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+ 3 tendências que estão moldando o comportamento do consumidor

+ 3 tendências que estão moldando o comportamento do consumidor

Na semana passada, publiquei aqui o primeiro artigo de uma série sobre tendências que estão moldando o comportamento do consumidor. Nele, revelei que, de acordo com o relatório Global Consumer Trends for 2018, desenvolvido pela Euromonitor:

  • Os consumidores estão mais conscientes e cautelosos na hora de comprar. Além disso, eles preferem comprar itens e serviços que estejam alinhados aos seus valores e que promovam experiências.

Para ler o artigo, clique aqui.

Hoje, dando continuidade ao debate sobre as movimentações de mercado apontadas pela Euromonitor, abordarei as seguintes tendências:

  • Consumidores usando plataformas online para defender marcas alinhadas aos seus valores e denunciar empresas que vão contra o que defendem.
  • Pessoas querendo ter um estilo de vida mais independente, buscando empresas que as ajudem nessa busca.
  • A realidade virtual fazendo cada vez mais parte da jornada de compra, tornando-se uma ferramenta relevante no processo de decisão do consumidor.  

Vamos lá?!

Comportamento do consumidor atual na prática

3 – Ativismo online

Os consumidores atuais utilizam as mídias sociais para denunciar injustiças e chamam as marcas para participarem de suas batalhas.

Seja publicando um texto no Facebook, compartilhando uma hashtag no Twitter ou assinando uma petição online, os ativistas da web querem defender as causas e os valores em que acreditam por meio de suas ações – incluindo suas decisões de compra e o relacionamento com as marcas.

Um dos exemplos nesse sentido foi o movimento #MeToo, que defende o fim do assédio às mulheres no ambiente de trabalho. As consequências geradas pelo movimento mostraram o poder que as pessoas têm ao atuarem de maneira coletiva na web. Além das redes sociais, consumidores também estão utilizando plataformas de assinatura online, como change.orgAvaaz, para reivindicar suporte às causas que defendem.

É importante entender ainda que as pessoas não só estão usando a internet para publicar suas opiniões e denunciar marcas que vão contra ao que defendem, como também estão deixando de comprar de tais empresas. Em um estudo global realizado pela Edelman:

  • 57% dos consumidores disseram que o posicionamento da marca em relação a problemas políticos e sociais influencia diretamente (de forma negativa e positiva) as suas decisões de compra.   

Case: Stop Funding Hate

Os consumidores estão observando não só o que as empresas fazem, mas também o que elas apoiam.

No Reino Unido, uma campanha chamada Stop Funding Hate (“pare de financiar o ódio”, em tradução livre), demanda que determinadas marcas parem de anunciar em jornais que publicam informações discriminatórias sobre minorias – especialmente imigrantes. A partir daí, foi criada uma lista de anunciantes éticos, que não apoiam esse tipo de mensagem.

Para pensar!

  • Não dá mais para ter um negócio sem pensar em maneiras de interagir de forma transparente com os consumidores. Sua empresa atende a essa exigência do novo consumidor?

Leia também!

#MeToo – O que as empresas podem aprender com o caso “Harvey Weinstein”

4 – Empreendedores adaptativos

Há um grupo de pessoas buscando um estilo de vida mais independente. Na prática, isso pode ser percebido pelo crescente movimento empreendedor, que é destaque entre os millennials. No entanto, isso não é reservado apenas para os mais jovens.

  • Quase 50% dos participantes (de todas as gerações) de um estudo feito em 2017 pela Euromonitor disseram que aspiram ser profissionais autônomos.

Esse público rejeita padrões tradicionais na relação com as empresas e prioriza maior flexibilidade e liberdade. Eles estão buscando alternativas que permitam experiências mais adaptáveis e personalizadas, e não apenas ganhos financeiros em potencial. Querem um estilo de vida que eles mesmos possam construir e que esteja alinhado a seus interesses e paixões pessoais.

Essa busca também se reflete em suas decisões de compra. Os consumidores com perfil de empreendedores adaptativos rejeitam ações de marketing ultrapassadas. Eles preferem se relacionar com marcas que sigam o seu jeito mais independente e que ofereçam serviços e produtos alinhados ao seu estilo de vida flexível.

Case: Remote Year

Com a crescente demanda por flexibilidade no trabalho, surgem alguns modelos de negócios que ajudam os profissionais a alcançar a sonhada liberdade.

Remote Year é uma empresa que ajuda a reunir profissionais independentes, que podem trabalhar remotamente, para viajarem durante um ano visitando 12 países. O objetivo da marca é criar uma comunidade de pessoas com esse mesmo estilo, que buscam aproveitar a liberdade oferecida pela flexibilidade de seus trabalhos.

Para pensar!

  • Entender necessidades específicas do seu público pode fazer com que você descubra oportunidades de negócios. Se você atende pessoas com o perfil de empreendedores adaptativos, por exemplo, o que sua empresa pode fazer para ajudá-las a ter mais liberdade?

5 – Realidade mais virtual

Você se lembra do sucesso que o jogo PokémonGo fez em 2016? Essa foi uma das primeiras amostras de como tecnologias como realidade virtual (RV) e realidade aumentada (RA) iriam impactar a vida das pessoas. Hoje, o consumidor já espera ter aquela mesma experiência do jogo japonês em sua jornada de compra.

Essas plataformas possibilitam que as pessoas provem e experimentem itens antes mesmo de comprá-los – e, muitas vezes, sem precisar sair de casa.

Essa possibilidade de contato com o produto ou serviço pode aumentar significativamente as vendas na internet, trazendo os benefícios da compra presencial para a web. Os consumidores cada vez mais irão buscar por aplicativos que os ajudem nesse sentido.

Um estudo da consultoria LEK com usuário de RV e RA apontou que:

  • 80% dos consumidores indicaram ter interesse em usar essas tecnologias para visualizar e testar produtos.

Case: IKEA Place

Com a ajuda da realidade aumentada, é possível provar antes de comprar até mesmo itens que são mais difíceis de visualizar na prática – como móveis, por exemplo.

A empresa sueca IKEA, por exemplo, desenvolveu um catálogo digital – o IKEA Place – que possibilita que o cliente visualize como os móveis ficarão em determinado cômodo, mesclando modelos digitais com imagens reais da casa. Olha só como funciona:

Para pensar!

  • Mesmo que essas tecnologias ainda pareçam muito distantes do seu negócio, é importante ficar atento às mudanças causadas por elas e se preparar para se adaptar às demandas que essas ferramentas trarão em um futuro próximo.

Muitas informações para absorver e estudar, não é mesmo?

Mas ainda não acabou!

Confira o terceiro artigo desta série:

O comportamento dos consumidores em mais 3 tendências

 

Aproveite para promover reflexões em sua equipe baseadas nas tendências que estão moldando o comportamento do consumidor. Vocês com certeza terão boas conversas usando este artigo – e o primeiro desta série (disponível aqui) – como ponto de partida.

Bom trabalho!

Veja também!

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Francine Pereira
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Jornalista baseada em Tóquio (Japão) e caçadora de tendências do Sebrae Trends.

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