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Programa ALI e a Responsabilidade Socioambiental

Primeira publicação no clube do empreendedor, aquela apreensão bate, sobre o que escrever? Um engenheiro ambiental escrevendo, sabendo que o drama da maioria dos engenheiros é justamente “escrever” – “eu sei fazer conta e não escrever!”. Apesar de que na engenharia ambiental você precisa fazer os dois, só que aí eu estou no “meu campinho” (onde me sinto à vontade), mas a realidade é outra, pois agora estou participando do Programa ALI (Agentes Locais de Inovação) do Sebrae que é voltado para implantar a cultura de inovação nas pequenas empresas com o diagnóstico Radar da Inovação e, também, ajudar os empresários a gerir melhor o seu negócio através do diagnóstico do MPE de desempenho de gestão. E é aí que o bicho pega!

Mas indo direto ao ponto, abaixo relato como foi realizada ação bem como os resultados alcançados.

O Envolvimento do Programa ALI com o “Clean Up The World

Este primeiro post foi designado para relatar sobre uma ação que tenha obtido algum resultado satisfatório para a empresa. Aqui o resultado não teve impacto só na empresa, mas sim na comunidade e no meio ambiente (não consegui sair do tema ambiental). A ação consistiu em participar do programa “Limpando o Mundo” ou como conhecido mundialmente: “Clean Up The World”. Para os leitores entenderem melhor o contexto farei uma breve explicação da região que atuo, sobre o “Limpando o Mundo” e como a empresa teve o conhecimento dele.

Atuo com o Programa ALI na região da Foz do Itajaí em Santa Catarina, mais precisamente em Balneário Camboriú, para quem não conhece a região ela é rodeada por praias e rios. Não entrarei em discussão no comportamento da sociedade e do poder público em relação a preservação do meio ambiente. Mas o australiano Ian Kiernan, indignado com a poluição encontrada ao participar de uma regata no Mar de Sargazos no Caribe, resolve em 1989 na cidade Sidney com ajuda de amigos e voluntários criar o “Clean Up Sydney Harbor Day” para a limpeza das imediações do porto da cidade, o que em 1993 veio a se tornar “Clean Up the World” com a ajuda do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).* Tendo conhecimento do programa, o curso de engenharia ambiental da UNIVALI/Itajaí começou a realizá-lo nas praias e rios da região com a participação de professores, alunos e voluntários.

Como fui acadêmico da UNIVALI/Itajaí e participei de algumas edições desta ação, sugeri a ideia para a empresa Lanci Madeira Plástica que trabalha justamente com madeira plástica e tem todo apelo ambiental envolvido em seus produtos, pois ela provém da reciclagem de lixo plástico (garrafas pet, pneus, sacolas). Ao expor a ideia ao empresário, ele me autorizou em fazer contato com o laboratório de gestão e valorização de resíduos da UNIVALI/Itajaí para ter informações sobre a participação de empresas privadas na ação com a entidade. E a forma de participação foi patrocinar a ação com um valor X para a compra de material como luvas e sacos plásticos para realizar a limpeza das praias e rios.

O evento como sempre, é bem elaborado e tem ampla participação da comunidade. Segue a lista dos principais resultados obtidos com a ação:

  • Número de municípios participantes: 7 (Penha, Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Porto Belo e Tijucas);
  • Número de pontos: 16 (envolvendo coleta de resíduos e sensibilização junto à comunidade);
  • Total de participantes: 350;
  • Quantidade de resíduos coletados: 300 sacos (100 litros);
  • Principais resíduos coletados: embalagens de bebida, de alimentos, garrafas PET, pedaços de isopor, latas de alumínio e bitucas de cigarro;
  • Com 60 participantes e 58 sacos de resíduos coletados, o município de Tijucas se mostrou ser o ponto mais crítico;
  • Totalizando os 4 pontos de sensibilização junto à comunidade, foram distribuídas mais de 200 mudas nativas e 300 panfletos e materiais de divulgação de projetos socioambientais dos municípios envolvidos;
  • Total de apoiadores: 18 entidades entre empresas privadas e órgãos públicos;
  • Antes e após a realização do evento, o mesmo foi noticiado por 20 veículos de divulgação, dentre eles o Diário Catarinense (Florianópolis), o Jornal do Meio Dia - RIC TV (Itajaí), Jornal Diário da Cidade (Itajaí) e o Jornal O Atlântico (Itapema).

Como demonstrado acima, o resultado não só foi para a empresa e sim para o bem comum de uma causa que a cada dia preocupa mais.

Bom, agora que já conhecem um pouco do “Clean Up The World”, quem aí topa participar do próximo? Ou até mesmo fazer um trabalho socioambiental na região onde mora na data do evento? Se cada um fizer a sua parte, aos poucos vamos melhorando pelo menos o local aonde vivemos!

Link da página oficial do “Clean Up The World”: http://www.cleanuptheworld.org/

Vitor Bertuol Frandoloso
Vitor Bertuol Frandoloso Seguir

Agente de Inovação - Sebrae/SC

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