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Inovação e o MEI - Microempreendedor Individual

Inovação e o MEI - Microempreendedor Individual

Inovação certamente é uma das palavras mais faladas e lidas no meio empresarial. É praticamente impossível que atualmente, uma empresa que participe de uma economia aberta sobreviva sem se preocupar com isso. Empresas gigantes do mercado mundial acabam sumindo do mapa porque ignoraram a importância de inovar e imaginavam garantir sua sobrevivência com base no passado.

Entretanto, a inovação sempre esteve popularmente ligada a parte tecnológica, onde geralmente ela é visivelmente impactante. É só lembrarmos de que entre 1981 e 1991, provavelmente os aparelhos telefônicos das casas mudavam apenas quando apresentavam algum defeito, visto, que não existia mudança tecnológica. Atualmente, a inovação tecnológica desse setor faz com que um aparelho lançado há 5 anos pareça uma peça histórica. Contudo, enxerga-se que inovar é muito mais do que isso.

O professor Larry Keeley apresenta de maneira didática como as empresas inovadoras avançaram no mercado através de vários tipos de inovação. Para ele Inovação primeiramente não pode ser confundida com invenção, pois grande parte das inovações do mercado são baseadas em invenções já existentes. Seja qual for a inovação, quando se trata de negócios, ela precisa ser autossustentável.

Assim, após anos de pesquisa, Larry ele reúne essas iniciativas em “10 tipos de Inovação” (título do seu livro sobre o assunto). Alguns desses tipos podem certamente se aplicar a realidade de microempreendedores:

Processos: O MEI - Microempreendedor individual tem a grande vantagem de possui uma grande flexibilidade para a mudança de processos. Ele não depende de o treinamento de uma grande equipe para colocar em prática essa melhoria, pois grande parte depende apenas dele. O processo de prospecção de clientes, de envio de propostas, ou mesmo de controle de estoque podem passar por melhorias rápidas que impactarão no resultado.

Rede: a competitividade de um produto ou serviço muitas vezes é fruto da colaboração de outros parceiros na construção dessa oferta de valor. Construir um ecossistema com outros empreendedores faz com que seja possível oferecer produtos e serviços mais complexos sem aumentar os custos. Empresas como a Natura já possuem uma rede de universidades que trabalham em parceria para o desenvolvimento de novos produtos. No caso dos microempreendedores individuais a rede pode testar produtos e serviços, sugerir melhorias e inclusive potencializar compras coletivas para reduzir custos.

Serviços: microempreendedores podem se diferenciar no mercado oferecendo além do produto ou do serviço principal, é possível ofertar serviços complementares. Nutricionistas podem fazer o serviço de compras de alimentos, vendedores de salgados podem incrementar oferecendo o serviço de decoração da festa.

Canal de Vendas: é comum comprarmos produtos em lojas de varejo, ou até mesmo solicitando através de uma ligação telefônica, mas cada vez mais a utilização de canais alternativos para venda e prestação de serviços tem sido adotada por pequenas empresas. É fácil encontrar empreendedores vendendo através das mídias sociais.

Marca: muitas vezes a compra de um bolo, um vestido, ou uma peça de decoração tem valor mais do que funcional, seu valor é simbólico. Quando ele vem acompanhado da assinatura de um profissional reconhecido no mercado, ele ganha ainda mais prestígio. A construção da marca pessoal do microempreendedor pode ser uma inovação importante, dependendo do mercado onde ele atua.

Por fim, tentar inovar em todas as áreas pode ter como resultado não inovar em nenhuma delas. Por isso, é importante priorizar e escolher em qual área do negócio será dado foco para inovar, esse processo consome energia e precisa de renúncias para que aconteça de fato.

Vamos Inovar?

Clube Sebrae
Carla Selva
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Consultora - SEBRAE PR

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