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Startups em busca da maturidade

Startups em busca da maturidade

Enquanto aguardava por um cliente em uma cafeteria anexa a um espaço de trabalho compartilhado de startups, refletia sobre a importância de se estabelecer um plano de ação nos negócios. Sempre procuro identificar em um ambiente o que ele deseja comunicar em um determinado momento, e os insights que me vieram estavam relacionados ao processo de amadurecimento de um projeto de negócios, o que Robert Kiyosaki cita como o processo de aprendizado através dos planos que traçamos. 

Maturidade não está relacionada ao tempo de uma empresa, mas as posturas de seus executivos em cada etapa do negócio. Isso é um processo progressivo e contínuo que mantém um capital intangível de conhecimento, que habilita a empresa à interagir de forma adequada com o mercado. Vemos isto em algumas startups que, em menos de dois anos de mercado, alcançaram um nível de maturidade maior que muitas empresas com uma década de existência. Como uma empresa corresponde as etapas de sua existência, definem o quanto ela está preparada para os novos desafios. Entretanto, existem outras startups que não planejam processos funcionais, e à medida em que sua operação se torna mais complexa, entram em colapso, inviabilizando sua continuidade. E por que isto acontece? Um fator é a falta de consistência, ou de maturidade dos agentes envolvidos no projeto. 

O estabelecimento de uma startup no mercado passa por vários tipos de testes, desde à falta de recursos disponíveis, à desconfiança dos investidores anjo, até a sustentabilidade na etapa de escalabilidade. Isto aponta para a necessidade de uma mudança de mindset, pois uma startup vai além da inovação tecnológica, e precisa se tornar um ambiente de formação de um novo tipo de pessoas para os novos modelos de mercado. Por isso os CEOs precisam aprender a lidar com a ansiedade de pular etapas de validação e serem capazes de de suportar a pressão nos momentos em que as coisas não acontecem como o planejado. Somente a medida em que avançamos em um plano aprendemos com ele e passamos a interagir propondo mudanças no modo de operar o plano. Planejar não é uma garantia de que dará tudo certo, mas é o melhor caminho para se experimentar uma jornada de crescimento e expansão da startup.

Uma startup precisa se tornar um ambiente de formação de um novo tipo de pessoas para os novos modelos de mercado.

Neste ambiente de tensão entre as necessidades do presente e o foco em uma visão de futuro, um CEO precisa descobrir que a produtividade da maturidade resulta de uma postura de satisfação pessoal nos momentos em que aparentemente tudo está dando errado. Esta postura interior é um antídoto que anula as influências da ansiedade e da frustração, pois transcende um evento momentâneo, produzindo assim estabilidade, consistência e resistência. É este conjunto de virtudes que criam um ambiente favorável para um crescimento sustentável e ordenado, promovendo reposicionamento da mesma no mercado. Por isso, uma startup que está em busca da maturidade, deve ser constituída por um tipo de gente que mantenha uma condição interna de contentamento permanente e que prossiga amadurecendo em cada nova fase do processo de consolidação da startup no mercado.

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Marcelo Souza
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Especialista em desenvolvimento integral sistêmico é Mindset Builder, Mentor e Business Advisor contribuindo com sua metodologia com o crescimento econômico de empresas e com o desenvolvimento de cidades e regiões.

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