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Procrastinação: não deixe para amanhã!

Procrastinação: não deixe para amanhã!

Sonhar não custa nada, mas procrastinar pode custar caro para quem almeja mas não põe em prática seus planos. Cria, muitas vezes, formas de adiar resoluções tomadas com empolgação num dia, sendo que na manhã seguinte ela perde toda a graça e se torna uma ideia ruim, sem futuro.

Não dá para deixar sempre tudo para amanhã!

Procrastinar pode ser necessário em algumas situações, mas como tudo na vida, não deve se tornar um hábito, inserindo-se, sorrateira, em nossa maneira de viver, tornando-se uma característica da pessoa, Se esta forma de agir (ou deixar de agir) está afetando suas relações, tanto sociais como no trabalho, ligue o sinal de alerta, E, se não conseguir resolver o problema sem ajuda, procure um profissional qualificado para tal, assim, terá o diagnóstico e tratamento corretos. Como qualquer doença, física ou não, se não tratada logo, pode levar a consequências graves mais adiante.

Mas como reconhecer os sintomas de deixar para depois o que poderia ter sido feito naquele momento? Eis algumas:

1) Alegar falta de tempo para realizar uma tarefa, quando na verdade está sobrando tempo.

2) Julgar a tarefa simples e procrastinar, achando que pode resolvê-la rapidamente. Fato que não acontece, porque você está adiando indefinidamente um pequeno problema. O adiamento dele é que o torna grande na mente daquele que o faz. Porque problema não solucionado, decisão não tomada, fica remoendo em nossa mente, afetando humor e, consequentemente, a produtividade.

3) Medo de tomar uma decisão a qual venha se arrepender mais tarde. Ninguém possui bola de cristal para prever o futuro. Viver é arriscado. Não há como saber se uma decisão adiada será boa ou não, se você não se dispuser a tomá-la.

4) Problemas pessoais, sejam em família, relacionamentos ou, até mesmo, profissionais, tendem a deixar as pessoas menos produtivas, cansadas, desanimadas e dispersas. Ambiente perfeito para a procrastinação se instalar e se fixar.

5) Identificar que não sabe como solucionar o problema em questão e ter vergonha ou medo de assumir isso. Essa insegurança pode partir de um problema pessoal como baixa autoestima, ou mesmo por orgulho em admitir que não sabe resolver uma tarefa que, por exemplo, se encaixa no seu perfil profissional.

6) Existem pessoas que são perfeccionistas. E, neste mundo, as únicas certezas que temos é que não vamos viver para sempre e que somos imperfeitos. O perfeccionista, mais que orgulho ou soberba, está desenvolvendo uma doença emocional que pode levá-lo a sérias consequências, como passar a exigir muito de si e dos outros a ponto de nada para ele se encaixar. É aquela situação, o mundo está contra o perfeccionista.

7) Pessoas naturalmente dispersivas tendem à procrastinação. É evidente que não se há como estar 100% focado em alguma coisa, mas 0% é inaceitável, principalmente num mundo em que você piscou, ele mudou.

8) A dúvida. Fazer ou não fazer, eis a questão. Muitas vezes, a pessoa não é de procrastinar, mas há sempre o calcanhar de Aquiles, o ponto fraco. E quando isto ocorre, ela, literalmente, trava e fica ruminando a dúvida. Se isto acontece no ambiente de trabalho, pode ser considerado enrolação, falta de objetividade e produtividade.

9) Receio de desagradar. Existem pessoas que não toleram desagradar a ninguém. Ficam em cima do muro, esperando se alguém toma a decisão em seu lugar. Principalmente, se tal resolução for contrária a alguns. Ora, não se pode agradar a gregos e troianos, mas há os que pensam que podem. E se a decisão a ser tomada fere a suscetibilidade de alguém, ou um grupo, ele procrastina até a "morte".

10) Preguiça, ócio. Isso mesmo! Existem pessoas que simplesmente não toleram decidir nada. Preferem que outros façam por elas. Querem viver na sombra das decisões alheias. São os ociosos satisfeitos em se deitar na rede e beberem sua vidinha, enquanto outros partem para a luta. Porque a vida é feita de escolhas. Não fazê-las sem motivo justificável, tem o nome de preguiça.

Todos esses motivos afetam a vida a pessoal de quem procrastina, As decisões se acumulam feito entulho em torno daquele que sofre desse mal e prejudica não só sua vida pessoal, mas, de forma considerável e muitas vezes irreversível, a vida profissional.

Tomar decisões mesmo equivocadas, é dever de todos. Se não sabe, pergunte. Se não conhece, estude. Se procrastina e não consegue parar, peça ajuda. E assim por diante. Arregace as mangas e faça o que deve ser feito. Os resultados dirão se o rumo da sua história precisará de correção no curso ou se o caminho é esse mesmo. Isto se chama viver.

Procrastinar, como tudo na vida, tem cura. Basta tomar a primeira decisão: se imbuir da vontade de vencer.

Para os que ainda não se convenceram e continuam tendo dúvidas se devem tomar a decisão de retirar a procrastinação de suas vidas, aqui vai um texto que pode ajudar:

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que não irão te amar pelo mesmo motivo". Impossível ser o que o todos esperam de nós, mas podemos ser o melhor que nós pudermos. E olha que você pode se surpreender com as sua capacidade de decisão, superação, dentre outras.

Organizar suas atividades diárias, é o primeiro passo para deixar de adiar as coisas. Muitas vezes, o próprio ócio que acalentamos, procede de um vazio interior que desconhecemos e preenchemos com coisas, que não substituem pessoas e suas relações com elas. Principalmente com você mesmo.

Se seu empregador ou seus funcionários encontram uma pessoa confiante, que toma decisões, responde questões difíceis sem titubear, mesmo que internamente, ela ainda não tenha absoluta certeza, tanto o primeiro quanto o segundo irão, no mínimo, passar a respeitar você. Uma pessoa organizada, tranquila, mesmo nos momentos mais turbulentos em que as decisões ganham um contorno de maior dramaticidade, pode fazer a diferença.

Vivemos num mundo onde predominam os discursos de ódio, as diferenças de ideologia, políticas, sociais e até pessoais variam ao infinito, levam as pessoas a procrastinação. Tudo para não se aborrecer. Esta solução é um bomba relógio que mais cedo ou mais tarde há de atingir aquele que usa do artifício da procrastinação, seja pelos motivos citados, sejam outros, porque em termos de emoções humanas, as causas são incomensuráveis. Muitas vezes, nem "Freud explica".

O que está claro neste assunto, é que o primeiro e maior prejudicado é o que vive de adiar sonhos, resoluções e compromissos. É como um barco sem bússola, que navega ao sabor dos ventos e pode atracar em segurança, no entanto, mais provável é que se espatife em penhascos ou soçobre num mar muitas vezes em fúria. Quem adia, indefinidamente, as coisas pode tornar um simples distúrbio, numa doença crônica, que se deixada sem o devido tratamento, torna-se incurável.

E quais seriam as soluções para tão grave problema? Algumas dicas abaixo podem ajudar:

1) Procure ajuda de um especialista, antes que uma ou outra dúvida se transforme numa doença séria.

2) Exercite a autoestima, a confiança em suas atitudes. Acredite que você é capaz de tomar decisões difíceis, porque se assim não fossem, elas não viriam até você.

3) Não deixe a dúvida soterrar sua vida. Quanto mais adiar decisões, mais decisões serão difíceis de serem tomadas, porque mais dúvidas surgirão. É uma bola de neve. Não deixe que isso aconteça.

4) Tenha uma agenda com as tarefas de cada dia. Faça uma de cada vez. Muitas vezes a procrastinação não passa de desorganização. A pessoa não faz nada porque não sabe por onde começar.

5) Perdoar-se. Mesmo que você tome a decisão errada, perdoe-se. Atire a primeira pedra quem nunca errou.

6) Não se perder porque seu chefe chamou sua atenção. Vide item 5. Faça melhor da próxima vez. Crescimento sem esforço é como plantar flores no deserto e ir embora.

Cuidar de si mesmo é o primeiro passo para se vencer esta dificuldade que pode se transformar em doença e, por conseguinte, tornar-se crônica. Leia coisas boas, positivas, assista filmes que elevem sua autoestima, sinta-se bem com você.

A autoconfiança é o remédio que cura ou pelo menos diminui bastante os efeitos da procrastinação, seja no trabalho, seja na vida. Pense uma coisa: se você está num determinado lugar, trabalho social, empregado, industrial, empresário, empreendedor, etc., é porque você fez jus a ele e deve sentir-se orgulhoso(a) por este feito.

Como dito anteriormente, é humanamente impossível não procrastinar em algumas situações. O que não pode acontecer é virar hábito. Tomando como uma verdade, que uma coisa leva a outra, tipo efeito cascata, a procrastinação pode levar a outros problemas, como perda de vontade, isolamento, dificuldade de se relacionar com pessoas em nível social ou profissional, etc. Procrastinar sempre é doença e precisa ser tratada como tal, para que não se espalhe como um vírus e derrube você e, consequentemente, sua vida.

O estresse alimentado por uma vida agitada, de muitos compromissos, pressões e cobranças, pode levar à depressão, a rainha da procrastinação. Uma pessoa deprimida não pensa em mais nada, não decide coisa alguma, perde a vontade de viver.

Chegando nesse estágio, pode-se dizer que é o fim da estrada? Ainda não. Mas caso o doente não procure se ajudar, procurando ajuda, ninguém poderá fazê-lo por ele. O que precisa ser entendido aqui é que quando se atinge este estágio, tudo o mais perde valor, e procrastinação passa de protagonista a refém daquele que se deixou levar por ela.

Para melhor entendimento:

  • Procrastinar no ambiente de trabalho: as consequências desta atitude pode levar até à demissão, no caso de um empregado ou à falência do negócio, se falamos de um empreendedor. Por outro lado o cerne da questão pode ser o próprio trabalho. Se o empregador ou empreendedor não está feliz com o que faz, a ponto daquela função prejudicar sua vida, tanto no aspecto emocional como físico, ele certamente iniciará, em algum momento, um processo de procrastinação que o levará à situação acima exposta. Mas se o caso for de inibição, medo, stress, ou quaisquer outros motivos que não o profissional, então há remédio para salvar o emprego ou o negócio.

  • Procrastinar no ambiente doméstico: quando alguém leva o adiamento de tarefas, muitas vezes simples, para o ambiente doméstico, é que das duas uma: ou a pessoa adoeceu, ou ela se descobriu e se aceitou daquela forma ociosa de ser. No último caso, a maior prejudicada será ela, num futuro próximo. No primeiro caso, uma reflexão séria sobre os motivos de tal atitude pode levar a uma solução rápida. Caso contrário, como dito antes, a busca de ajuda de profissionais capacitados para ajudar com uma terapia que leve ao cerne do problema, resolve a situação.

  • Procrastinar no ambiente social: semelhante, mas não igual ao ambiente doméstico, adiar escolhas e decisões no ambiente social, pode ser um outro tipo de inibição, como o medo de entrar num novo relacionamento, ou fazer novas amizades. O medo é necessário a vida, mas quando domina nossas ações leva à procrastinação e ao isolamento social. No ambiente doméstico, a semelhança pode ser mais com o trabalho. Insatisfação com a família, com o serviço de casa, com os vizinhos, etc. Há pessoas que procrastinam o retorno ao lar, se demorando no ambiente de trabalho, para chegar o mais tarde possível. É como uma fuga do problema. Quando as coisas vão mal no trabalho e na vida doméstica, a procrastinação não pode vencer as resistências morais daquele que passa por tal situação. Uma pessoa que adia decisões perde oportunidades. Esta serve para todas as situações.

  • Existe também uma quarta situação que é a procrastinação generalizada. Ou seja, aquela que o indivíduo faz em qualquer situação, ambiente ou com pessoas, inclusive ele mesmo.

No ambiente de trabalho, por exemplo, encontramos pessoas mais sensíveis que detectam o problema e procuram ajudar. Há empresas que também o fazem, buscando soluções, já que um funcionário produtivo é melhor que um indeciso.

O mesmo ocorre nos outros ambientes, mas, certamente, o ambiente de trabalho é mais sensível a este tipo de atitude, pois que estes indivíduos afetam diretamente a cadeia produtiva da empresa, seja qual for a função que exerçam.

Antes de tomar qualquer decisão, vale à pena conversar abertamente com aquele que sofre do mal da procrastinação, visando aferir se esta atitude é oriunda de um problema alheio ou além da vontade do que o sofre, ou um desleixo daquele profissional, que se desinteressou pelo trabalho que exercia.

Em suma, a procrastinação é um assunto fácil de detectar mas, muitas vezes, difícil de solucionar, tal a gama de situações que envolvem uma pessoa que se utiliza de forma costumeira deste artifício para, de alguma forma, fugir das responsabilidade da vida. Seja no trabalho, no ambiente doméstico ou social.

A maioria dos casos, salvo as exceções à regra, têm sua origem no emocional do indivíduo e como qualquer outra disfunção, deve ser tratada com toda a atenção e cautela que o assunto merece.

Procrastinação tem cura, desde que o interessado deseje isso. E para tal, faz-se necessário, como tudo, que o mesmo admita que está com este problema. Porque a negação de situações como essa, é muito comum.

Ninguém gosta de ser tachado de irresponsável, medroso ou coisa que o valha. Para isto, cria mecanismos de defesa, calcado justamente na negação de tal fato. Um bajulador não admite que o é, assim como um aproveitador. Procrastinar pode ser proposital, mas reiterando que na maioria dos casos é assunto de ordem emocional, que gera uma sensação de irresponsabilidade. Mas no fundo é medo, estresse, insegurança.

Não protelar o tratamento e a consequente cura é uma atitude necessária para todo aquele que sofre desse mal e deseja desvencilhar-se dele. Procrastinação pode ser a ponta de um iceberg bem maior escondido no âmago do ser. Por isso a necessidade de, dependendo do nível de grandeza do problema, procurar ajuda especializada.

Existe, inclusive, remédios que podem ajudar o indivíduo a lidar melhor com esta situação que pode, como já vimos, tornar-se uma doença crônica. Se o doente de procrastinação tomar uma decisão certa, que é a de pedir ajuda especializada, pode descobrir que por trás de dúvidas que pareciam simples de se resolver, existiam uma gama de problemas ocultos sob a forma de insegurança.

Muitas doenças funcionais escondem problemas bem mais sérios. Por isso não ache que estar doente é apenas uma situação de ordem exclusivamente física. Há doenças emocionais que são tão ou mais graves que doenças tradicionais. E, muitas vezes, o que vai para o corpo, procede das emoções mal resolvidas.

Essa questão é crucial para todo empreendedor, empresário, aqueles que têm sob seu comando, pessoas que produzem com o intuito de gerarem lucro. Antes de tudo são pessoas, e como tal devem ser tratadas. Se uma máquina quebra e deixa de produzir, o dono não chama o mecânico que a conserte o mais rápido possível, para que ela volte a produzir e ser útil?

A pessoa pode “quebrar” às vezes. Mas não apenas no físico, que o impeça de trabalhar. Muitas vezes ele está mais doente no ambiente do trabalho que aquele que está afastado por motivos médicos.

Os seres humanos são o maior bem que uma empresa pode ter. Nenhuma tecnologia, por mais avançada que seja, pode substituir um ser humano, numa tomada de decisão. Máquinas não procrastinam, é verdade, mas não pensam. Quem pensa é o indivíduo. E se pensa, tem dúvida, é acometido vez por outra pela insegurança. Precisa de tempo para tomar uma decisão importante. Coisas que máquinas não podem fazer. Elas servem ao homem, e não o contrário.

Por isso, uma boa atitude para evitar males como a procrastinação dentro do ambiente de trabalho, é a prevenção. Tanto da empresa para com sua mão de obra, quando o próprio empregado ou empreendedor.

O bem maior de uma empresa necessita de monitoramento. Não só para aferir suas habilidades e produtividade, mas também para verificar sua emotividade, sua motivação e capacidade de lidar com problemas.

O trabalhador certo no lugar certo, é certeza de lucro. A procrastinação é um mal silencioso, oriundo de outros mais ocultos. Não podendo, dessa forma, ser tratado como coisa qualquer. Separar procrastinação de irresponsabilidade, negligência e ócio, é uma tarefa que cabe a todos os envolvidos e afetados, direta e indiretamente pelo problema.,

Para aqueles que fazem da procrastinação uma prática, eles ou elas são o maiores interessados. Não pode deixar na mão dos outros a solução do problema que é deles. Podem sim, e devem pedir ajuda, se necessário. Mas jamais transferir as suas responsabilidade para outros ombros, muitas vezes tão cansados que não possuem força para dizer não.

Quem procrastina, mesmo sem ter essa vontade, mesmo sem conseguir impedir, interfere na vida de muitos, seja no trabalho, no lar, ou em sociedade. Aquele que a tudo protela sofre de um mal que pode ser agradável a ele, que o deixe confortável. Este terá que assumir as consequências dos próprios atos procrastinados.

Quanto aquele que faz uso de tal prática sem o desejar, este merece atenção e tratamento. Mas sem esquecer, que tudo deve partir dele. Que quando se descobre que está procrastinando, a primeira atitude é deixar de protelar o problema. Esta tomada de decisão será importante para o afetado, mas também para todos os que sabem do problema e convivem com ele. Enfrentando o problema de frente, sairá vencedor e conquistará o respeito de todos.

Decisões são tomadas mesmos pelos procrastinadores. Protelar, adiar, deixar para amanhã algo é uma decisão. Abrir os olhos e ir ou não trabalhar, também. Veja quantas decisões são tomadas sem que aquele que protela outras saiba.

Num mundo onde tudo é para “ontem”, o que também é um problema, o de ansiedade, mas isso é outro assunto, procrastinar a vida é decretar o fim dela. O pior não é deixar para depois. O pior mesmo, é perder a viagem e nunca saber se aquela decisão mudaria para sempre a sua vida, a vida da sua empresa, a vida dos que você ama. Então, a palavra que fica é: faça. Deixar para amanhã sempre, é o mesmo que nunca fazer!

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