TALENTO - Negócios não criam valor, pessoas sim!
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TALENTO - Negócios não criam valor, pessoas sim!

As características que definem o ambiente dos negócios sofreram mudanças profundas na última década. No novo ambiente econômico, a principal fonte de produção vem migrando do capital físico para o capital intelectual, o que faz da gestão do capital humano um fator crítico para a criação de valor nas organizações.

Atuando em cenários de crescente competitividade doméstica e global, em que os anseios dos clientes são cada vez mais rigorosos e as condições de contorno mudam rapidamente, o processo decisório se tornou muito mais delicado do que fora em outros tempos.

Para sobreviver neste ambiente o principal desafio dos executivos e gestores de negócio é a incessante busca por vantagens competitivas através do aprendizado contínuo e perpétuo.

Contudo, seria impossível agregar conhecimento, mais importante fonte de poder em nossa época, para a organização sem gerenciar e investir no capital humano. O conhecimento das organizações depende fundamentalmente das pessoas, o que é bastante coerente com o discurso que tenho ouvido de muitos colegas afirmando que “as pessoas são o grande diferencial competitivo das organizações”.

Em minha experiência atuando com projetos de consultoria empresarial de diferentes dimensões tive o privilégio de acompanhar inúmeras estratégias bem sucedidas e outras nem tanto, abordagens inovadoras, profissionais muito bem sucedidos e a partir destas observações concluí que a velha máxima de que “as pessoas são o grande diferencial” mereceria ser revista com um maior cuidado.

Costumeiramente, nos deparamos com algumas pessoas dentro da empresa que ao se ausentar não fazem a menor diferença, e há aquelas que quando se ausentam, por consequência, a produtividade da equipe aumenta (para esse sujeito é perigoso tirar férias, pois os colegas podem perceber que as coisas melhoram quando ele está longe!).

Contudo, há um elemento que está presente em todos os casos de sucesso que tive a oportunidade de acompanhar. Ele constitui a base das estratégias que funcionam e das abordagens altamente eficazes e se mostra da mesma forma fundamental e eficiente no mundo dos esportes e das artes. Este elemento de diferenciação, imprescindível para o sucesso é o Talento.

Imagine que dois gerentes comerciais de diferentes empresas atuam no mesmo mercado. Ambos são experientes, competentes, comprometidos, e ambos desenharam sua estratégia para assumir a liderança do referido mercado. A diferença é que um deles optou por revisar sua equipe de modo a assegurar que em cada posição haja um profissional classe “A”. E para atingir este objetivo ele está disposto a fazer as substituições e movimentações necessárias para configurar uma equipe de alto desempenho ou o que poderíamos chamar de dream team. Já o outro gerente optou por levar sua estratégia adiante sem efetuar alteração nenhuma em sua equipe que possui algumas estrelas, mas também alguns profissionais classe “B” e até mesmo alguns classe “C”.

A pergunta afinal é a seguinte: Em qual dos dois gerentes você apostaria?

“No final das contas, nós apostamos nas pessoas, não nas estratégias.”

Larry Bossidy, CEO da AlliedSignal

Podemos definir o talento como sendo uma capacidade de desenvolver uma tarefa de forma extraordinária, uma competência que cria um diferencial e o separa da média.

No contexto empresarial, o talento pode ser definido como “a capacidade aplicada à criação de valor que seja reconhecido e recompensado pelos principais envolvidos – proprietários, gerentes e clientes”.

O psicólogo organizacional americano Bradford Smart define o profissional Classe “A” como o profissional que se posiciona entre os 10 por cento melhores daqueles habilitados para a posição. Para Smart, a mais importante tarefa de um gerente é selecionar e desenvolver profissionais classe “A”. Em se tratando, o talento, de uma das últimas fontes de vantagem competitiva, é fundamental que o gestor no papel de líder organizacional esteja apto para gerenciar os talentos de sua equipe. Esta tarefa que visa maximizar o capital intelectual da empresa consiste em selecionar, desenvolver, recompensar e reter profissionais de desempenho

O caminho mais seguro e eficaz para fazer de uma empresa uma organização classe “A” é criando meios para atrair e desenvolver profissionais classe “A”, pois os legítimos campeões sabem que ao final é o talento que vence.

“Nada que sua companhia faça é mais importante do que contratar e desenvolver talentos superiores”.

Daniel de Carvalho Luz
Daniel de Carvalho Luz Seguir

Consultor - CLO

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