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MadeiraMadeira se destaca pelo uso de inteligência artificial e dados

MadeiraMadeira se destaca pelo uso de inteligência artificial e dados

Na semana passada, a gente contou um pouco sobre o Coletivo Alimentar, iniciativa colaborativa curitibana, que junta pessoas interessadas em gastronomia e alimentação em um espaço inovador. Mas também temos falado muito aqui de quem revolucionou a partir da tecnologia e da ultra-conectividade, como o Robô Laura, o Linyon Global Workers e mesmo a Aldeia.  

No post de hoje, vamos falar sobre a MadeiraMadeira, um e-commerce curitibano que é pioneiro e líder na venda de materiais de construção, acabamento, móveis, iluminação e decoração. E por que eles estão na categoria de ultra-conectividade? Bom, você já vai descobrir.

Mais tecnologia nesse varejo

Fundada em 2009, a MadeiraMadeira tem como objetivo criar um novo conceito em Home Center. Por ser um e-commerce, eles trabalham com uma grande variedade de marcas e preços claramente atrativos.

Mas a grande vantagem existe porque eles não trabalham com estoques, e sim com fornecedores de quem eles compram os produtos e transportadoras parceiras que pegam o item direto no fornecedor e levam ao consumidor - o nome desse modelo de negócio é dropshipping.

Em 2016, o alto faturamento os colocou como 21º maior comércio eletrônico do país, de acordo com o ranking da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). O objetivo é ter um site cada vez mais funcional e preparado para atingir a meta de faturamento e chegar a 2 milhões de produtos cadastrados até 2021.

Esse resultado e prospecção só é possível graças ao contínuo investimento em tecnologia. Desenvolvendo as tecnologias dentro de casa ao invés de terceirizar, eles agilizam o processo. Hoje eles operam com 12 softwares próprios, que atendem desde processos operacionais e fluxo de trabalho até a parte de inteligência artificial.

Outra inovação implementada em 2017 foi a Aninha, uma atendente virtual com quem os clientes podem conversar, tirar dúvidas, fazer perguntas e são respondidos por um robô inteligente.

Além do chatbot, a empresa possui ferramenta de pricing, que consiste em utilizar técnicas de inteligência artificial para verificar a disponibilidade de produtos nos concorrentes, os valores praticados, prazos de entrega, condições de pagamento e custo de frete para, a partir dessas informações, desenvolver seus próprios preços e condições.

Business Intelligence

O MadeiraMadeira é um exemplo de como o varejo pode crescer com o apoio da tecnologia. Sem medo, eles investem e garantem o potencial de crescimento de 100% ao ano. A companhia, que vende móveis, esquadrias, revestimentos, eletrodomésticos e eletroportáteis, vem investindo em tecnologia para automatizar atendimento, decisão sobre preços e condições de pagamento e relacionamento com fornecedores e transportadoras.

Conforme o Caderno de Tendências, a coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações oferece suporte à gestão do negócio e à tomada de decisão. Através de relatórios e projeção de cenários sobre assuntos internos e externos à empresa, a prática de “inteligência de negócios” permite o aprimoramento de produtos, serviços e processos fundamentado em dados reais, alinhando o direcionamento estratégico desejado às ações do negócio.

E se é para falar sobre o poder dos dados, ninguém melhor que a Save The Data. O negócio percebeu que as pessoas ainda tomam atitudes baseadas no feeling para as suas empresas, sem perceber o potencial por trás da tecnologia. Portanto, o que a Save the Data faz é ajudar na tomada de decisões baseada em dados.

Assim a empresa otimiza os gastos e diminui riscos operacionais. A partir dos dados, fica mais fácil optar entre colocar dinheiro no operacional ou na comunicação. E de onde eles tiram os dados? Bom, são de pesquisas que eles fazem ou de dados que a empresa já tem, a partir de várias entradas, mas que não sabem o que fazer.

O Save The Data funciona quase como uma consultoria - a diferença é que ao invés de um consultor dar as orientações, são os dados que dizem o que fazer.  

Além das soluções personalizadas para as empresas, que acompanham análises, a Save The Data também tem outras duas frentes. A open reports, que pretende usar dados abertos em parceria com instituições e ONGs. A partir dos reports com dados importantes, ajudar as instituições nos diagnósticos dos problemas e nas possíveis soluções. A ideia é usar principalmente na saúde e na educação.

Também existe o Data School, que parte do princípio de educar o mercado a respeito dos dados. Afinal de contas, nem todo mundo se deu conta do potencial disso para os negócios. Então, a ideia é democratizar o acesso à informação, retroalimentando o mercado. 

Agora é sua vez. Olhe para a ultra-conectividade e pense como ela pode te ajudar:

Como gerenciar clientes e métricas com base em dados existentes ou coletados? Como utilizar dados para tornar a experiência de compra mais interessante? Como criar análises significativas de dados? Como aproveitar os dados como forma de insights para novas soluções?

 

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Ricardo Dória
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Empreendedor, fundador da Aldeia e co-fundador da A Grande Escola. Alumni da Global Shapers Community, doutorando em computação, mestre em administração.

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