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Saiba mais sobre os sete erros na gestão financeira

Saiba mais sobre os sete erros na gestão financeira

Manter a boa saúde financeira da empresa está diretamente relacionado a forma como os recursos disponíveis são geridos e, principalmente, como são investidos no negócio. Na falta de um planejamento, organização e controle das finanças, é bem provável que seja necessário buscar ajuda de terceiros, como bancos e financiamentos.

Para não cair em erros de uma má gestão financeira e acabar mergulhando em direção ao fracasso, é preciso se manter atento nas falhas mais comuns na gestão financeira da sua empresa. Quer saber quais são eles? Continue a leitura e descubra hoje os sete erros mais comuns que podem levar qualquer negócio ladeira abaixo!

1. Confundir as finanças empresariais com finanças pessoais

Esse é um erro bastante comum que ocorre tanto em pequenas e médias empresas quanto em grandes organizações. A prática de misturar as contas pessoais com a da organização acaba sendo um verdadeiro "pesadelo" para muitos empreendedores.

Isso porque a pessoa acaba não sabendo o que exatamente é um gasto pessoal daquilo que deve ser pago pela empresa. Com isso, a saúde financeira da organização acaba sendo prejudicada em prol das finanças pessoais.

Confundi-las com as da empresa é uma atitude que impacta negativamente o fluxo de caixa da empresa comprometendo, assim, seriamente, as operações da organização e o capital de giro.

Caso a empresa precise de recursos para financiar suas atividades, terá que recorrer a terceiros ou empréstimos para suprir as necessidades do seu ciclo operacional.

Por isso, é fundamental manter o controle e a devida separação das contas da empresa com as finanças pessoais. É essencial que o empreendedor reserve um pró-labore mensal para que possa programar a gestão financeira da companhia sem recorrer a retiradas do caixa - o que é uma grande falha.

2. Não controlar o estoque

Outro grande erro na gestão financeira de muitas empresas é a falta de controle de estoque. Já diz a expressão "estoque parado, dinheiro parado". Quando o gestor não mantém um acompanhamento periódico dos itens que tem em estoque pode levar a empresa a sérios prejuízos.

Vale destacar que, quando a empresa tem produtos estagnados acaba tendo um valor de investimento sendo perdido. Um estoque não pode ter itens parados e, tampouco, itens em falta. No primeiro caso, a empresa terá prejuízos financeiros com peças paradas e com pouca demanda e, no segundo, a falta de mercadorias leva a perda de vendas.

O importante é realizar um inventário periódico do estoque de modo a manter um equilíbrio entre o que sai e o que entra, com produtos suficientes para atender as necessidades do cliente.

É extremamente importante que o empreendedor conheça a quantidade exata de produtos que deve ter em estoque para suprir a demanda. Por isso, é fundamental manter os itens de cada categoria separados, registrando corretamente suas entradas e saídas e comparando-os com os registros de vendas.

Para agilizar todo esse processo, é possível contar com um sistema de gestão empresarial. Desse modo, a rotina operacional e gestão do estoque passa a ser automatizada e integrada com os diversos setores da companhia, o que auxilia no acompanhamento preciso do nível dos itens estocados, bem como das vendas.

3. Não manter um fluxo de caixa atualizado

Manter um fluxo de caixa desatualizado e sem o seu devido controle é um dos principais erros na gestão financeira de muitas empresas. E essa é uma prática que está muito além de simplesmente conferir o extrato do banco ou atualizar planilhas com as receitas, prejuízos e lucros.

O correto controle do fluxo de caixa não se trata apenas de uma ferramenta cuja aplicação se destina a verificar o que ocorreu durante determinado período no passado. Ela é um importante instrumento de gestão que auxilia o gestor a planejar o futuro dos seus negócios.

Por meio do fluxo de caixa é possível saber quais recursos que a empresa tem disponível, o quanto de receita foi gerada e o montante que está sendo destinado às despesas para manter o ciclo operacional da companhia.

Além disso, com uma boa gestão do fluxo de caixa, é possível extrair informações estratégicas sobre o negócio. Entre eles o histórico dos clientes, o fluxo de pagamentos e recebimentos, entre outros.

4. Não contar com a tecnologia

Dê adeus às planilhas. Não investir em processos automatizados prejudica a boa gestão financeira da empresa e, principalmente, impossibilita que o gestor tenha uma visão mais apurada de como estará os resultados do seu negócio.

A evolução do controle financeiro empresarial vem trazendo inúmeras vantagens para quem precisa controlar as entradas e saídas de recursos em tempo integral.

É possível, por meio da otimização da rotina de controle de caixa, ter acesso às informações financeiras com maior agilidade e segurança. Um software de gestão financeira gera uma maior produtividade, além de reduzir as chances de erros.

Por exemplo, quando os registros de caixa são realizados de forma manual, ou seja, com lançamentos em livros ou em planilhas, a possibilidade de falha é bastante grande.

Quando a empresa adota um sistema de gestão financeira para gestão e controle de caixa, as informações podem ser verificadas periodicamente, de maneira rápida e muito mais eficiente.

Além disso, com um sistema de gestão é possível realizar a confrontação das entradas e saídas de recursos de caixa, dispensando a digitação e processos manuais.

5. Não investir em soluções online de pagamento

O segmento de pagamentos online tem se tornado mais competitivo nas últimas décadas. Com a evolução do acesso aos dispositivos móveis, a competição entre gateways, intermediadores e adquirentes está cada vez mais acirrada.

Ao optar por soluções online de pagamentos, a experiência de compra do cliente passa a ser facilitada e acessível, ou seja, oferece ao comprador a opção de que efetive a compra sem dificuldade e com total segurança.

Cartão de crédito, boleto bancário, débito online, enfim, todo o processo de compra e pagamento é realizado com a segurança dos dados e com a redução de abandonos ou perdas na hora de efetivar a transação.

Quando o empreendedor deixa de lado a adesão de novas soluções de pagamento, acaba abrindo espaço para que o cliente procure a concorrência.

6. Não realizar uma boa gestão do capital de giro

O planejamento do capital de giro é, sem dúvida, uma das maiores dificuldades das empresas no que diz respeito à gestão financeira e orçamentária. Ao falhar nos cálculos dos ciclos operacionais e financeiros, o gestor fica impossibilitado de saber, por exemplo, o tempo necessário para que o investimento da empresa retorne ao caixa.

É importante destacar que, quanto mais longos forem os ciclos operacionais, mais recursos de fluxo de caixa no curto e médio prazo serão necessários para manter a empresa em funcionamento.

Isso significa que a média de recebimentos deve ser menor que a média de pagamentos feita por fornecedores. Assim, o fluxo de caixa se manterá continuamente em equilíbrio e suprirá a necessidade de capital de giro quando for preciso.

É fundamental que o empreendedor adote estratégias de gestão de caixa que possam promover a redução dos períodos de estocagem e cobrança e, principalmente, aumentem os prazos de pagamento para otimizar o ciclo financeiro e, com isso, garantir uma boa gestão financeira e análise do capital de giro.

7. Não acompanhar a liquidez do negócio

Indicadores de desempenho fornecem uma visão real da situação financeira e orçamentária da empresa. Por meio da geração de relatórios gerenciais é possível saber quais as obrigações de curto, médio e longo prazo, além de avaliar se a companhia tem geração de caixa para se comprometer com futuros investimentos.

Ao dispor de informações que atestam a capacidade da empresa em satisfazer suas obrigações de pagamentos, é possível estabelecer cenários futuros que permitam à organização evoluir os resultados e buscar melhor colocação no mercado.

Conhecer a liquidez dos negócios possibilita avaliar a solvência financeira da empresa e quais as possíveis dificuldades para pagar as obrigações de curto prazo. De forma geral, é importante que o gestor tenha em mãos informações que possam subsidiar a análise das contas da empresa, de forma a identificar quais foram convertidas em vendas ou caixa.

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Clube Sebrae
Carla Geremias Seguir

Redatora Web.

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