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Inteligência Artificial: de onde viemos e para onde vamos

Inteligência Artificial: de onde viemos e para onde vamos

Desde a década de 1960 que o homem sonha com a inteligência artificial, com máquinas e computadores inteligentes, capazes de sentir emoções, medos e sentimentos dos mais variados. Estamos falando do épico filme "2001 - Uma Odisséia no Espaço" que lá em 1968 falava sobre o ano de 2001 com uma atmosfera futurista onde um dos principais personagens era o computador inteligente HAL 9000.

Muitas décadas se passaram e aquela realidade apresentada no filme não se concretizou em 2001, tampouco em 2017. De todo modo isso não significa que a inteligência artificial não seja uma realidade palpável no mundo em que vivemos.

Diferente do que você está pensando ela está mais próxima do que se imagina. Depois da palestra realizada na última semana no Seminário de Inteligência Artificial do Sebrae pelo Cezar Taurion, head de transformação digital da Kick Ventures, isso ficou ainda mais evidente.

Mas antes de falarmos sobre a presença da inteligência artificial vamos entender um pouco melhor como chegamos a este contexto e o que ele pode significar para a evolução futura.

O segredo está na visão exponencial

O crescimento desta tecnologia e o aumento da presença dela no mercado não é à toa. O motivo? A inteligência artificial não evolui de forma linear, mas sim de forma exponencial. Ou seja, enquanto o desenvolvimento linear prevê uma evolução onde cada passo tem o mesmo tamanho, no modelo exponencial cada passo é o dobro do passo anterior.

Exemplo disso é a melhoria na tecnologia de reconhecimento de imagens ocorrida nos últimos seis anos. Hoje em dia é possível que máquinas prevejam e reconheçam estações do ano. E o melhor: sem nunca ninguém ter dito como é a imagem de inverno, por exemplo. O computador aprendeu sozinho com outras imagens como cada estação se apresenta.

Entre outros exemplos conhecidos está também o computador Watson, da IBM, que ainda em 2011 foi capaz de vencer a disputa com os dois maiores campeões no famoso programa de TV americano, Jeopardy. Na competição o apresentador fornece uma resposta e o participante precisa formular a pergunta. Watson venceu com facilidade.

Mas por que ao certo isso está acontecendo?

O primeiro e mais conhecido motivo é a velocidade com a qual a tecnologia dobra a sua capacidade computacional. É verdade, quando falamos sobre isso no início da jornada parece pouco. Afinal de contas, dobrar de 2 para 4, e depois para 8 são saltos realmente pequenos.

No entanto quando se atinge a casa dos milhões os espaços passam a ser saltos bastante significativos. Isso sem falar que ao mesmo tempo que a capacidade aumenta, o tamanho diminui. Quer um exemplo do que isso significa? No início da jornada computacional o melhor e maior computador do planeta ocupava uma sala. Hoje, eles ocupam o nosso bolso.

Em apenas um minuto na internet milhares de dados são gerados em todos os ambientes, seja nas redes sociais, em plataformas de comunicação ou lojas virtuais, por exemplo. Este impacto é gigantesco, é verdade, e isso apenas com metade do planeta conectada. Já imaginou todas as possibilidades que podem surgir quando a maioria das pessoas estiver conectada?

Não basta, no entanto, gerar esta quantidade gigante dados se nós não formos capazes de interpretá-los com eficiência. É aí que entra a inteligência artificial.

Em um mundo de dados o motor é a inteligência artificial

Assim como a eletricidade é determinante para o mundo contemporâneo, a inteligência artificial será daqui algum tempo. É ela quem vai mover este mundo que não pára de gerar montanhas e mais montanhas de dados o tempo todo.

Hoje a inteligência artificial já está presente em diversos momentos do nosso cotidiano. Aplicativos de mobilidade como Waze e Uber fazem uso dessa tecnologia para escolher a melhor rota ou o motorista mais próximo. Lojas virtuais como a Amazon sabem quais os livros que nós mais gostamos e são capazes de nos recomendar títulos similares.

Estamos conectados o tempo todo, nossos hábitos são registrados e tudo o que fazemos fica registrado em sites como o Google e o Facebook. Este último, inclusive, desenvolveu uma pesquisa que consegue entender a personalidade de uma pessoa apenas com base em suas publicações na rede social.

Dispositivos como o Alexa, também da Amazon, são capazes de dialogar com seu usuário, e durante a execução de uma receita, por exemplo, podem atender ao pedido daquele ingrediente que estava faltando. Em poucos minutos um drone está na sua porta com o pedido efetuado.

Com algoritmos eficientes a inteligência artificial é capaz de tudo, até mesmo de fazer previsões. Já imaginou receber um produto antes mesmo de fazer a compra? Ou quem sabe ser lembrado de trocar uma peça do carro antes que ela se desgaste?

Até algum tempo atrás nós não seríamos capazes de imaginar que máquinas seriam capazes de realizar atividades que hoje são controladas por inteligência artificial. Agora, no entanto, estamos tendo a prova de que cedo ou tarde isso vai acontecer. Basta que nós, os empreendedores e realizadores, sejamos capazes de acreditar e pensar na evolução da tecnologia de forma exponencial.

Diante deste panorama fica bem claro de onde viemos e onde estamos. Para onde vamos eu não sei ao certo, mas tenho certeza que para um contexto que nunca imaginamos que seria possível.


Aprenda mais sobre inteligência artificial, o machine learning e o deep learning com a íntegra da palestra do Cezar Taurion no Seminário de Inteligência Artificial do Sebrae/PR!

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