Como os consumidores decidem de que marcas comprar
[ editar artigo]

Como os consumidores decidem de que marcas comprar

  • O que faz os consumidores escolherem uma marca em meio a tantas opções?
  • O que as empresas podem fazer para se destacar e chamar a atenção de seus públicos?
  • Como as empresas podem entender melhor as preferências e necessidades de seus consumidores?

Alguma dessas perguntas já passou pela sua cabeça? Todas elas? Pois saiba que existe algo que costuma aparecer nas respostas às três: a citação ao papel das mídias sociais.

Acontece que essas plataformas têm se mostrado cada vez mais importantes no processo de decisão de compra e na relação entre marcas e seus públicos. Afinal, as informações a que os clientes têm acesso nesses canais – seja por meio das próprias marcas ou por outros consumidores – guiam a escolha deles sobre o que comprar, o que não comprar e até mesmo sobre o que falar em relação às marcas!

Nesse sentido, empresas têm investido na análise das conversas dos clientes nas redes sociais para entender melhor do que eles gostam, do que não gostam, o que eles buscam e o que é preciso fazer para atender as necessidades deles.

Da mesma forma, estudos têm sido feitos com o objetivo de apoiar o trabalho de empresas que buscam entender o impacto das mídias sociais na jornada de compra dos consumidores atuais.

É o caso, por exemplo, da pesquisa A Social Media Analysis of Trends in the CPG Industry, feita pela empresa de tecnologia Crimson Hexagon.

O estudo

Os pesquisadores responsáveis por este levantamento analisaram a conduta de clientes de bens de consumo nas redes sociais e, com base nisso, levantaram informações relevantes sobre as preferências dos consumidores da atualidade e apontaram tendências de comportamento de consumo importantes para as empresas que desejam se alinhar às expectativas de seus públicos.

Quatro segmentos foram analisados:

  • Cosméticos
  • Mantimentos
  • Bebidas
  • Produtos de limpeza

Mesmo que você não atue nesses mercados, tem muito a aprender com as descobertas feitas pelos pesquisadores da Crimson Hexagon. Afinal, por mais que algumas informações sejam específicas para cada mercado, elas o ajudam a entender a mente dos compradores da atualidade e, consequentemente, podem proporcionar insights sobre o que desejam e como compram os seus consumidores. Por isso mesmo, sugerimos que acompanhe a série de artigos que iniciamos hoje!

Para começar, compartilhamos a seguir os destaques do levantamento no que diz respeito à forma como os consumidores do mercado de cosméticos utilizam as redes sociais em seu processo de decisão de compra e sobre o que eles debatem nesses canais. Acompanhe!

Consumidores mais conscientes e em busca de produtos naturais

O relatório mostra como os consumidores de cosméticos se relacionam e se sentem em relação às diferentes marcas desse mercado, aponta sobre o que eles falam nas redes sociais em relação aos produtos deste segmento, o que levam em consideração antes de tomar uma decisão de compra e quais são as principais tendências neste setor. Entre as descobertas feitas na pesquisa, destacamos:

1 – O interesse por produtos naturais é cada vez maior

As conversas sobre cosméticos nas redes sociais cresceram muito nos últimos anos. Entre os principais tópicos abordados, destacam-se:

  • Como comprar produtos de maquiagem.
  • Rotinas e listas de produtos usados diariamente.
  • Como aplicar esses produtos.

Nos comentários relacionados a esses tópicos, um tema se mostra cada vez mais relevante para os consumidores: ingredientes naturais.

De acordo com o levantamento, o crescente debate nas redes sociais sobre produtos naturais e eco-friendly (sustentáveis) em maquiagens indica uma clara tendências de comportamento dos consumidores desse mercado.

2 – Marcas cruelty-free ganham relevância

Entre os tópicos relacionados à importância de produtos cosméticos sustentáveis, destaca-se o crescimento na busca por marcas que são cruelty-free – ou seja, que não realizam testes em animais e/ou não utilizam matéria-prima de origem animal (produtos veganos).

O relatório aponta que esse é o tópico mais discutido nas redes sociais entre os consumidores de cosméticos. E isso vale tanto para apoiar marcas cruelty-free, como também para expor empresas que não se preocupam com essa causa em seus processos.

3 – Consumidores preferem cosméticos menos industrializados

Com os consumidores desejando cada vez mais produtos naturais e cruelty-free, cresce também a busca por cosméticos menos industrializados.

Nesse sentido, a utilização de óleos na rotina cosmética diária tem estado em evidência nas conversas desse público nas redes sociais. Os debates nessas plataformas indicam que os óleos têm sido utilizados como cleansers (sabonetes e removedores de maquiagem) e também como hidratantes. Esses produtos destacam-se porque os consumidores sentem que, ao evitar produtos cheios de aditivos químicos, estão sendo mais saudáveis.

O estudo indica ainda que, além de utilizarem o óleo por si só, muitos consumidores buscam orientações sobre como fazer misturas para criar produtos personalizados a partir de diferentes óleos – movimento alinhado à tendência “faça você mesmo” (DIY).

Uma marca alinhada a essas tendências é a LUSH, que foi tema de um artigo aqui no Sebrae Trends no ano passado. Para ler, clique aqui.

E agora?

Mais do que interessantes, essas informações podem servir como ponto de partida para reflexões e debates na sua empresa – atuem vocês no mercado de cosméticos ou não.

Que tal levar essas descobertas para sua próxima reunião com a equipe? Abaixo, apresentamos algumas perguntas que podem orientar essas conversas.

Para empresas que atuam no mercado de cosméticos:

  • Nossos produtos estão alinhados a essas preferências?
  • Se não, o que é possível fazer para adequá-los?
  • O que nossos clientes pensam sobre tudo isso?
  • Como podemos descobrir quais são as preferências e necessidades dos nossos clientes e prospect?
  • O que podemos fazer para incluir nossos consumidores no processo de desenvolvimento de produtos alinhados ao que eles buscam e desejam?

Para empresas de outros mercados:

  • Como podemos adaptar essas preocupações ao nosso mercado?
  • O que é possível fazer para tornar nossa empresa mais sustentável e eco-friendly? (Tanto no que diz respeito aos produtos/serviços oferecidos, como no dia a dia corporativo)
  • Quais são os valores, os princípios e as preocupações comuns aos nossos clientes?
  • Nossos produtos, serviços e soluções estão alinhados a tudo isso?
  • Se não, o que podemos fazer para mudar esse cenário?

Bom trabalho!

Saiba mais!

Para ter acesso a mais informações e dados sobre tendências de consumo, veja também:

Sua ponte para um mundo de histórias inspiradoras e boas ideias para o seu negócio

Fique por dentro das principais tendências seguindo o grupo Sebrae Trends. Para isso, basta clicar aqui.

Clube Sebrae
Francine Pereira
Francine Pereira Seguir

Jornalista baseada em Tóquio (Japão) e caçadora de tendências do Sebrae Trends.

Continue lendo
Indicados para você