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Coolhunting - de onde as tendências surgem?

Série "o que vimos em um safári urbano pelo centro histórico de Curitiba" - Parte 1

Semana passada, saímos em bando pelas ruas do centro histórico de Curitiba, pela região do São Francisco

O objetivo era justamente caçar o “cool. Qualquer sinal que indicasse mudanças no pensamento e comportamento das pessoas, pois é aí que surgem as tendências. Fomos entender como é o processo de análise de tendências, desde a coleta de dados qualitativos até a síntese. Por isso, fomos às ruas, para um safári urbano. Fomos até o que chamam de hotspots. Pontos da cidade, conhecidos por serem um caldo efervescente de cultura e inovação, onde há mistura de diferentes culturas, ideias, filosofias e tudo se mistura e se mescla. Por isso usam o termo “caldo”, talvez. Realmente é notável esse comportamento fluídico. Bruce Lee já dizia: Seja como a água, meu amigo.

O que vou listar a seguir são as descobertas. É o resultado desse processo de observar, coletar, filtrar e processar, para entender os comportamentos e ideias que possivelmente irão nortear o movimento empreendedor. E de certa forma, já está acontecendo. É questão de tempo para virar “mainstream”

1) A informalidade:

Uma das primeiras coisas que notamos é a informalidade e pessoalidade com que fomos recebidos pelos empreendedores em seus estabelecimentos. Sem marcarmos reunião, fomos acolhidos por empreendedores de bermuda, camiseta, tatuagens e bigodes estilosos prontos a abrir as portas. Uma frase que ouvimos durante esse safari é “Informalidade não é amadorismo” Ela resume bem uma quebra de paradigma. Quem foi que inventou essa relação entre formalidade e profissionalismo? E por que no nosso inconsciente ainda fazemos esse tipo de relação? A necessidade de humanização das relações, faz com que sejamos mais focados em essência do que aparências. Somos conteúdo.

2) Alto grau de (in)formação:

O alto grau de acesso a informação faz com que esses empreendedores sejam multidisciplinares. Bastava conversar alguns minutos para perceber uma capacidade de falar sobre estratégias de marketing, um pouco de psicologia, de planejamento, e de tantos outros assuntos. Já não estamos falando de formação acadêmica. Vai muito além disso. Tem mais a ver com o que o Murilo Gun chama de “habilidades cinto do Batman”.

“Cada ferramenta do cinto do Batman serve para milhões de coisas...Desde adolescente, eu sempre fui muito focado em desenvolver habilidades genéricas. Eu fazia, com 16 anos, curso de oratória, negociação, leitura dinâmica, memorização, que são habilidades que todo ser humano tinha que desenvolver, independente de profissão. E como eu não sabia qual era meu caminho ainda, eu focava em meter coisas no meu cinto de utilidades.” Murilo Gun

O empreendedor é um cara assim: Polímata. É um pouco designer, advogado, engenheiro, gestor de projeto e vendedor. Assim é o empreendedor: multidisciplinar.

3) Um propósito maior.

Uma das coisas que mais mexeu comigo nesse safári, foi perceber o brilho dos olhos e o amor com que esses empreendedores falavam de seus empreendimentos. Mais do que visar resultados financeiros, é nítido que o mais importante é fazer a diferença.

Quando entramos na bicicletaria cultural, foi isso que enxergamos. Não era uma oficina de bicicleta, nem uma loja de acessórios para bikers. Era um movimento em busca de mobilidade urbana, de uma cidade mais limpa e mais sustentável. Antes de achar algo utópico ou pouco factível, saiba que eles construíram uma praça com as próprias mãos: a praça de bolso do ciclista.Você já ouviu essa história?

Para deixar claro que esse sentimento de propósito não está restrito aos negócios de impacto social, em um cabeleireiro foi possível notar o mesmo.

-É esse cara que faz a magia do dread!

Note que ele não disse cortar cabelo, fazer penteado, pintar cabelo ao descrever o serviço. É assim que ele enxerga aquilo que faz: como algo mágico.

Não é de hoje que ouvimos que a geração millennials é orientada por propósito e não por dinheiro. Já é possível observar esse comportamento. E como isso mudará o mundo dos negócios?

Esses são apenas alguns dos insights e reflexões baseados nas observações do nosso safári urbano. No segundo post dessa série vou trazer outras descobertas que irão nortear as grandes mudanças na sociedade, na economia e na forma como pensamos.

Fique atento e até breve!

Matheus dos Santos

Matheus dos Santos

redator e gerente de comunidade @freelancer

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