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O que é e para que serve a gestão de pessoas?

O que é e para que serve a gestão de pessoas?

Gestão de pessoas se refere ao conjunto de estratégias utilizadas pelas empresas para desenvolver o que há de mais valioso: os funcionários.

Só que gerir o chamado capital humano não é tarefa fácil e diversas empresas acabam deixando isso de lado. O que muitos empresários não sabem é que negligenciar a gestão de pessoas pode ser um fator crucial para a derrocada do seu negócio.

Neste artigo iremos explicar o que é gestão de pessoas, para que serve e quais são os cinco pilares para realizar uma administração eficiente.

Estratégia e planejamento

Nem sempre as pessoas foram consideradas como um ativo da organização, isto é, um patrimônio intelectual. Porém, após muitas transformações no cenário global, essa compreensão se modificou.

Sabe-se hoje que toda empresa só poderá colocar seu planejamento estratégico em prática se levar em consideração todos os colaboradores que ali atuam. Afinal de contas, são as pessoas que fazem a empresa funcionar, ou seja, o funcionário é um fator crítico de sucesso.

Então, considera-se como gestão de pessoas, todas as estratégias e ações que objetivam atrair, reter, administrar e potencializar os funcionários. Por isso, muitas vezes, o termo gestão estratégica de pessoas pode soar como mais adequado para alguns especialistas da área.

Para que serve a gestão de pessoas?

Infelizmente, muitas empresas ainda optam por não investir em seus colaboradores. Com isso, surgem os problemas, tais como: desmotivação, conflitos, alta rotatividade, entre outros. Tudo isso seria evitado, caso a gestão de pessoas fosse aplicada.

Dessa forma, para alcançar um resultado desejado em uma organização, se faz muito importante observar a seguinte fórmula: ter os colaboradores certos + aplicados nas funções exatas + com políticas para mantê-los + monitorar seu desempenho.

Os cinco pilares da uma gestão de pessoas

É essencial ter uma gestão de pessoas que seja eficaz e eficiente. Para tanto, é necessário que essa gestão se respalde nos cinco pilares fundamentais apresentados a seguir:

1. Motivação

A qualidade e eficiência na execução de qualquer ação irá depender do grau de envolvimento do sujeito com a tarefa. A isso chamamos de motivação.

É bem simples: se o funcionário não se sente satisfeito com o seu trabalho, é bem provável que seu rendimento caia substancialmente. Provavelmente, ele sairá da empresa assim que aparecer a primeira oportunidade. Quantos empresários já não perderam bons funcionários ou pessoas promissoras “do nada”?

Por outro lado, se o colaborador está focado e motivado, irá executar suas tarefas, dando o melhor de si. Estará sempre comprometido com os resultados e com a empresa como um todo.

Dessa forma, é importante entender o que á capaz de estimular cada sujeito, ou seja, conhecer o perfil do empregado. Existem diversos fatores motivadores e cada pessoa reagirá de forma diferente a eles.

Para alguns pode ser um fator externo como um salário, um benefício ou incentivos e premiações. Para outros colaboradores, estar em uma empresa que esteja alinhada com um propósito pessoal pode fazer toda a diferença. Assim, é possível estabelecer diversas estratégias que atendam às necessidades motivacionais e, também, às características da empresa: planos de carreira, incentivos, premiações, entre outros.

2. Comunicação

Quando falamos de pessoas, o fator comunicação não deve ser ignorado em nenhum momento. Quantos conflitos não foram criados simplesmente por um mal-entendido?

Para evitar esse tipo de situação ou qualquer outro problema, os gestores devem incentivar o diálogo entre a equipe, comunicando-se de forma clara, coesa e eficaz. Uma boa comunicação previne inúmeros erros de trabalho e desentendimentos desnecessários.

Portanto, é preciso fazer o possível para garantir que os colaboradores tenham as informações adequadas, disponíveis sempre que necessário. Além de falar, também é preciso ouvir, pois a comunicação é uma via de mão dupla.

Para tanto, muitas empresas fazem uso de softwares internos de comunicação. Dessa forma, é possível agilizar a comunicação de forma bastante prática e efetiva.

3. Trabalho em equipe

A empresa é um organismo e não irá funcionar bem se os setores e/ou colaboradores não se comunicam entre si ou não sabem trabalhar em conjunto.

Em um ambiente em que as fofocas tomam conta ou em que um funcionário é incentivado a puxar o tapete do outro, é certo que os resultados desejados não serão alcançados.

Ou seja, o trabalho em equipe é essencial para alcançar os resultados esperados do planejamento estratégico. Com isso, é importante ter grupos de trabalho com objetivos bem estabelecidos e isso deve ser bem comunicado entre todos.

Os gestores precisam, também, entender os pontos de vista, lidar com opiniões divergentes e valorizar os talentos tanto individuais quanto em grupo (com todo o cuidado para não criar desavenças). Aqui, empatia é a alma do negócio.

É preciso ainda garantir a harmonia do grupo, construindo um bom relacionamento entre funcionários. Além disso, é importante incentivar a colaboração, motivar a equipe e estimular a interação sadia entre as pessoas – tanto dentro como fora do ambiente de trabalho.

4. Conhecimento e competências

Conhecimento é o entendimento que se tem sobre algo. Já as competências são um conjunto de conhecimentos, habilidades e aptidões que são essenciais para uma função específica. É o conhecimento colocado em prática.

Se não há conhecimento e competências para executarem as funções, nenhum resultado esperado será alcançado. Isso se inicia no processo seletivo, isto é, no momento em que os profissionais mais adequados são selecionados. Veja algumas dicas sobre como admitir bons colaboradores aqui e qual a melhor forma de contratação aqui.

Nesse caso, avaliação de desempenho para identificar as demandas e a prática de gerenciamento de competências é essencial para maximizar os resultados.

5. Treinamento e desenvolvimento

No mundo atual, quem não se capacita e atualiza acaba ficando para trás. Portanto, o treinamento e o desenvolvimento ajudam a manter os padrões elevados do corpo de funcionários.

Com avaliações é possível identificar os setores que necessitam de melhorias e qualificar os profissionais por meio de cursos, palestras, workshops e outros. Para além do investimento em formação técnica, muitos especialistas apontam para a importância do desenvolvimento pessoal dos colaboradores.

Isso porque quando os funcionários se sentem mais valorizados e incentivados a crescer, eles tendem a retribuir positivamente para a empresa. É mostrar que a empresa se preocupa com o crescimento profissional e pessoal.

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Ludmila Pires
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Graduada em Psicologia. É psicoterapeuta e consultora com experiência nos campos de psicologia esportiva, avaliação psicológica, aconselhamento e orientação. Produtora de conteúdo (redação) e entusiasta do Marketing Digital.

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