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O TERRÍVEL IMPULSO DE PROCRASTINAR

Procrastinar é o ato de adiar algo ou prolongar uma situação para ser resolvida depois.

Há muitos empresários que conduzem suas empresas procrastinando decisões, esperando os dias melhores, esperando vendas melhores, esperando que seus colaboradores fiquem motivados, esperando... esperando.

Alegam que o tempo cura tudo, mas isto é apenas uma metáfora. A cura não vem dos dias que passam, mas das ações que empreendemos a cada instante e que podem ser resolvidas de forma homeopática, lenta e vagarosa ou com um medicamento forte, rápido e objetivo. Nos dois casos o fator tempo foi empregado de maneira diferente, dependendo apenas do quanto se quer ou se deve esperar.

Esperança é outro argumento consolador para quem deseja coisas melhores, pois significa a possibilidade de resultados positivos futuros, baseados na fé, na crença e na perseverança. Será?

Concordo com Clarice Lispector quando diz que é necessário “dar outro nome a certo tipo de esperança porque esta palavra significa, sobretudo, espera. E a esperança é já”. Para muitos problemas esperar significa simplesmente sofrer por mais tempo. Pergunto: quanto tempo um gestor deve esperar para tomar uma atitude diante de problemas que estão limitando ou corroendo os lucros, os ativos ou o capital humano de uma organização?

É a contratação daquela excelente executiva que pode alavancar uma conta estratégica da empresa, ou a demissão do “grande amigo de infância” que estacionou no departamento de marketing e não criou em dois anos nenhum diferencial competitivo para o portfólio de produtos, é o treinamento “caro demais” e, no entanto, essencial para a qualificação da equipe comercial, ou pode ser a consultoria especializada que traria conhecimentos novos e um acompanhamento intensivo sobre o desempenho da direção e do corpo gerencial. Tudo isto esperando e nem sempre por falta de recursos financeiros, mas tão somente pela procrastinação, palavra que significa deixar para depois, adiar uma decisão.

Para muitos este é um tipo de hábito arraigado no comportamento verde e amarelo que deixa para outra hora (e sempre a última) o que precisa se fazer já e que, invariavelmente, leva a prejuízos ou a perda de excelentes oportunidades.

Porém, além da cultura nacional, há três importantes fatores emocionais por trás dos problemas de procrastinação:

- sentir-se vítima da falta de tempo, da sobrecarga de tarefas (muitas delas puramente operacionais, que insistentemente são repassadas aos colaboradores);

- sentir-se incapaz;

- medo do fracasso.

Sejam lá quais forem as razões, é importante identificar as causas para estar mais perto da solução. Comportamentos são atitudes automatizadas e, por esta razão, difíceis de serem alterados de uma hora para outra, sendo necessária a ação do auto conhecimento e da vontade de mudar.

As consequências deste adiamento contumaz podem não apenas causar estresse, desânimo para o próprio gestor, pela terrível sensação de dever não cumprido, como também amargos prejuízos financeiros de grande relevância ou ainda problemas de desmotivação da equipe, pela demora excessiva na tomada de decisão do líder.

Ana Lucia Luz
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Consultora e Coach - ALZ Consultoria

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