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5 tendências de consumo para acompanhar em 2018

5 tendências de consumo para acompanhar em 2018

Conheça as principais tendências de consumo que indicam como será o comportamento de seus clientes em 2018 e comece a se preparar para elas!

Anualmente, a TrendWatching, empresa líder em pesquisas de consumo e mercado, lança um relatório com as tendências que devem impulsionar as principais transformações na interação entre marcas e seus públicos. No estudo divulgado recentemente, que tem como foco o ano de 2018, estas foram algumas das principais constatações:

  • Os assistentes virtuais serão vistos como companheiros.
  • Os consumidores buscarão mais formas de tornar o processo de compra conveniente e automático.
  • Os clientes querem ter a opção de voltar atrás nas suas escolhas.
  • E, ainda, irão demandar que as empresas sejam totalmente transparentes e também que os ajudem em seu autodesenvolvimento. 

Ficou confuso com tanta informação?

Para ajudá-lo a entender melhor essas mudanças e acompanhar as demandas atuais e futuras do seu cliente, apresentamos a seguir cinco tendências que irão moldar o comportamento do consumidor em 2018. Acompanhe!

5 tendências de consumo para 2018

1 - A-commerce

Se no passado, vivemos revoluções causadas pelo uso do vapor, depois da energia e, alguns anos mais tarde, por conta da internet, hoje, as mudanças no mercado e no comportamento dos consumidores são impulsionadas pela automação dos dados.

O a-commerce (automated commerce – ou “comércio automático”, em tradução livre) é uma tendência que prova que, cada vez mais, os clientes buscarão conveniência, praticidade e personalização na hora de comprar. De acordo com a análise do Trendwatching, em 2018 veremos impactos diretos na interação entre os consumidores e as marcas por conta de tecnologias de automação – especialmente no varejo.

A tendência é que os consumidores passem a terceirizar determinadas etapas da jornada de compra utilizando sistemas inteligentes que podem, automaticamente, realizar tarefas como: pesquisar, negociar e até comprar, pagar e configurar a entrega do produto ou serviço.

Exemplos:

FINERY

Achar a roupa ideal, com o melhor preço, pode exigir uma maratona intensa de pesquisa. O aplicativo Finery se propõe a fazer essa investigação por você.

O usuário cria uma lista de desejos e o sistema avisa quando identificar mudanças de preços, disponibilidade ou promoções relacionadas aos itens selecionados. Além disso, o app também organiza o guarda-roupa dos clientes, indicando quais peças estão sendo utilizadas, sugerindo inspirações para as próximas compras e ajudando a criar um estilo próprio. 

TAO CAFÉ

A tendência de a-commerce deve estar presente não apenas nas compras online, mas também em lojas físicas. Um exemplo nesse sentido é o Tao Cafe, café totalmente automatizado desenvolvido pelo grupo chinês Alibaba.

Funciona assim: na entrada, o cliente faz a leitura de um código no celular. Dentro da loja, ele seleciona os itens que deseja comprar. Na hora de sair, passa por uma porta especial, onde o sistema faz o reconhecimento dos produtos, lê o rosto do cliente e autoriza o pagamento de forma automática. 

A Amazon Go (loja física da Amazon) também deve utilizar um sistema parecido.

Para pensar:

  • De que maneira sua empresa pode oferecer um processo mais automatizado e personalizado aos clientes?
  • Existe alguma etapa que pode ser melhorada por meio do uso de ferramentas digitais?
  • Já pensou em criar painéis compráveis no Pinterest, por exemplo?

2 - Assistência ao desenvolvimento

Um estudo do IBGE mostra que um a cada quatro jovens brasileiros de 25 a 34 anos vive com a família. Enquanto na década de 1970 a idade média em que os casamentos aconteciam era 23 anos, em 2010, esse índice saltou para a faixa dos 30 anos.

Definitivamente, a vida adulta como era conhecida alguns anos atrás já não é a mesma – e também chega muito mais tarde. De acordo com o estudo da TrendWatching, os consumidores atuais esperam que as marcas os ajudem nessa transição.

É disso que se trata a tendência da assistência ao desenvolvimento – que, em 2018, deve estar mais forte do que nunca.

A nova geração quer que as empresas ensinem habilidades importantes para a vida adulta e também ofereçam a possibilidade de eles terceirizarem atividades diárias ou os ajudem a definir e alcançar objetivos pessoais. 

Exemplos:

SK-II

Na cultura asiática, há uma pressão muito forte para as mulheres se casarem antes dos 30. Mas a nova geração não vê sentido em um matrimônio realizado apenas para cumprir uma tradição.

Pensando em expor esse novo pensamento, a marca japonesa de cosméticos SK-II criou uma campanha que destaca o perfil das mulheres atuais, mostrando que a vida delas e suas ações não devem apenas ser definidas pela idade que elas têm, mas sim pelo que elas aspiram ser.

LOFTIUM

Uma pesquisa realizada recentemente no Reino Unido revelo que os jovens de hoje em dia têm 50% menos probabilidade de ter sua casa própria até os 30 anos, em comparação com os consumidores da geração anterior.

Para ajudar na compra da primeira casa, a Loftium oferece até 50 mil dólares para seus usuários darem de entrada em um imóvel. Em troca, o cliente deve alugar um dos quartos por meio do Airbnb e compartilhar os lucros com a financiadora. Ou seja, o pagamento é feito por meio dos ganhos com o aluguel do Airbnb.

Para pensar:

  • Sua marca faz parte da transição das pessoas para a vida adulta?
  • Qual é o papel da sua empresa nesse sentido e como ela pode ajudar os clientes nessa fase? Criar um plano especial para esse público pode ser uma alternativa.

3 - Companheiros virtuais

O filme Ela conta a história de um homem que se apaixona pela assistente virtual do seu computador. Essa história ficcional pode se tornar realidade em breve. Isso porque outra tendência identificada na análise da TrendWatching é o fortalecimento da relação entre pessoas e assistentes virtuais – como a Siri, no iOS.

Levando em consideração que as pessoas estão passando cada vez mais tempo nas mídias sociais, e que essas plataformas podem gerar sensação de isolamento, a demanda por companheiros virtuais deve ter um forte crescimento nos próximos anos.

Estudos da Gartner mostram que, até 2020, as pessoas devem conversar mais com chatbots do que com seus próprios cônjuges. Dê olho nessa tendência, a Apple tem contratado engenheiros com especialização em psicologia com o intuito transformar a Siri em um terapeuta ou aconselhador digital.

Exemplos:

KLM CARE TAG

Com o intuito de estender o serviço de atendimento prestado durante o voo, a empresa de aviação KLM criou o KLM Care Tag, um dispositivo que funciona como um verdadeiro companheiro digital de viagem em Amsterdã. Com GPS instalado, o aparelho dá dicas relacionadas a diferentes pontos da cidade enquanto o viajante explora os locais.

BLUE LEAF CAFÉ

Que tal tomar um café com o seu pop star digital favorito? No Blue Leaf Café, no Japão, isso é possível.

Cada mesa do estabelecimento conta com um smartphone que utiliza realidade aumentada para reproduzir a imagem de Hatsune Miku, uma personagem virtual muito famosa no país, que interage com as pessoas durante a refeição.

Para pensar:

  • Como o atendimento digital da sua empresa pode suprir essa necessidade dos consumidores?
  • Já pensou em utilizar chatbots como assistentes virtuais da sua marca? É uma forma simples de estar 24 horas à disposição dos consumidores, oferecendo as informações que eles buscam.

4 - Tolerância pós-compra

Os consumidores atuais estão acostumados com processos automatizados e convenientes e com personalização na hora da compra. O próximo passo, de acordo com o estudo da TrendWatching, é a demanda por adaptação após a compra. Cada vez mais os clientes vão exigir que as marcas tenham tolerância e os ajudem a reavaliar suas decisões.

É preciso levar em conta que os consumidores são o tempo todo bombardeados por opções de marcas – e novas empresas surgem a cada dia. Por isso, para conquistar a lealdade dos clientes, é preciso atender suas necessidades e preferências em todas as etapas – inclusive no pós-compra.

Em 2018, os consumidores irão esperar que as empresas os “perdoem” por decisões passadas e os ajudem a adaptar os produtos e serviços de acordo com suas novas prioridades e desejos.

Exemplos:

VISIT OSLO

Em um post no Instagram, um casal comentou que estava passando as férias em Paris, mas que não puderam ver a Monalisa no Museu Louvré por conta da grande quantidade de pessoas circulando por lá.

Para oferecer uma alternativa de destino menos movimentada, a associação de turismo Visit Oslo ofereceu uma passagem para eles visitarem a cidade norueguesa.

A ação faz parte uma campanha para incentivar as pessoas a repensarem suas escolhas em termos de destinos para férias, indicando Oslo como uma alternativa menos óbvia, mas que oferece uma experiência única.

CURVE MASTERCARD

A startup Curve mostra um exemplo claro de como a tolerância pós-compra funciona.

Em parceria com a rede Mastercard, a ferramenta permite que o usuário mude a forma de pagamento escolhida (de débito para crédito ou vice-e-versa) até duas semanas após a compra.

Para pensar:

  • Qual é o nível de tolerância da sua empresa no pós-compra atualmente?
  • Você permite que o cliente volte atrás em sua decisão?
  • Criar políticas de troca mais flexíveis ou mesmo um sistema de prazo de experimentação podem ser saídas interessantes nesse sentido.

5 - Transparência da marca

O que acontece dentro da organização já não fica restrito ao ambiente interno. Em um mundo tão conectado como o atual, as ações internas da empresa se refletem rapidamente para o mercado e para os clientes. À essa tendência, que deve se tornar ainda mais forte em 2018, a TrendWatching dá o nome de Glass Box.

Uma nomenclatura muito apropriada, já que, assim como um caixa de vidro, as marcas estão totalmente expostas. Os clientes estão observando o tempo todo os seus valores, suas ações, seus relacionamentos – e tomando decisões baseadas no que eles podem observar.

E não adianta querer fechar as cortinas! Quando a empresa não é transparente em relação aos seus processos e à sua missão, os consumidores veem isso como algo negativo. A conectividade ajuda não somente as pessoas a buscarem por mais transparência, como também a criarem redes de apoio em busca de esclarecimento de questões “obscuras”.

Exemplos:

GOOGLE E UBER

Essas duas grandes marcas de tecnologiassão ótimos exemplos de como o poder avassalador da tendência Glass Box pode atingir empresas de todo tamanho.

Um post de uma colaboradora do Uber denunciando atitudes machistas dentro da organização se tornou viral, culminando na saída de Travis Kalanick, CEO da organização na época.

Ao mesmo tempo, um “manifesto antidiversidade” de um funcionário do Google expôs a desigualdade de gênero na empresa e no mercado de tecnologia como um todo.

#METOO

Após uma publicação do jornal The New York Times com diversas alegações de mulheres que sofreram abuso sexual do famoso produtor de Hollywood Harvey Weinstein, milhares de mulheres ao redor do mundo também compartilharam suas histórias de assédio. Por meio da hashtag #METOO, abriu-se um debate global sobre patriarcado, abuso e desigualdade de gênero no mundo corporativo. 

Para pensar:

  • De que forma sua empresa é percebida pelo cliente?
  • O seu público conhece os valores que sua marca defende?
  • Se existe algo interno da organização que você não gostaria que o seu cliente soubesse, é bom repensar essa questão, porque ela pode vir à tona a qualquer momento nessa era da transparência.

Por que é importante entender essas tendências de consumo?

Depois de ler sobre essas tendências de consumo, muitos empresários podem pensar:

  • “Isso não se aplica ao meu negócio.”
  • “Isso só está relacionado a grandes empresas.”
  • “Meu público é diferente.”
  • “Isso não funciona no meu mercado.”
  • Ou qualquer outra justificativa que encontre para olhar para o lado…

Mas a verdade é que não importa o tamanho do seu negócio ou o seu segmento de atuação, essas mudanças irão, sim, afetar a forma como os consumidores se relacionam com sua marca. Isso porque, quando os clientes começam a conhecer essas novas possibilidades, as expectativas deles em relação ao processo de compra mudam.

Se o cliente tem uma experiência positiva com automação de compra em determinada loja, ele passa a esperar que todas as lojas ofereçam isso.

Se uma marca oferece transparência total em relação às suas ações, e o cliente consegue se identificar com os valores da empresa, ele não vai continuar comprando de outras organizações que não têm essa mesma postura.

Ou seja:

Se você não mudar, se você não pensar em maneiras de se adaptar e atender às necessidades dos consumidores atuais, pode ter certeza que outras empresas irão!

Como encontrar as tendências alinhadas

Nós defendemos que é fundamental, sim, conhecer todas as movimentações do mercado. Mas também é importante saber que não dá para seguir todas as tendências ao mesmo tempo. Isso seria até mesmo impraticável.

Para acompanhar de verdade a evolução dos consumidores e manter sua marca relevante no mercado, é crucial entender quais são as tendências mais relevantes para a sua empresa.

Foi pensando em ajudá-lo na missão de decifrar o caos de informações disponíveis e encontrar soluções para o seu negócio ou carreira que criamos o guia:

Coolhunting: Como identificar e analisar tendências e transformá-las em inovação.

O coolhunting é uma modalidade de pesquisa que analisa tendências. Para desenvolver esse material, fomos à Itália conversar com a Fah Maioli, analista de tendências brasileira radicada em Milão. Ela compartilhou insights preciosos em uma entrevista exclusiva para o Sebrae Trends. Assista!

CLIQUE AQUI para fazer o download gratuito do guia Coolhunting: Como identificar e analisar tendências e transformá-las em inovação.

Informações: TrendWatching

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Clube Sebrae
Francine Pereira
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Jornalista baseada em Tóquio (Japão) e caçadora de tendências do Sebrae Trends.

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