líder e a gestão de conflitos

Um conflito tira o foco da equipe e interfere na fluidez do trabalho. Por isso, é essencial que o líder saiba perceber um cenário de conflito e atuar na gestão de na resolução dele.

Em um artigo da Harvard Business School intitulado “Não evite conflitos, gerencie-os”, o autor define conflito como um “desencontro” das necessidades entre duas ou partes. Por isso, a primeira coisa que o autor expõe como essencial para a resolução de um conflito é saber fazer uma leitura e compreender verdadeiramente as necessidades de cada uma das partes envolvidas.

Tomando como base esse artigo, temos 5 fatores importantes para a boa gestão de um conflito:

1. O que as pessoas demonstram não é necessariamente o que elas precisam:

Como exposto anteriormente, a resolução do conflito começa na compreensão das necessidades de cada um dos envolvidos. O que ocorre é que nem sempre, o que as pessoas expõem, é o que elas verdadeiramente necessitam. Para ilustrar o autor conta a história de uma mãe que, vendo os dois filhos brigarem por uma laranja decide cortá-la pela metade e dar um pedaço a cada. O problema é que um dos filhos estava com fome e queria a laranja para comer enquanto o segundo apenas queria a casca para brincar. Tivesse a mãe compreendido a necessidade real de cada um a laranja poderia ser dividida de uma forma que agradasse o desejo de cada em sua totalidade.

 

2. Negociar exige ouvir a outra parte e não só apresentar o seu lado:

O autor fala que o primeiro estágio de uma negociação de conflito deve ser a escuta ativa do outro. Inclusive o autor fala da abordagem “abertura neutra”. Uma abertura neutra seria algo assim: Eu entendo que nós dois concordamos em X, porém também compreendo que você pensa Y, portanto, eu gostaria de escutá-lo o que você pensa sobre isso.
 

3. Focar nas semelhanças e não nas diferenças:

A “abertura neutra” explicada no item anterior fala também da importância de focar nas semelhanças entre as partes. Entender que as partes envolvidas possuem ideias em comum faz com que o encontro de uma solução torne-se mais fácil.

4. Autoconhecimento:

Compreender as suas próprias motivações e as emoções envolvidas.

O trabalho desenvolvido por Daniel Goleman sobre liderança e Inteligência Emocional tem grande contribuição para o entendimento das características necessárias para um líder e a importância do autoconhecimento como caminho para o desenvolvimento das habilidades que formam um líder.

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O próprio conceito de Inteligência Emocional fala da habilidade de gerenciarmos de forma eficaz a nós mesmos e nosso relacionamento com os outros. Daniel Goleman apresenta em um de seus trabalhos as principais competências:

Self Awareness (autopercepção): esta primeira competência fala sobre a capacidade de conhecer os próprios sentimentos e estados interiores. Esta competência permite perceber os sentimentos e o porquê daquele sentimento, compreender a relação entre suas ações, e os gatilhos que disparam determinados sentimentos. Compreender como está se sentindo, tem uma relação direta com o desempenho no trabalho.

Self Management (autorregulação): esta competência diz respeito a capacidade de lidar e gerenciar as emoções. As pessoas com essa competência sabem gerenciar seus sentimentos impulsivos e emoções aflitivas e são capazes de se manterem positivas mesmo em momentos difíceis. Esta competência é muito importante para um líder, pois a impulsividade leva à confusão e falta de clareza na equipe.

Social Awareness: esta competência trata de algo importante em um líder: a empatia. Empatia é a capacidade social de se colocar no lugar das outras pessoas e compreender seus sentimentos, perspectivas e necessidades. Ainda nessa competência, estão algumas características de um líder:

  • Compreender as outras pessoas

  • Desenvolver as outras pessoas

  • Cultivar a diversidade e respeitar as diferenças dos membros da equipe.

Social Skills: esta competência diz respeito às habilidades de um líder em comunicar, influenciar, liderar, promover e incentivar as mudanças, gerenciar conflitos e saber colaborar e cooperar com a equipe.  

5. Às vezes, evitar o conflito é a coisa certa a fazer.

Entender o cenário macro que envolve um conflito é importante, pois alguns conflitos são resolvidos com o passar do tempo ou a partir de um fator exógeno. É importante entender que às vezes o melhor a fazer é evitar o conflito.

Até a próxima

 

Matheus Ferraz
Matheus Ferraz Seguir

Escritor e consultor de SEO @Upwell

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