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Saiba tudo sobre Compliance

Saiba tudo sobre Compliance

O mundo dos negócios é altamente dinâmico e se move de forma cada vez mais frenética. Isso faz com novas ações e aplicações surjam todos os dias e vão muito além de uma nova forma de fazer as coisas; elas podem representar verdadeiras transformações. Nesse sentido, uma das ações que mais tem se popularizado no Brasil e do qual vale a pena falar é o compliance.

Mas você sabe exatamente o que isso quer dizer para as empresas? Qual a sua importância?

Nos próximos parágrafos, selecionamos os aspectos mais relevantes sobre esse assunto. Acompanhe e fique por dentro desse tema que pode ser decisivo para sua organização se destacar ante a concorrência no mundo dos negócios.

Entendendo o que é

Compliance, em termos simples, é estar de acordo com as regras e diretrizes adotadas, tanto internas quanto externas. Essa palavra deriva do inglês “comply” que, basicamente, significa agir de acordo com as regras.

Tal atividade tem como finalidade fazer com que sua empresa cumpra rigorosamente todas as disposições de órgãos de fiscalização e regulamentação com relação aos padrões e diretrizes definidas para o seu segmento de atuação.

O compliance envolve todas as diretrizes e políticas do negócio em todas as esferas possíveis – ética, jurídica, financeira, contábil, fiscal, trabalhista, previdenciária e etc.

Benefícios do compliance para as empresas

As organizações que conseguem crescer e se expandir de forma considerável aumentam proporcionalmente o nível da complexidade de suas atividades. Tudo isso provoca um ambiente de regulação que está em constante mudança.

Dessa maneira, a adoção dessa ferramenta pela empresa tem como principal ponto auxiliar e garantir que tudo seja feito de acordo com as leis e regulamentos em vigor.

Afinal, sem isso a empresa poderá ser alvo de multas, litígios, restrições regulatórias dentre uma infinidade de outras punições.

Outro fator positivo com relação à implantação do compliance é que a empresa evita possíveis situações de exposição negativa – problemas ambientais, assédio moral, corrupção, desvios, entre outras que podem prejudicar significativamente a imagem da companhia para os seus clientes, investidores e gestores.

Buscar estar de acordo com as normas internas e externas apenas traz benefícios para a empresa tornando-a mais reconhecida e de confiança do mercado.

Na realidade, podemos considerar todos os benefícios do compliance como uma vantagem competitiva.

A empresa consegue mais credibilidade, o que possibilita mais valorização da organização, um retorno maior e melhor dos investimentos além de mais acesso às linhas de crédito.

Os responsáveis pelo setor

Mesmo que o compliance seja algo ainda visto com relativa desconfiança por alguns empresários, o fato é que ele tem crescido e ganhado espaço dentro das organizações.

Por outro lado é um ponto curioso que vale a pena ser comentado, pois não há sentido algum em implementar ações de sustentabilidade, ética e responsabilidade social se os envolvidos – colaboradores, gestores etc – estiverem envolvidos em corrupção.

Na verdade, foi quase a partir disso que os setores de compliance começaram a surgir nas empresas.

A princípio, boa parte deles eram compostos por profissionais ligados às áreas de direito e finanças até porque se achava que o domínio profundo dessas áreas era algo essencial. Entretanto, com o passar do tempo, os gestores começaram a perceber que a coisa toda ia além da contabilidade e do direito.

Um setor de compliance é composto atualmente por profissionais e equipes de várias outras áreas. O objetivo é que, trabalhando juntos, tenham a capacidade de analisar e avaliar as situações que se apresentam sob os mais diferentes pontos de vista.

Outro aspecto importante dessa equipe multidisciplinar é que ela deve desenvolver suas ações em uma parceria equilibrada com o setor de RH - que tem a responsabilidade de trabalhar e difundir a cultura ética da organização - bem como com todos os gestores da empresa.

Os profissionais que trabalham com o compliance precisam ter um conhecimento profundo dos preceitos éticos e das normas, assim como de todo o funcionamento da organização na qual atuam.

Como criar um setor de compliance

Cada organização, devido às suas próprias particularidades, exigirá uma análise profunda e muito específica. Entretanto, podemos destacar três fatores que sempre devem ser considerados no processo de criação de uma área de compliance dentro da empresa:

  1. O primeiro passo envolve a elaboração de um código de conduta. Ele deve ser estruturado com a ajuda de especialistas e apresentar uma linguagem de fácil entendimento para todos.
  2. É preciso trabalhar o endomarketing, tendo em vista a necessidade e a importância de uma correta disseminação das diretrizes e normas que foram aprovadas. Aqui vale chamar a atenção para a criação de canais de comunicação com a equipe possibilitando que elas consigam, inclusive, denunciar possíveis condutas inadequadas.
  3. O terceiro ponto é, talvez, um dos mais importantes: o exemplo precisa vir de cima. Ou seja, os gestores da empresa precisam cuidar para agir dentro daquilo que é justo e ético, tanto nos assuntos internos quanto nos externos. Por exemplo, ganhar espaço no mercado e superar a concorrência sem que seja preciso abrir mão dos valores.

Quando analisamos as empresas brasileiras percebemos que aquelas que não têm uma estrutura clara com relação à gestão, evitam adotar ações de compliance em sua organização.

Esse é um erro que precisa ser combatido, afinal, isso nada mais é do que a mania brasileira de “esperar a doença se instalar pra depois se preocupar com ela”. Por exemplo, não seria mais fácil, barato e ético evitar que uma longa briga judicial fosse travada apenas observando o cumprimento de alguma norma trabalhista?

Provavelmente, para você é sim. Mas na prática, não é exatamente isso que boa parte dos empreendimentos tem feito.

Diminuir o real valor para a empresa do compliance e sua importância para a organização, talvez seja um dos principais fatores que contribuem para que a taxa de fechamento dos negócios (com até cinco anos de existência) no País, fique na faixa dos 50%.

Vale lembrar que, até mesmo, as empresas com mais de uma década no mercado fecham devido a problemas envolvendo a falta de controle interno, desrespeito às normas e falhas de gestão.

Tudo isso pode parecer um tanto complicado a princípio. Mas com uma boa dose de planejamento e dedicação é possível colocar ações de compliance em prática e colher seus benefícios.

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Clube Sebrae
Denisson Soares
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Analista de Produção de Conteúdo. Atua no mercado de Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing. Acompanha de perto tudo que acontece no mundo da tecnologia. Entusiasta de ideias inovadoras que ampliam os horizontes e as possibilidades das empresas.

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