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Dentro das principais tendências de mercado: qual o futuro da Comunicação?

Dentro das principais tendências de mercado: qual o futuro da Comunicação?

O que faz hoje um consumidor se interessar por um produto ou serviço? Depende do consumidor, depende do produto/serviço e depende da marca.

Hoje a comunicação passa por uma (r) evolução. A forma tradicional, como conhecemos há um tempo, por TV, rádio, jornais impressos, revistas, ou melhor dizendo, a comunicação sem segmentação de público está sendo deixada pra trás.

A grande causa disso é o surgimento da internet, da internet das coisas e da internet de tudo, que acelerou o processo de disseminação da informação e mudou o comportamento do consumidor: o oráculo dos tempos atuais é o Google.

Se queremos comprar alguma coisa, primeiro vamos pesquisar, vamos comparar, pedir opiniões de quem já comprou, verificar qual a melhor loja e, só quando já temos certeza do que queremos, vamos até o local (isso se a loja ainda não faz vendas online).

Com isso o papel do vendedor também está sofrendo uma evolução, ele tem que ser mais do que um consultor (até porque a consulta já foi feita) e estar de olho no que ele pode oferecer a mais para aquele comprador, além claro, do atendimento que fará com que ele volte a loja/site.

O consumidor quer rapidez, agilidade nos processos, quer ver apenas aquilo que ele está disposto. A comunicação em massa (como é conhecida a comunicação tradicional, feita para “todos”) passa a ser um desperdício de tempo e dinheiro, esse bem tão precioso que ninguém mais tem sobrando nos dias de hoje (estou falando do tempo hehe).

O MUNDO PERTENCE A INTERNET

O primeiro canal para todos os problemas da vida: não só para comprar, a internet é o meio mais usado para tirar praticamente todas as dúvidas que temos, para fazer amizades, saber da vida de alguém, procurar sintomas, diagnósticos, remédios, saúde, beleza, etc., etc.

De acordo com o caderno de tendências do Sebrae, mais da metade da população mundial já tem acesso a internet. E esse número só tende a crescer.

Com isso, novas formas de comunicar surgem, uma delas é o Inbound Marketing que, nós da burnell chamamos de marketing digital de crescimento, pois conseguimos mensurar todas as ações.

O Inbound vai de encontro com as tendências e, principalmente, só fala com quem quer ouvir, é segmentado e está de olho na jornada de compra do consumidor. Além disso essa metodologia procura automatizar alguns processos, economizando tempo e obtendo mais agilidade nos processos de venda: o Inbound vive na era do cliente.

A ERA DO CLIENTE

O que rege as tendências para o mercado de comunicação são voltadas ao que chamamos de, a era do cliente (cliente é rei). E ele não tem muito tempo pra você.

Toda e qualquer forma de comunicar PRECISA ser voltada ao público de uma forma segmentada. Eu só falo com quem quer me ouvir. E só sou ouvido por quem quer me escutar. As marcas precisam estar atentas cada vez mais a isso ou vão perder tempo e dinheiro com pessoas que não estão nem aí para o seu produto ou serviço.

Quem quer? O que quer? Como quer? Qual o principal desafio desse meu consumidor que o meu produto ou serviço vai ajudar a resolver?

Um grande exemplo disso são os jornais impressos que estão morrendo e se tornando totalmente online. Apesar de muitos jornais impressos não existirem mais por falta de atenção às tendências e mudanças de comportamento, alguns tiveram a coragem de mudar (sim, coragem, pois mudar nunca é fácil) e passaram a oferecer conteúdo totalmente online e, seguindo tendências de grandes mercados, como EUA, já estão cobrando por conteúdo de qualidade, investindo em pesquisas e indo atrás de notícias realmente interessantes para o seu público.

QUERO AGORA

Quem aqui aguenta assistir um comercial inteiro no youtube? São apenas 30 segundos. Mas ninguém liga o youtube para assistir comercial, certo? Eu quero ouvir música e eu quero agora. Eu quero assistir filmes e séries a hora que eu quiser e não quero ser interrompida - aí o crescimento de empresas como Netflix e Spotify.

Voltamos a era do cliente. A propaganda, os comunicadores e as marcas precisam se reinventar, ninguém mais quer ser interrompido nos seus meios de entretenimento. Já não basta receber e-mail promocional o dia todo? Precisamos entender o momento certo e a pessoa certa. Precisamos ser facilitadores e não incomodadores. Precisamos aprimorar nossos meios de comunicar, humanizando e nos relacionando com nosso cliente dia a dia.

AUTENTICIDADE

Levando esses conceitos para o mundo das marcas, o consumidor hoje busca valores, verdade e autenticidade. Quanto mais o discurso da marca for autêntico, verdadeiro e fizer conexão com os valores dos clientes, mais engajamento vai conseguir.

De acordo com o caderno de tendências do Sebrae: “as mídias tradicionais têm reduzido sua importância na era digital, garantindo que o relacionamento tenha cada vez mais influência na decisão de compra. As campanhas de marketing mais efetivas utilizam atributos como storytelling, impactos sociais e motivos autênticos que propiciem o maior engajamento. É preciso repensar a linguagem e principalmente os canais de comunicação. Encontrar novos canais para criar uma conexão emocional com o consumidor.”

Apesar de o mundo ser digital, quem mora nele somos nós, humanos, e as marcas não podem esquecer disso jamais.

E COMO FAZER PARA SER VISTO E OUVIDO?

Segundo o caderno de tendências do Sebrae, “a melhor forma de se destacar no universo digital é através de imagens e por meio da comunicação visual. Um estímulo visual chega ao cérebro 60 mil vezes mais rápido que um estímulo de texto e 90% das informações que retemos é visual.”

Por isso, além de segmentar seu público, é importante investir na produção de conteúdo visual, mais imagens e vídeos (ao vivo nas redes sociais), customização e personalização de mensagens, com linguagem mais simples e direta. Estar ligado ao consumidor, ao seu estilo de vida, aos seus desafios e, não esquecer que estamos trabalhando sempre com pessoas que querem agora.

HOMOGENEIDADE

Ainda há mais mudanças acontecendo, como a homogeneização de gênero, idade e classe social. Há uma tendência em que tudo isso deva se misturar nos próximos anos.

O que é bom pra pessoas mais novas, quem sabe seja também para pessoas mais velhas e vice-versa. O que é pra homem também é pra mulher (o que é homem e mulher?). A ideia é de que o gênero já não será mais uma forma de segmentação, o que a pessoa gosta ou deixa de gostar já não será mais atrelada a isso. A mesma coisa vale para classes sociais.

É a evolução de conceitos do SER humano.

Desenvolvimento de parcerias entre empresas concorrentes, governos, conectividade entre as empresas, quanto mais conexões e desenvolvimento de parcerias, mais longe o projeto deve ir, mais pessoas sua marca alcança.

Empoderamento feminino, sustentabilidade humana, sustentabilidade de consumo, movimentos sociais e culturais estão cada vez mais presentes e sendo valorizados pelos consumidores. E nós, como bons comunicadores e donos de empresas precisamos no engajar e trazer pra dentro dos nossos conceitos empresariais.

Há muito mais coisas acontecendo, essas são apenas algumas das tendências que podemos levar para o mundo da comunicação. Tem muito mais aqui no caderno de tendências do Sebrae. Fique de olho e não fique pra trás!

Clube Sebrae
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Lina Bennemann - burnell.com.br

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