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Como a Coletive entendeu (e resolveu) o mundo dos influencers

Como a Coletive entendeu (e resolveu) o mundo dos influencers

O YouTube é hoje o segundo site mais acessado do mundo. O serviço de streaming deixou de ser um lugar para alocar vídeos engraçadinhos e ganhou o mundo dos negócios. Isso mostra o que há alguns anos parecia impossível: uma rede de compartilhamento de vídeos que converte números em dinheiro -  quando bem planejado e executado, claro. Também seria difícil imaginar um coworking que se transformaria em movimento, mas o Aldeia tá aí pra contar essa história.

Mas esse mundo ainda está se descobrindo nos desdobramentos profissionais. Vendo que era impossível ignorar que, só no mobile, numa semana média, o YouTube alcança mais adultos durante o horário nobre do que qualquer canal de TV a cabo, o mercado se abriu e hoje vê o potencial de divulgar suas marcas nesses espaços. Também tem um mercado focado em resolver os problemas de quem trabalha com o Youtube, encontrando soluções para a escassez de tempo, tendência sobre a qual vamos falar hoje. E com esse processo de profissionalização, os influenciadores da era digital também estão descobrindo um espaço para conquistar seguidores, dinheiro e uma profissão

Por trás da câmera na mão e a vontade de fazer graça na internet, os youtubers carregam um aparato poderoso. Rompendo com os mecanismo tradicionais, essa geração de influencers, que tem entre 20 e 28 anos, tem mudado a forma como as pessoas consomem vídeo, atraindo o mercado publicitário e fazendo da própria imagem um negócio lucrativo.

Whindersson Nunes e Nienke, duas personalidades do mundo youtuber 

Mas também, é só dar uma olhada nos números - que por sinal, nos apresentam um cenário incrível. Os dados do Google Brasil mostram que a terceira atividade que o ser humano mais executa é assistir vídeos - só perde para comer e dormir! Ou seja, o poder dos vídeos se tornou indispensável para quem quer manter uma melhor comunicação com cliente e público.

Isso mostra a importância da Economia Sustentável, que é apontada pelo Caderno de Tendências como uma das macrotendências para os pequenos negócios. A gente já vem falando delas por aqui e já é claro que as tendências estão guiando várias empresas no jeito de pensar os novos caminhos. No caso do YouTube, é possível pensá-lo como uma inovação disruptiva, que começa servindo um público modesto e de repente toma conta de todo o segmento. É caracterizado também por ser algo mais simples e mais barato do que o que já existe.

Então por que não aproveitar isso a nosso favor, não é mesmo?

ENTENDENDO TENDÊNCIAS, APROVEITANDO OPORTUNIDADES

Toda essa história é para explicar que aproveitar tendências também é uma possibilidade para pensar em novos negócios. Quem percebeu isso foi a Coletive, empresa que trabalha como aceleradora de canais do YouTube. Um negócio que já nasceu focado em tendências, agora com dois anos e meio no mercado, e marca uma revolução no modo de pensar produção de conteúdo em vídeo para a web.

A ideia, a princípio, era mobilizar recursos para os youtubers a partir de e-commerces. Ricardo Almeida, que já conhecia o potencial do serviço de streaming, era editor dos vídeos da Kéfera, uma das maiores vloguieras no Brasil, e decidiu que o primeiro trabalho da Coletive poderia ser criar a loja virtual para os produtos dela.

Hoje o negócio mudou - e cresceu. Percebendo que a assessoria para produzir um canal começou a ser mais solicitada que o e-commerce, a Coletive ampliou sua gama de serviços. A partir de janeiro de 2016 eles passaram a oferecer planejamento de conteúdo, roteiro, edição de vídeo, negociação com patrocinadores, organização de eventos e agenciamento.

Mas isso não surgiu do nada. Foi preciso tempo para olhar para as tendências de um mercado ainda em formação para entender as necessidades e se adaptar. Além disso, olhar para as prioridades e pensar de que forma era possível oferecer esses serviços - e facilitar a vida de quem está criando vídeos para o youtube.

Eles entenderam a escassez de tempo como uma possibilidade de oferecer serviços para quem está trabalhando muito - sim, influenciadores digitais têm rotinas muito agitadas e que exigem bastante - e não encontram tempo para resolver questões-chave de suas carreiras. Da mesma forma que também oferecem possibilidades para quem está levando o canal junto com uma carreira profissional ou quem está começando e não tem ideia do que fazer.

Com isso, eles angariaram quatro nichos diferentes de clientes, que são:

1.os pequenos youtubers e os que querem ser youtubers, mas que não sabem por onde começar. Nesses casos, é oferecido o serviço de consultoria, para orientações iniciais. Esse público é formado por adolescentes e profissionais autônomos, que têm outra carreira além da produção de vídeos. Um exemplo aqui é a Rafa Gomes, que participou do The Voce Kids.

2.os grandes influenciadores, que já tem um canal faz tempo, já estão estabelecidos no mercado, mas que percebem que precisam melhorar para o canal continuar crescendo. Nesse caso, é possível fazer um trabalho de comunicação e agenciamento. O destaque é a youtuber holandesa Nienke, que já é um sucesso no Brasil.

3.as pequenas empresas, que querem criar conteúdo em vídeos para as redes sociais, e-mail marketing, site e afins. Aqui é possível fazer todo o trabalho de produção, criação, edição e divulgação. A Aldeia Coworking faz parte dessa categoria de clientes.

4.por último, as grandes empresas, que precisam de um trabalho mais completo - normalmente são grandes projetos. Como envolve muitos processos, eles contratam vários serviços da Coletive. Um deles é a Gazeta do Povo.

Virginia Crema e Ricardo Almeida, dois dos sócios da Coletive

Portanto, com serviços dinâmicos, a Coletive conversa com as necessidades de cada cliente, oferecendo soluções para novos problemas, economizando tempo de quem contrata e oferecendo um bom resultado. A prova disso é que os maiores divulgadores da empresa hoje são os próprios clientes, que acabam indicando e contando as vantagens de obter os serviços.  

UMA ERA DE COMPARTILHAMENTO E CONTEÚDO PERSONALIZADO

Uma das questões que tornam a Coletive um destaque no mercado é que ela percebeu e entendeu a era de compartilhamento. Hoje nós somos o que compartilhamos, onde a humanidade está se libertando de certos limites, tempo e distância são reduzidos a quase nada e conexões podem ser feitas entre um número incontável de pessoas ao mesmo tempo.

E mesmo que ainda exista um preconceito em relação ao YouTube - conteúdo raso, alguns dizem -, é preciso entender que ele é uma ferramenta de compartilhamento muito prática. Afinal, precisamos pensar em um mundo disponível a partir da tela de um celular. Meio difícil ignorar essa mudança toda, não é?

Porque a chegada da era do compartilhamento marca uma evolução das inovações disruptivas, permitindo que os indivíduos aumentem a escala de suas redes e tenham acesso a soluções que se adaptem às suas necessidades. Com isso, cresce também a produção de conteúdo personalizado, que responde à demanda de um mercado cada vez mais nichado. E para cada pessoa produzindo vídeos para a web, existe a Coletive cuidando dos aspectos práticos e importantes da carreira.

Tá vendo, as macrotendências estão se materializando e construindo um novo cenário. A Coletive aproveitou o momento e se jogou, mas está sempre em busca do que pode ser feito para não parar no tempo. E você, o que está fazendo para acompanhar isso tudo? Pra te ajudar, teremos novas histórias sempre por aqui, então fica ligado.

Por enquanto, pode ir se perguntando: como tarefas rotineiras podem ser atendidas por um negócio? Como oferecer soluções práticas com base nos hábitos de seus consumidores? Como produtos e serviços podem contribuir para facilitar as tarefas dos clientes?

Se você gostou, é bom continuar nos acompanhando pelo Sebrae Trends - lá tem história boa sempre. 

 

Veja também:

>>> Como tendências estão virando empresas no Paraná

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