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Você já pensou em compartilhar ou fatiar seu negócio?

Você já pensou em compartilhar ou fatiar seu negócio?

Conhecemos muitas empresas que optaram já na sua concepção, pelo modelo de negócio compartilhado ou fatiado, mas e quem já esta no mercado, é possível migrar e adaptar-se para estes modelos de negócio? Antes de explorarmos este assunto, vamos passar uma breve definição destes modelos:

Economia Compartilhada: fundamentada sob conceito da sustentabilidade, este modelo de negócio tem como princípio o compartilhamento de recursos de tempo, habilidades, financeiro e físicos (bens). Aplicando este modelo, há uma melhor percepção de aproveitamento destes recursos e redução de desperdícios, como consequência menor degradação do meio ambiente e dos recursos naturais.

Algumas empresas que atuam neste modelo de negócio:

• Uber e Waze Carona: Compartilhamento de carros

• Airbnb: Compartilhamento de casa, apartamento, quartos e cômodos

• Escritórios Co-working: Compartilhamento de espaços comerciais

• OLX e Mercado Livre: Reaproveitamento de bens de consumo

Economia Fatiada: este modelo, também tem um apelo sustentável, porém, o foco esta na necessidade do consumo do cliente, que pode ser menor que o mínimo oferecido no mercado. Proporcionando ao cliente o pagamento somente dos itens consumidos de fato.

Veja algumas empresas atuantes neste modelo:

• Fleety: locação de carros por hora

• Parkingaki: locação de vagas de garagens

• Hotel Quando: pagamento de hotéis por hora

• Gym Pass: pagamento de academia por dia

Percebam que o produto ou serviço é o mesmo que o mercado tradicional já oferece, porém, o modelo do negócio é o grande diferencial. Todos nós tomávamos e continuaremos a tomar um transporte individual de passageiro, porém agora, o mercado oferece o modelo Taxi (tradicional) e o modelo Uber. Em breve acostumaremos com o termo, “tomei um Uber na Praça Tiradentes”.

Então, qual é o segredo? Estes modelos são aplicáveis a qualquer tipo de negócio?

O grande fator que possibilitou estas empresas a deslancharem neste negócio, foi o avanço da tecnologia. A democratização da internet e dos smartphones, fizeram as empresas estarem presente na “palma da mão” dos consumidores, e dar-lhes condições de escolherem, compararem e consumirem de forma simplificada e personalizada.

A partir do princípio que “quase tudo” é possível com as atuais tecnologias de e-commerce, tente responder a algumas perguntas abaixo:

• Quais os principais problemas ou obstáculos relatados pelos seus clientes para o uso, consumo ou aplicabilidade dos serviços ou produtos comercializados pela sua empresa?

• Quais outras formas e modelos de consumo podem haver para os produtos ou serviços comercializados pela minha empresa?

• De que forma estou utilizando meus clientes como ferramentas de divulgação do meu negócio para futuros clientes?

• De olho na concorrência. O que empresas do meu ramo de atividade estão fazendo para permanecer no mercado? Compare com empresas instaladas em grandes centros comerciais, onde a concorrência é mais acirrada, inclusive no exterior.

Resumindo, escute seus clientes, colaboradores, pesquise e perceba os hábitos dos consumidores. Reserve um tempo para pensar, seja curioso, coloque as ideias no papel. Uma ferramenta útil para estes registros é o Business Model Canvas. A partir desta concepção, procure ajude de especialistas e converse com pessoas que possam contribuir com novas ideias, iguais ou diferentes da sua. Fuja dos pessimistas e “palpiteiros”.

Quando os modelos tradicionais são colocados “em cheque”, há grandes oportunidades para os novos modelos surgirem e ocuparem o lugar de quem já estava consolidado no mercado.

Veja esta reportagem sobre este assunto:

Clube Sebrae
Rubens Fernandes Negrão
Rubens Fernandes Negrão Seguir

Consultor - Sebrae/PR

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